HIS - Dissertação

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    Mobilidades e territorialidade dos Avá-Guarani na fronteira Brasil - Paraguai: análise do Boletim Luta Indígena contraponto o discurso de Itaipu.
    (2023) Frigo, Anderson
    A presente dissertação analisa a mobilidade e a territorialidade dos Ava-Guarani na fronteira Brasil – Paraguai, impactados pela construção da Hidrelétrica de Itaipu Binacional, tendo como fontes bibliográficas a literatura produzida sobre esse povo e fonte primária, o Boletim Luta Indígena produzido pelo Conselho Indigenista missionário (Cimi). Com o advento do governo cívico-militar e o discurso da crescente necessidade de desenvolvimento econômico como uma forma de legitimação do poder antidemocrático, intensificou-se o processo de deslegitimação do povo Avá-guarani, enquanto originários das terras brasileiras, dificultando ainda mais seu acesso aos direitos fundamentais. Foi nesse contexto e a fim de não garantir os direitos indígenas existentes à época, que a Itapu em conjunto com a Funai que, em 1978, iniciou-se o processo de remoção dos povo Avá-Guarani que residiam na região levando para terras de outros povos. O processo só não foi concretizado na sua totalidade porque os Guarani com apoio de organizações indigenistas, em especial o Cimi, se opuseram ao evento. Nesse sentido, o escopo do trabalho em tela se concentra na análise do discurso veiculado pelo Boletim Luta Indígena, produzido pelo Cimi, se contrapondo ao discurso institucional da Itaipu. Para isso, empregou-se abordagem qualitativa teórica, de caráter analítico. O procedimento adotado foi de revisão bibliográfica cotejada com a análise dos Boletim Luta Indígena, nº 15, nº 16 e nº 17, bem como os informativos veiculados no site da Itaipu Binacional, dentre outras mídias.
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    "Ninguém pratica a pirataria melhor que os ingleses": a pirataria e o corso durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603)
    (2023) Rocha Neto, Nelson
    A presente dissertação tem como objetivo investigar a atividade dos piratas e corsários ingleses durante o governo de Elizabeth I (1558-1603). O recorte temporal compreende as décadas finais do século XVI, período que marca o aumento do contingente corso-pirata, a proliferação das cartas de marca, os regimentos contra a atividade pirata e as tentativas de fundação dos assentamentos ingleses na América. Contextualizando a relação da atividade pirata/corsária e a monarquia, analisaremos as causas do aumento da pirataria na Inglaterra e o pretexto para as guerras de corso [privateering] e a colonização dos espaços ultramarinos. Examinaremos a construção do corso inglês [privateer] como uma atividade sancionada pela monarquia. Discorreremos sobre os elementos que motivaram a organização na prática corsária que ampliou o desenvolvimento naval do expansionismo ultramarino inglês. As fontes consultadas foram disponibilizadas pela British History Online (BHO), uma coleção de documentos primários e secundários relacionados à história do mundo britânico, organizados pelo The Institute of Historical Research (IHR), que compõe a University of London's School of Advanced Study. Estes documentos auxiliam-nos na análise da propaganda expansionista para o estabelecimento de assentamentos em terras do além-mar como método para amenizar as tensões sociais na Inglaterra e legitimar os corsários empreendimentos ingleses.
