TCC - Relações Internacionais e Integração

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ILAESP - Centro de Integração e Relações Internacionais - Bacharelado em Relações Internacionais

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    A transnacionalidade indígena Warao: entre a vulnerabilidade dos direitos humanos e a reconstrução do nem-viver
    (2026-07-13) Camico Barrios, Carlos Jose David
    O deslocamento do povo indígena Warao, originário do Delta do Orinoco, demanda ser compreendido para além da hegemonia da narrativa de vulnerabilidade, constituindo, antes, uma trajetória de transnacionalidade historicamente forjada por processos estruturais de desterritorialização e subalternização. Longe de caracterizar um nomadismo inerente, essa mobilidade configura uma resposta estratégica e resiliente frente ao impacto cumulativo de intervenções estatais que fragmentaram sua soberania territorial e seus modos de vida ancestrais. A presente pesquisa analisa a forma como tal transnacionalidade se estabelece como um exercício potente de resistência e reexistência, permitindo ao coletivo Warao reconfigurar suas dinâmicas comunitárias, reafirmar sua identidade étnica e transformar sua cosmovisão diante da crise, ao passo que transcende as fronteiras impostas pelos Estados nacionais. Metodologicamente, emprega-se uma abordagem qualitativa, alicerçada na revisão bibliográfica e na análise documental, com o objetivo de questionar as respostas institucionais que, ao invisibilizarem a natureza diaspórica desse fluxo migratório, confinam os Warao a categorias estáticas de tutela e assistencialismo, desconsiderando sua especificidade étnica e seus direitos fundamentais. Os resultados evidenciam que a migração Warao constitui uma experiência marcada por profunda agência política, a qual desafia os modelos vigentes de gestão estatal. Tais modelos, ao priorizarem categorias reducionistas, como a de “estrangeiro”, em detrimento da condição de migrante portador de direitos específicos, perpetuam ciclos sistêmicos de exclusão, discriminação e desproteção. Conclui-se que o reconhecimento da mobilidade Warao demanda a superação de abordagens que circunscrevem sua experiência à mera subsistência, exigindo a implementação de políticas públicas integrais com enfoque intercultural, que validem suas estruturas tradicionais e garantam condições dignas de permanência, alinhadas à sua vivência do Bem-Viver no contexto transnacional sul-americano. Resumen El desplazamiento del pueblo indígena Warao, originario del Delta del Orinoco, debe ser comprendido más allá de la hegemonía de la narrativa de vulnerabilidad, constituyendo, antes bien, una trayectoria de transnacionalidad históricamente forjada por procesos estructurales de desterritorialización y subalternización. Lejos de caracterizar un nomadismo inherente, esta movilidad configura una respuesta estratégica y resiliente frente al impacto acumulativo de intervenciones estatales que fragmentaron su soberanía territorial y sus modos de vida ancestrales. La presente investigación analiza la forma en que dicha transnacionalidad se establece como un potente ejercicio de resistencia y reexistencia, permitiendo al colectivo Warao reconfigurar sus dinámicas comunitarias, reafirmar su identidad étnica y transformar su cosmovisión frente a la crisis, al tiempo que trasciende las fronteras impuestas por los Estados nacionales. Metodológicamente, se emplea un enfoque cualitativo, sustentado en la revisión bibliográfica y el análisis documental, con el objetivo de cuestionar las respuestas institucionales que, al invisibilizar la naturaleza diaspórica de este flujo migratorio, confinan a los Warao a categorías estáticas de tutela y asistencialismo, desconsiderando su especificidad étnica y sus derechos fundamentales. Los resultados evidencian que la migración Warao constituye una experiencia marcada por una profunda agencia política, la cual desafía los modelos vigentes de gestión estatal. Tales modelos, al priorizar categorías reduccionistas, como la de “extranjero”, en detrimento de la condición de migrante portador de derechos específicos, perpetúan ciclos sistémicos de exclusión, discriminación y desprotección.Se concluye que el reconocimiento de la movilidad Warao exige superar enfoques que circunscriben su experiencia a la mera subsistencia, requiriendo la implementación de políticas públicas integrales con enfoque intercultural, que validen sus estructuras tradicionales y garanticen condiciones dignas de permanencia, alineadas con su vivencia del Buen Vivir en el contexto transnacional sudamericano.