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    Visualidad, imagen y poder en el Amazonas: construcción de imaginarios audiovisuales en la narrativa de la serie frontera verde
    (2023) Rodríguez Reina, Cesar Steven
    Nuestro punto de vista en la era de la pantalla es crucial (MIRZOEFF, 2003). La manera de concebir nuestro mundo cada vez más se enfrenta al reto de los modos visuales de la comunicación. Es esta expansión narrativa que ha hecho de lo audiovisual una estructura donde las imágenes crean y cuestionan significados. La presente investigación busca analizar la construcción de imaginarios audiovisuales en el Amazonas a partir de la relación entre la visualidad, la imagen y el poder. Por tanto, con el propósito de dar viabilidad a la investigación tomamos como objeto de estudio la serie colombiana Frontera Verde (2019), producida por la plataforma Netflix. Esta serie se caracteriza por ser un producto transnacional de gran acogida por parte de la audiencia global, debido a la relevancia de su trama que involucra el territorio del Amazonas colombo-brasileño con todas sus contradicciones culturales. A partir de esto, el análisis de la serie se desarrolla en entender su construcción no solo conceptual, sino también técnica de la imagen: ¿quién la produce? y ¿cómo se produce? Desde el gesto narrativo serial (CARRIÓN, 2011) que le ha dado su existencia. Para después acercarse a las reflexiones de Nicholas Mirzoeff (2016) sobre el concepto de visualidad, y cómo este al estar atravesado por el poder se convierte también en una práctica representativa del poder visual, negando la posibilidad de construir un ver propio. Finalmente, tomamos los aportes teóricos del investigador de medios audiovisuales Omar Rincón (2011), respecto a la noción de una soberanía audiovisual que toma identidad narrativa desde la estética popular bastarda. Pretendiendo así alejarse de los imaginarios que colocan a territorios como el Amazonas en lugares simplemente subalternizados. En atención de que es necesario comprender que la narrativas audiovisuales como las conocemos hoy día han siempre han estado atravesadas por ideologías.
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    Visualidad, imagen y poder en el amazonas: construcción de imaginarios audiovisuales en la narrativa de la serie frontera verde
    (2023) Reina Rodríguez, Cesar Steven
    Nuestro punto de vista en la era de la pantalla es crucial (MIRZOEFF, 2003). La manera de concebir nuestro mundo cada vez más se enfrenta al reto de los modos visuales de la comunicación. Es esta expansión narrativa que ha hecho de lo audiovisual una estructura donde las imágenes crean y cuestionan significados. La presente investigación busca analizar la construcción de imaginarios audiovisuales en el Amazonas a partir de la relación entre la visualidad, la imagen y el poder. Por tanto, con el propósito de dar viabilidad a la investigación tomamos como objeto de estudio la serie colombiana Frontera Verde (2019), producida por la plataforma Netflix. Esta serie se caracteriza por ser un producto transnacional de gran acogida por parte de la audiencia global, debido a la relevancia de su trama que involucra el territorio del Amazonas colombo-brasileño con todas sus contradicciones culturales. A partir de esto, el análisis de la serie se desarrolla en entender su construcción no solo conceptual, sino también técnica de la imagen: ¿quién la produce? y ¿cómo se produce? Desde el gesto narrativo serial (CARRIÓN, 2011) que le ha dado su existencia. Para después acercarse a las reflexiones de Nicholas Mirzoeff (2016) sobre el concepto de visualidad, y cómo este al estar atravesado por el poder se convierte también en una práctica representativa del poder visual, negando la posibilidad de construir un ver propio. Finalmente, tomamos los aportes teóricos del investigador de medios audiovisuales Omar Rincón (2011), respecto a la noción de una soberanía audiovisual que toma identidad narrativa desde la estética popular bastarda. Pretendiendo así alejarse de los imaginarios que colocan a territorios como el Amazonas en lugares simplemente subalternizados. En atención de que es necesario comprender que la narrativas audiovisuales como las conocemos hoy día han siempre han estado atravesadas por ideologías.
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    Entre Espelhos e Miragens: o Jornal Paládio e o Projeto de Modernidade na Cidade de Itacoatiara – AM (1908 – 1911)
    (2023) Carneiro, Gabriel Cruz
    A presente dissertação procura acompanhar a periodicidade do jornal Paládio (1908 1911), que circulou na cidade de Itacoatiara, interior do estado do Amazonas, no período conhecido como a Belle Époque da borracha, na esteira de debates como os de Luís Balkar Sá Peixoto Pinheiro (2017) e Maria Luiza Ugarte Pinheiro (2015), que destacam a circulação de jornais no Amazonas em localidades para além da capital, Manaus. Volta se também aos sertões interioranos que, gradativamente, viam se alcançados pela expansão capitalista. O cenário do jornalismo, tanto no Amazonas qua nto no Brasil, na virada do século XIX para o XX, é de uma expansão na produção de jornais inédita até então. O país experimentou um processo de urbanização e crescimento econômico, e o Amazonas, em específico, passou por esse processo de boom econômico e urbanístico, fruto da exploração da borracha e do aumento populacional causado por ondas imigratórias. A proposta se dá, portanto, a partir da relação com os debates historiográficos acerca de cultura letrada e modernidade, problematizando as narrativas e os projetos do periódico, quando este se coloca como um arauto do progresso e guia de valores, além de ser um
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    A Missão de Santa Maria do Iguaçu: Trajetória e Relações de Contato
    (2022) Oliveira, Pedro Louvain de Campos
    A Missão de Santa Maria do Iguaçu, fundada em 1626, a única localizada no rio Iguaçu, constitui um dos exemplos mais singulares do encontro de distintas matrizes culturais e nacionalidades na região das Cataratas do Iguaçu. Após duas tentativas jesuitas infrutíferas, uma comitiva formada pelo padre Boroa, padre Ruyer e cacique Tabacambi saíram da redução de Nossa Senhora da Natividade do Acarai e conseguiram a anuência do cacique Taupá para fundarem outra logo acima das famosas quedas d´água, reconhecidas atualmente pela UNESCO, como Patrimônio Natural Mundial. Após sete anos de fundação e apesar de terem desenvolvido uma vida comunitária, seus habitantes decidiram se mudar, por temor de ataques dos colonos portugueses e indígenas tupis. Mesmo na atualidade, as possibilidades de análise crítica e interpretação a respeito de tal empreitada seiscentista seguem demandando mais atenção da pesquisa, principalmente na margem direita do rio Iguaçu, onde segue pouco valorizada socialmente e no currículo da educação básica. Grande parte dos personagens autóctones do período permanece desconhecida da população, enquanto a memória indígena segue supermitificada e comercializada. Isso ocorre mesmo a despeito da sua potencialidade para a educação patrimonial e o turismo cultural. Nesse sentido, o objetivo da presente pesquisa é levantar, organizar e analisar as fontes históricas santamarianas para possibilitar problematizações e reflexões a respeito das dinâmicas sociais das relações de contato iguaçuenses na primeira metade do século XVII. Para atingir esse objetivo, foi levantado um arcabouço interdisciplinar teórico-metodológico para fundamentar a análise das fontes primárias a respeito de Santa Maria do Iguaçu, particularmente os documentos oficiais da época e as Cartas Ânuas dos padres jesuítas. Fontes a respeito da cultura material, produzidas no entorno contextualizado da redução jesuítica em questão também foram consideradas. Com os resultados da investigação foi possível identificar as especificidades que permearam as relações de contato que caracterizaram esses singulares eventos históricos nas margens do rio Iguaçu. Através da reunião das informações fragmentadas e dados dispersos por várias fontes e análise do conjunto, foi possível identificar diversos personagens do período e problematizar a complexidade dos elementos que permearam a interação entre eles.
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    "Minha Mamãe Soberana, Minha Floresta de Jóia”: Retirada Ilegal de Madeira e Protagonismo Indígena no Território Ashaninka do Rio Amônia - Acre (1980 - 2020)
    (2023) Lima, Ramon Nere de
    A presente dissertação analisa o protagonismo dos Ashaninka do rio Amônia, localizados em Marechal Thaumaturgo (AC), na luta contra a invasão e a exploração ilegal de madeira em suas terras, a partir do uso do espaço jurídico e dos meios de comunicação, perpassando a recepção do Ministério Público Federal. Posteriormente, o MPF ajuizou a Ação Civil Pública (1996), cuja Ação tramitou pelas instâncias judiciais, concomitantemente, as contínuas movimentações dos Ashaninka de maneira que a repercussão do caso contribuiu para que os direitos indígenas fossem respeitados e assegurados. No que tange ao aspecto teórico-metodológico, se trata de um estudo de caso tendo por base o diálogo entre a História Política e a História Indígena, observando como as relações de poder atravessaram esse processo histórico e a atuação dos Ashaninka contra a invasão e retirada ilegal de madeira de seu território. O protagonismo Ashaninka – para terem seus direitos assegurados e a manutenção de suas terras – tornou-se um marco, devido à extrapolação decorrida de sua atuação, garantiu não somente uma efetividade para sua causa, como também para os demais povos originários.