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    Colonialismo disciplinar e infância indígena: a dupla invisibilidade das crianças avá-guaraní nas relações internacionais e a escola como fronteira em Foz do Iguaçu
    (2026-07-09) Ramírez Cabral, Laura Luján
    Esta investigação analisa a escola municipal pesquisada de Foz do Iguaçu como espaço de fronteira entre o mundo indígena Avá-Guaraní e o mundo não-indígena, argumentando que a ausência de políticas municipais de educação escolar indígena produz e aprofunda a invisibilidade das crianças Avá-Guaraní como sujeitos de direitos nas Relações Internacionais. A hipótese central é a de que essa dupla invisibilidade, da criança e do indígena, não é uma ausência temática acidental, mas o produto de pressupostos ontoepistemológicos constitutivos da disciplina que se traduzem, com precisão documentável, no descumprimento sistemático de obrigações internacionais no nível municipal. A investigação ancora-se em pesquisa de campo realizada entre abril e junho de 2024 no âmbito do Programa de Educação Tutorial da UNILA, por meio de observação participante do cotidiano escolar, entrevistas semiestruturadas, análise de produções visuais das crianças e acesso a uma planilha de matrícula que registra a identidade indígena e o idioma Guaraní de alunos sem que esse registro acione qualquer obrigação pedagógica. O trabalho organiza-se em três capítulos. O primeiro demonstra que as Relações Internacionais produziram dois silêncios estruturantes, a exclusão das crianças como sujeitos políticos e a marginalização dos povos indígenas como atores do sistema internacional, que se articulam para produzir uma dupla invisibilidade com correspondência institucional precisa. O segundo reconstrói o quadro normativo federal da educação escolar indígena no Brasil e documenta seu sistemático descumprimento pelo município de Foz do Iguaçu, analisando a planilha de matrícula como evidência do mecanismo central desse hiato: o sistema registra a diferença e não age sobre ela. O terceiro analisa o que esse hiato produz no cotidiano concreto da escola: a fronteira linguística que converte o Guaraní em língua do recreio, a fronteira alimentar revelada pelo desenho de uma criança de sete anos que representou a escola com uma única figura humana, a tia da cozinha, e as práticas de persistência cultural pelas quais as crianças afirmam identidade nos interstícios que o sistema não controla. A investigação demonstra que a invisibilidade teórica nas Relações Internacionais e a invisibilidade política no município são manifestações do mesmo fenômeno, sustentadas pelos mesmos pressupostos ontoepistemológicos, e que a escola municipal pesquisada é, simultaneamente, objeto empírico e evidência teórica dessa articulação. Resumen Esta investigación analiza la escuela municipal investigada de Foz do Iguaçu como espacio de frontera entre el mundo indígena Avá-Guaraní y el mundo no indígena, argumentando que la ausencia de políticas municipales de educación escolar indígena produce y profundiza la invisibilidad de los niños y niñas Avá-Guaraní como sujetos de derechos en las Relaciones Internacionales. La hipótesis central es que esa doble invisibilidad, de la infancia y de lo indígena, no es una ausencia temática accidental, sino el producto de presupuestos ontoepistemológicos constitutivos de la disciplina que se traducen, con precisión documentable, en el incumplimiento sistemático de obligaciones internacionales en el nivel municipal. La investigación se ancla en trabajo de campo realizado entre abril y junio de 2024 en el ámbito del Programa de Educación Tutorial de la UNILA, mediante observación participante del cotidiano escolar, entrevistas semiestructuradas, análisis de producciones visuales de los niños y niñas y acceso a una planilla de matrícula que registra la identidad indígena y el idioma Guaraní de los alumnos sin que ese registro active ninguna obligación pedagógica. El trabajo se organiza en tres capítulos. El primero demuestra que las Relaciones Internacionales produjeron dos silencios estructurantes, la exclusión de los niños y niñas como sujetos políticos y la marginalización de los pueblos indígenas como actores del sistema internacional, que se articulan para producir una doble invisibilidad con correspondencia institucional precisa. El segundo reconstruye el marco normativo federal de la educación escolar indígena en Brasil y documenta su sistemático incumplimiento por el municipio de Foz do Iguaçu, analizando la planilla de matrícula como evidencia del mecanismo central de esa brecha: el sistema registra la diferencia y no actúa sobre ella. El tercero analiza lo que esa brecha produce en el cotidiano concreto de la escuela: la frontera lingüística que convierte el Guaraní en lengua del recreo, la frontera alimentaria revelada por el dibujo de una niña de siete años que representó la escuela con una única figura humana, la tía de la cocina, y las prácticas de persistencia cultural mediante las cuales los niños y niñas afirman identidad en los intersticios que el sistema no controla. La investigación demuestra que la invisibilidad teórica en las Relaciones Internacionales y la invisibilidad política en el municipio son manifestaciones del mismo fenómeno, sostenidas por los mismos presupuestos ontoepistemológicos, y que la escuela municipal investigada es, simultáneamente, objeto empírico y evidencia teórica de esa articulación.