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    As Company Towns e Vilas Periféricas no Amapá: Histórias e Memórias de uma Outra Amazônia (1960-2010)
    (2023) Saito, Alanna Aquemi Santiago
    Esta dissertação é um estudo sobre as company towns e as vilas periféricas das cidades de Santana e Serra do Navio, situadas no estado do Amapá, tendo como recorte temporal o período compreendido entre 1960 e 2010. Antecipa-se a essas reflexões um capítulo que trata sobre a Amazônia, a ICOMI e o Amapá, destacando as cidades de Santana e Serra do Navio. Sobre estas, se problematizam suas histórias, memórias e a herança da ICOMI, nos detendo, particularmente, às vilas periféricas. A história, notadamente a história urbana, os estudos sobre o campo da memória e da história oral norteiam os principais argumentos desta dissertação de mestrado, também de viés interdisciplinar. Aponta-se para uma história urbana de tipo mais social que revele a multiplicidades de atores negligenciados por leituras tradicionais da história. Dialoga-se, fundamentalmente, com especialistas como: Carlos Walter Porto Gonçalves, José Augusto Drummond, Mariângela Pereira, Yara Vicentini, Carla Lima, Bertha Becker e Elke Nunes. Espera-se que este trabalho contribua para outra leitura da história e da memória da Amazônia Brasileira, especificamente, a das company towns e das vilas periféricas no estado do Amapá.
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    O Nordeste, o Piauí e a Patrimonialização de Porto das Barcas (1987-2012)
    (2023) Fontenele, Hamanda Machado de Meneses
    A presente dissertação de mestrado faz um estudo histórico da patrimonialização do complexo cultural Porto das Barcas, localizado em Parnaíba, cidade do estado de Piauí, Nordeste brasileiro, visando ampliar a perspectiva crítica e histórica da atuação das políticas e instituições patrimoniais no âmbito local e regional. Porto das Barcas é um marco fundador da cidade de Parnaíba e da região norte piauiense e foi objeto de tombamento iphaniano em âmbito federal e inscrito nos Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, em 2008. Acompanha a reflexão sobre a patrimonialização em diversas escalas, um olhar crítico e histórico-cultural sobre o Nordeste, o Piauí e Porto das Barcas que questiona imagens frequentemente associadas ao Nordeste, em parte resultantes da atuação do IPHAN na região. Para tais empreitadas definimos como recorte o período compreendido entre 1987 e 2012, por ser esses anos correspondentes a inserção do Porto das Barcas na pauta das políticas públicas do patrimônio cultural. Do ponto de vista teórico esta dissertação de mestrado dialoga com a história regional e local e com o campo da memória social tendo como debate de fundo a relação entre história e política cultural. Espera-se que sua leitura contribua para enriquecer o conhecimento histórico sobre o patrimônio cultural do Nordeste, do Piauí e, notadamente, de Porto das Barcas.
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    Conflito Agrário e Resistência Camponesa nas Páginas do Informativo Pastoral 'Voz do Norte' (1983-1986)
    (2023) Gabarrão Silva, Luciano Alves; Geraldo, Endrica
    Esta dissertação analisa a resistência camponesa e os conflitos agrários na região do "Bico do Papagaio" na década de 1980, tendo como base o Informativo Pastoral "Voz do Norte", produzido pela diocese de Tocantinópolis. A pesquisa apresenta os desafios enfrentados pela luta camponesa e sua organização social em um período de expansão das fronteiras patrocinadas pelo governo militar. O informativo foi um importante instrumento de comunicação utilizado pela diocese para divulgar ações da igreja e das pastorais, comunicados e formações para as lideranças locais, além de denunciar as violências praticadas contra camponeses, indígenas e ribeirinhos na região. A pesquisa destaca a violência explícita presente no "conflito agrário", com assassinatos, ameaças, prisões e arbitrariedades das autoridades em aliança com os interesses do capital privado. Nesse contexto, a resistência camponesa em aliança com a ala progressista da Igreja Católica, em especial, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), teve papel fundamental na formação de agentes, lideranças e na divulgação das violências ocorridas. A pesquisa foi realizada a partir da perspectiva da análise de conteúdo e do aporte teórico fornecido pela decolonialidade, buscando compreender o conflito agrário a partir das lideranças, agentes da CPT e dos camponeses da região. A dissertação destaca a importância histórica da CPT na região e suas lideranças na construção das identidades dos diversos movimentos. O informativo teve sua publicação encerrada com o assassinato do Padre Josimo Tavares, interlocutor e protagonista da resistência camponesa no "Bico do Papagaio".
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    Nós Mulheres (1976-1978): Feminismo, Imprensa e Trabalho na Ditadura Militar
    (2023) Vargas, Caroline Copetti de
    O trabalho pretende analisar o Jornal Nós Mulheres publicado entre os anos 1976 e 1978 no contexto da Ditadura Militar Brasileira. O objetivo é discutir, a partir da análise do material gráfico, da coletânea de reportagens e editoriais, assim como de registros de memória e outras produções das mulheres envolvidas com o periódico, uma articulação entre a experiência na militância de esquerda, o exílio imposto pela Ditadura e o contato com debates feministas em outras regiões para a criação e o desenvolvimento do Nós Mulheres e dos debates que aproximaram as perspectivas marxistas e feministas especialmente para o tema das mulheres trabalhadoras do período.
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    Da Colônia à Independência: Reflexões sobre a História Indígena no Paraguai
    (2023) Leal, Osni Cesar L.; Orientação
    Esta dissertação aborda os aspectos históricos do processo de independência do Paraguai, com destaque para a presença indígena em um contexto de formação dos Estados latino-americanos. Particularmente buscamos investigar como os indígenas foram pensados e tratados no processo de construção do Estado paraguaio na ditadura de José Gaspar Rodríguez de Francia durante o processo de construção do Estado paraguaio. A presença indígena nas regiões da província do Rio da Prata, se dava a séculos. Mesmo que os indigenas não tenham participado de grandes eventos no processo de independência do Paraguai, o nativo, em especial o Guarani era presente, e contribuíram com os conquistadores europeus, colonos e criolos, do período colonial ao independente para desenvolvimento do nascente Estado, principalmente na defesa da região, com seus conhecimentos, suas mulheres e sobretudo sua mão de obra. Sobre os movimentos que antecederam e que ajudaram nos processos da independência do Paraguai pode-se afirmar que os indígenas missioneiros e os próximos de regiões urbanas tiveram participação importante, pois quando Belgrano parte para subjugar o Paraguai a mando de Buenos Aires, os indígenas missioneiros se envolveram nos conflitos tanto do lado hoje argentino como paraguaio, desse contato confronto o Paraguai saia vitorioso do conflito, evento este que fortalece o Paraguai com a vitória que defende seu território e almeja ser independente. Destacamos que apesar do Paraguai ter sido um dos primeiros países a declarar a independência, não foi imediatamente reconhecido como uma Província Republicana pelo Vice-reino do Rio da Prata, demandando estratégias de resistências por parte da elite crioula regional. Nessa linha de abordagem desenvolvemos os objetivos específicos da pesquisa, dentre eles compreender como os indígenas agiram durante o governo de José Gaspar Rodríguez de Francia – (1811-1840); verificar como os indígenas foram representados nos documentos oficiais no Paraguai do século XIX, no período francista; e, reconhecer nos processos históricos de Independência e da criação do Estado paraguaio, o contexto em que os indígenas são representados. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica que se utiliza da análise qualitativa de publicações para compor os resultados da investigação, bem como pesquisa no Arquivo Nacional de Assunção (ANA), no Paraguai.