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    Perspectivas e desafios no processo de legalização de cubanos no Brasil
    (2026-07-09) Hernández Santos, Miriam Isabel
    Esta pesquisa analisa criticamente os desafios da legalização migratória e do reconhecimento do refúgio de cubanos no Brasil, considerando as dimensões jurídicas, institucionais e políticas que atravessam os fluxos migratórios contemporâneos. O estudo parte das teorias das migrações internacionais, com ênfase na Teoria das Redes Migratórias, utilizada como principal referencial teórico para compreender como os vínculos sociais, familiares e transnacionais influenciam os deslocamentos, os processos de regularização documental e as estratégias de inserção social dos migrantes cubanos em território brasileiro. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, análise documental da legislação migratória e do regime internacional de proteção aos refugiados, além da interpretação de dados estatísticos oficiais do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), da Lei nº 13.445/2017, da Lei nº 9.474/1997 e de relatórios relacionados ao Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE). Os resultados demonstram que, embora o Brasil possua um arcabouço jurídico considerado avançado em matéria de direitos humanos e proteção internacional, persistem obstáculos institucionais e diplomáticos que dificultam o reconhecimento do refúgio para cidadãos cubanos. A pesquisa identifica elevada taxa de arquivamento e extinção de processos, longos períodos de espera e forte dependência das redes migratórias como mecanismo de acesso à informação, proteção social e regularização documental. Constatou-se ainda que muitos migrantes utilizam a solicitação de refúgio como estratégia temporária de permanência regular até conseguirem autorização de residência por outros meios, especialmente vínculos familiares e trabalho. O estudo conclui que as relações diplomáticas entre Brasil e Cuba influenciam indiretamente os processos de reconhecimento do refúgio, evidenciando tensões entre soberania estatal, proteção internacional e direitos humanos. Resumen Esta investigación analiza críticamente los desafíos de la legalización migratoria y del reconocimiento del refugio de cubanos en Brasil, considerando las dimensiones jurídicas, institucionales y políticas que atraviesan los flujos migratorios contemporáneos. El estudio parte de las teorías de las migraciones internacionales, con énfasis en la Teoría de las Redes Migratorias, utilizada como principal marco teórico para comprender cómo los vínculos sociales, familiares y transnacionales influyen en los desplazamientos, en los procesos de regularización documental y en las estrategias de inserción social de los migrantes cubanos en territorio brasileño. La investigación adopta un enfoque cualitativo, basado en revisión bibliográfica, análisis documental de la legislación migratoria y del régimen internacional de protección a los refugiados, además de la interpretación de datos estadísticos oficiales del Observatorio de las Migraciones Internacionales (OBMigra), de la Ley nº 13.445/2017, de la Ley nº 9.474/1997 y de informes relacionados con el Comité Nacional para los Refugiados (CONARE). Los resultados demuestran que, aunque Brasil posee un marco jurídico considerado avanzado en materia de derechos humanos y protección internacional, persisten obstáculos institucionales y diplomáticos que dificultan el reconocimiento del refugio para ciudadanos cubanos. La investigación identifica altas tasas de archivo y extinción de procesos, largos períodos de espera y fuerte dependencia de las redes migratorias como mecanismo de acceso a información, protección social y regularización documental. También se constató que muchos migrantes utilizan la solicitud de refugio como estrategia temporal de permanencia regular hasta obtener autorización de residencia por otros medios, especialmente vínculos familiares y trabajo. El estudio concluye que las relaciones diplomáticas entre Brasil y Cuba influyen indirectamente en los procesos de reconocimiento del refugio, evidenciando tensiones entre soberanía estatal, protección internacional y derechos humanos.