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    La Independencia en el Alto Perú, un Enfoque Transnacional - Perú, Brasil y Bolivia (1823-1825)
    (2022) Aldana, Christian Anthony Rodriguez
    Esta tesis de maestría estudia la fase final de la independencia del Alto Perú -otrora, Real Audiencia de Charcas- entre los años de 1823 a 1825. Los estudios históricos existentes sobre la independencia en la región andinano han dedicado suficiente atención a esa fase de las independencias sudamericanas, especificamente, al Alto Perú. Su estudio desde un enfoque transnacional -incluyendo al Perú, Bolivia y Brasil- ha sido un tema de reciente interés por parte de la historiografía. Incluir estos actores externos trae consigo una perpspectiva más plural y renovada sobre las independencias en la región andina. Desde el punto de vista teórico-metodológico, este trabajo se apoya en estudios de la historia política, de la enseñanza de la historia, y dialoga con la historia transnacional al pensar la independencia del Alto Perú. Fuentes documentales y bibliográficas identificadas en Perú, Brasil y Bolivia dan fundamento a esta tesis de maestría. Se espera que este trabajo contribuya al debate sobre la independencia del Alto Perú relacionada a los estudios transnacionales.
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    Presença Afromexicana. Do Processo de Invisibilização à Luta por Reconhecimento Constitucional de 1997-2019
    (2022) Ferreira, Caroline Silva
    Neste trabalho de dissertação apresento um breve panorama histórico da presença negra no México desde o período anterior à invasão colonial até os dias atuais. Por meio de revisão bibliográfica, foi possível desenvolver uma importante exposição sobre a presença negra em território mexicano. Dialogo, ainda, com estudos que apontam para tal presença em um período anterior à invasão espanhola, assim como para a existência de resquícios e elementos culturais de origem africana na cultura de algumas populações originárias. Ao narrar a empreitada da invasão, destaco a importância dos conquistadores negros, com ênfase na atuação de Juan Garrido, assim como a articulação dos contra-conquistadores negros, representado pela liderança de Gaspar Yanga. Já na luta pela Independência Mexicana (1810-1821), os ícones desta etapa da história são os afrodescendentes José María Morelos y Pavón e Vicente Guerrero. A formação da identidade nacional mexicana, portanto, é também resultado da Independência Mexicana, momento em que foi forjada a ideia de mestiçagem que fundamenta o processo de invisibilização da presença negra. As demandas atuais da população afromexicana sobre reconhecimentos estão arraigadas assim neste processo de invisibilização histórica e são apresentadas a partir da articulação de movimentos comprometidos com a causa negra no México. É interesse deste trabalho demonstrar que o processo histórico de invisibilização da presença negra em diferentes períodos é basilar para compreender a atual luta por reconhecimentos da população afromexicana.
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    Ayabás: História, Memória e Trajetória de Mulheres Negras em Teresina/PI – 1980 - 2000
    (2022) Sousa, Juliana Alves de; Orientação
    Esta pesquisa tem por objetivo analisar as trajetórias e experiências políticas, sociais e culturais de mulheres negras, no período compreendido entre os anos de 1980 a 2000, na cidade de Teresina-PI. Supomos que suas trajetórias estão marcadas por uma dinâmica que remete à sua condição diaspórica expressa nos diferentes sentimentos de resistência, luta e pertencimento alicerçados na ancestralidade e na sabedoria africana que são reinterpretados e reinventados cotidianamente no ambiente de diáspora. Ademais, são mulheres que possuem uma práxis que visa não só transformar a vida de outras mulheres negras, mas a própria sociedade, uma vez que quando elas se movimentam toda a estruturas da sociedade se movimentam com elas (DAVIS, 2017). No tocante a metodologia de trabalho, utilizo como orientação teórico- metodológico a História Oral para registrar o depoimento de três mulheres negras que tiveram suas vidas perpassadas pelo racismo e as violências que este proporciona; vivenciaram movimentos políticos e identitários e, por conseguinte, deram início ao movimento de mulheres negras em Teresina entre 1980 a 2000, dentro dos grupos mistos, por meio da realização de entrevistas. Portanto, dentro dessa metodologia optei por fazer entrevistas semiestruturadas divididas em duas etapas: a história de vida e a história temática, sendo que ambas não se dissociam uma da outra. Assim, pudemos compreender através dessa metodologia, como elas construíram suas identidades enquanto mulheres negras perpassando pelas questões de raça, classe, gênero, religião, entre outros a partir da cidade de Teresina com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Para dialogar com a metodologia da História Oral, nos valemos de fontes secundárias, como fotografias, e estatutos.
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    Conceito de “Revisionismo” na Crítica Historiográfica do “Movimento Crítico ao Revisionismo Contemporâneo”: Uso, Limites e Possibilidades
    (2022) Butzen, Gabriel Antonio
    A presente pesquisa busca investigar a crítica historiográfica do autointitulado “movimento crítico ao revisionismo contemporâneo” sintetizado nos dois livros organizados por Melo (2014) e por Sena Júnior; Melo e Calil (2017). Nesse sentido, a pesquisa busca analisar quais são os usos do conceito de “revisionismo” para avaliar determinadas historiografias consideradas “apologéticas” e “abusivas”. Para isso, analisaremos a história do conceito de “revisionismo” a partir de discussões dentro do próprio marxismo e dos debates internos da historiografia sobre a Revolução Russa; da Guerra da Tríplice Aliança; bandeirantismo; da historiografia paraguaia e argentina , casos nos quais o conceito de “revisionismo” se aproxima da ideia de “inovação”. Por outro lado, avaliaremos o conceito de “revisionismo” como “apologia” e “abuso” mobilizados pelo “movimento crítico ao revisionismo contemporâneo”. Nessa linha, também diferenciaremos o conceito de “revisionismo” de “negacionismo” a partir dos debates sobre o Holocausto e do uso atual do conceito. Por fim, observaremos como o conceito de “revisionismo” dialoga com a escrita da história, com a prática cotidiana do historiador e com o atual regime de produção e divulgação de pesquisas históricas na atualidade. Para isso, como metodologia foram utilizadas as considerações sobre a história dos conceitos alemã e do contextualismo, avaliando os conceitos históricos utilizados pelos historiadores analisados. As principais considerações recaem sobre a possibilidade do uso de outros conceitos em determinados contextos nos quais “revisionismo” tem sido mobilizado. Em particular, a possibilidade de uso do conceito de “abuso da história”, conforme definido por De Baets. Ressalta-se ainda a importância de mais pesquisas empíricas para reavaliar os limites e possibilidades da crítica historiográfica baseada no conceito de “revisionismo histórico”.
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    A Patrimonialização no Haiti: o Parc National Historique e a Comunidade de Milot (1980-2020)
    (2022) Pierre-Louis, Loudmia Amicia
    A presente dissertação de mestrado tem como objeto de estudo a patrimonialização do Parc National Historique (PNH-CSSR) e seus efeitos na comunidade de Milot, no Haiti. Objeto de tombamentos no âmbito nacional (Haiti, 1995) e internacional (UNESCO, 1982) o PNH-CSSR inclui o complexo monumental do Palácio Sans-Souci e suas dependências, a Cidadela Laferrière e o Site des Ramiers. Suas transformações antes e depois do tombamento da UNESCO é de relevante interesse para esta dissertação de mestrado cujo recorte temporal se situa entre as décadas de 1980 e de 2020. Assim, partimos do insuficiente diálogo entre as ações de preservação públicas e as comunidades locais, questão que se aplica ao caso da comunidade de Milot. Do ponto de vista teórico, o trabalho dialoga com os estudos históricos sobre Caribe, o patrimônio e suas políticas públicas, com a história oral e com o campo da memória social, também dialoga com os estudos decoloniais. Espera-se que este trabalho possa contribuir para uma melhor compreensão do campo patrimonial e seus desdobramentos no Haiti, sobretudo, ao re-pensar suas relações com sujeitos subalternos e excluídos das políticas públicas do patrimônio na comunidade de Milot.