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    Sedimentando a nova ordem mundial: a Belt And Road Initiative e o papel da América Latina na ascensão hegemônica da China
    (2026-07-09) Caselato, Joab Miguel
    O presente trabalho analisa o processo de reconfiguração do sistema internacional contemporâneo a partir da ascensão econômica da República Popular da China e de sua projeção geoeconômica sobre a América Latina e o Caribe. O contexto global hodierno indica um processo de transição hegemônica estrutural, na qual a Iniciativa do Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative) emerge como o principal instrumento institucional de Beijing para converter suas capacidades produtivas e financeiras em liderança sistêmica. Diante desse cenário de disputa global, a pesquisa tem como objetivo geral investigar de que modo a Iniciativa do Cinturão e Rota e os demais mecanismos de inserção chinesa na região latino-americana contribuem para a sedimentação de um novo bloco histórico contra-hegemônico. Para atingir esse propósito, o estudo examina as dimensões materiais e superestruturais desse fenômeno, articulando os ciclos sistêmicos de acumulação de Giovanni Arrighi com a teoria das forças sociais e dos blocos históricos postulada por Robert Cox e fundamentada no pensamento gramsciano. A metodologia empregada adota uma abordagem qualitativa e histórico-estrutural, alicerçada em pesquisa bibliográfica e documental que utiliza dados atualizados de organismos internacionais e plataformas de monitoramento financeiro para mapear os fluxos de comércio e investimento. Adicionalmente, o trabalho aplica o método de estudo comparado para compreender as especificidades das relações bilaterais e a atuação decisiva das forças sociais internas nos vinte e três países signatários do memorando da iniciativa no subcontinente. Os resultados alcançados demonstram que a China constrói ativamente as bases de um bloco histórico regional por meio de uma estratégia multidimensional e pragmática na qual, na dimensão material e infraestrutural, a atuação asiática consolida-se via financiamento de megaprojetos logísticos, portuários e energéticos, pela assinatura estratégica de Tratados de Livre Comércio e pela institucionalização do multilateralismo sinocêntrico através do Fórum China-CELAC, enquanto, na dimensão superestrutural, Beijing garante o consentimento mediante o emprego de ferramentas de aquiescência ideológica, da diplomacia cultural, de parcerias acadêmicas e da capilaridade da paradiplomacia urbana. Contudo, os achados revelam que essa inserção reproduz e aprofunda as assimetrias históricas inerentes à relação centro-periferia, visto que a região mantém o seu papel histórico de fornecedora primário-exportadora de recursos naturais e importadora de manufaturas de alto valor agregado. Observa-se, por fim, que o bloco histórico sinocêntrico na América Latina ainda se encontra em estágio incompleto de formação e apresenta heterogeneidades internas, enfrentando resistências de setores industriais ameaçados, tensões com populações locais afetadas por práticas neoextrativistas e a pressão geopolítica dos Estados Unidos. Conclui-se, portanto, que a transição hegemônica em curso não promove uma ruptura sistêmica imediata com a ordem global preestabelecida, mas opera uma reconfiguração gradual das hierarquias do sistema-mundo contemporâneo. Resumen El presente trabajo analiza el proceso de reconfiguración del sistema internacional contemporáneo a partir del ascenso económico de la República Popular China y de su proyección geoeconómica sobre América Latina y el Caribe. El contexto global actual evidencia los principios de un proceso de transición hegemónica estructural, en la cual la Iniciativa de la Franja y la Ruta (Belt and Road Initiative) emerge como el principal instrumento institucional de Beijing para convertir sus capacidades productivas y