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    Cabo Norte: Militarização e Insubordinação em uma Fronteira em Disputa (1809-1840)
    (2022) Beltrao, Maria Izeth Braga; Orientação
    Desde o período colonial a região fronteiriça do Cabo Norte (que corresponde aproximadamente ao atual Estado do Amapá), com a Guiana Francesa (Departamento Ultramarino da França na América) esteve envolta em constantes disputas territoriais entre Brasil e França, ao mesmo tempo em que se tornou espaço de constantes fugas e interações sociais entre sujeitos que por ela transitavam, de modo que para garantir a sua posse, as autoridades portuguesas, posteriormente as brasileiras, recorreram à militarização. No século XIX, especialmente após a eclosão da Cabanagem na província do Grão-Pará os recrutamentos aumentaram, e nessa área de fronteira mais ainda, em virtude da instalação de um posto militar francês no território em litígio, e também por causa do grande fluxo de fugitivos, envolvidos direta e indiretamente nesse movimento, que passaram a buscar abrigo junto aos franceses. Assim, este trabalho busca analisar medidas de controle e segurança adotadas para conter as ameaças de soberania, envolvendo tensões entre portugueses / brasileiros e franceses, bem como para gerir práticas sociais locais, visando o controle sobre sujeitos que se estabeleceram na região do Cabo Norte.
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    Fundo Documental Ladeísse Silveira: da Constituição de Arquivos Particulares à Transformação em Acervos Públicos em Redenção (CE)
    (2022) Silva, Ester Araújo Lima da; Orientação
    A presente dissertação objetiva analisar o processo de constituição, transformação e desafios diante do tratamento, organização e preservação do Fundo Documental Ladeísse Silveira, salvaguardado no âmbito do Núcleo de Documental Cultural - Ladeísse Silveira (NUDOC) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), localizada no município de Redenção, estado do Ceará. Ladeísse Silveira nasceu em 1941 na zona rural de Redenção, na localidade de Serrinha Bela, distrito de Guassí. Entre os anos de 1960 e 1965, mudou-se para a área urbana do município onde consolidou sua carreira enquanto professora, pesquisadora e servidora pública municipal, dedicando grande parte de sua vida a investigar a história local de Redenção, reunindo assim diferentes arquétipos documentais que reforçam o pioneirismo da abolição da escravatura ocorrido em 01 de janeiro de 1883. Com seu falecimento em 2015, iniciou-se a construção de uma rede institucional com o intuito de negociar a doação de seus arquivos pessoais para a Unilab, possibilitando sua transformação em um arquivo público de pesquisa documental, pleito este ocorrido em meados de 2016. Sua coleção possui uma tipologia documental que vai desde a composição de documentos públicos a documentos particulares. Frente a esse cenário, analisamos as etapas do pleito de doação e montagem do arquivo, dando sentido à constituição de um fundo documental público no âmbito universitário.
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    Ayurveda no Brasil: os Primeiros Registros na Imprensa (1987-1999)
    (2022) Dornelles, Mônica Nasser; Orientação
    A presente pesquisa analisa os primeiros registros da Ayurveda na imprensa brasileira, entre 1987 a 1999, tendo como referência o estado do Rio de Janeiro e duas fontes primárias principais: Jornal do Brasil e revista Manchete. A dissertação examina as rotas de inserção deste sistema de práticas no Brasil, adotando perspectivas de análise da história transnacional e global que elucidam como se deu a chegada do Ayurveda à América do Norte e à América Latina e, posteriormente, em nosso país. Figuras centrais nesse processo de chegada da Ayurveda na América Latina foram os indianos Maharishi Mahesh Yogi, personagem recorrente nos periódicos pesquisados, e seu discípulo divulgador deste conhecimento, o médico ayurvédico Deepak Chopra. Destacamos o registro de uma visão, em um primeiro momento, denominada “holística” e mais adiante integrativa, o que décadas mais tarde, viria a contribuir com as chamadas Práticas Naturais Integrativas aprovadas no SUS. Importante para esse processo de reconhecimento da prática no Brasil foi o convênio firmado entre o estado de Goiás e o Ministério da Saúde com o objetivo de implantar um hospital de Ayurveda na região, em 1985. As diferentes etapas desta pesquisa permitiram compreender a Ayurveda que chegou ao Brasil como uma ciência moderna e global com forte influência da Era New Age e o movimento Contracultura.