financieras en liderazgo sistémico. Ante este escenario de disputa global, la investigación tiene como objetivo general investigar de qué modo la Iniciativa de la Franja y la Ruta y los demás mecanismos de inserción china en la región latinoamericana contribuyen a la sedimentación de un nuevo bloque histórico contrahegemónico. Para alcanzar este propósito, el estudio examina las dimensiones materiales y superestructurales de este fenómeno, articulando los ciclos sistémicos de acumulación de Giovanni Arrighi con la teoría de las fuerzas sociales y de los bloques históricos postulada por Robert Cox y fundamentada en el pensamiento gramsciano. La metodología empleada adopta un enfoque cualitativo e histórico-estructural, sustentada en investigación bibliográfica y documental que utiliza datos actualizados de organismos internacionales y plataformas de monitoreo financiero para mapear los flujos de comercio e inversión. Adicionalmente, el trabajo aplica el método de estudio comparado para comprender las especificidades de las relaciones bilaterales y la actuación decisiva de las fuerzas sociales internas en los veintitrés países signatarios del memorando de la iniciativa en el subcontinente. Los resultados alcanzados demuestran que China construye activamente las bases de un bloque histórico regional por medio de una estrategia multidimensional y pragmática en la cual, en la dimensión material e infraestructural, la actuación asiática se consolida vía financiamiento de megaproyectos logísticos, portuarios y energéticos, por la firma estratégica de Tratados de Libre Comercio y por la institucionalización del multilateralismo sinocéntrico a través del Foro China-CELAC, mientras que, en la dimensión superestructural, Beijing garantiza el consentimiento mediante el ejercicio de estrategias de asentimiento ideológico, de la diplomacia cultural, de alianzas académicas y de la capilaridad de la paradiplomacia urbana. Sin embargo, los hallazgos revelan que esta inserción reproduce y profundiza las asimetrías históricas inherentes a la relación centro-periferia, dado que la región mantiene su papel histórico de proveedora primario-exportadora de recursos naturales e importadora de manufacturas de alto valor agregado. Se observa, por último, que el bloque histórico sinocéntrico en América Latina aún se encuentra en una etapa incompleta de formación y presenta heterogeneidades internas, enfrentando resistencias de sectores industriales amenazados, tensiones con poblaciones locales afectadas por prácticas neoextractivistas y la presión geopolítica de los Estados Unidos. Se concluye, por lo tanto, que la transición hegemónica en curso no promueve una ruptura sistémica inmediata con el orden global preestablecido, sino que opera una reconfiguración gradual de las jerarquías del sistema-mundo contemporáneo.
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    A proteção de refugiados LGBTQIA+ no regime internacional: uma análise crítica das políticas de proteção e inclusão
    (2026) Matos, Gabriel Augusto da Silva
    O presente trabalho analisa a proteção internacional de refugiados LGBTQIA+ no regime internacional de refúgio, examinando criticamente a incorporação da perseguição baseada em orientação sexual e identidade de gênero (OSIG) aos mecanismos internacionais de proteção. O objetivo é compreender como essa forma de perseguição foi progressivamente reconhecida por Estados, organizações internacionais e sistemas regionais de direitos humanos em um regime originalmente estruturado sem contemplar tais fundamentos, bem como identificar os limites e desafios que persistem para sua efetivação. Trata-se de pesquisa qualitativa e de natureza descritiva, baseada em revisão bibliográfica crítica, análise documental e estudo de caso centrado no Brasil e em países selecionados da América Latina. O marco analítico articula a teoria dos regimes internacionais de Stephen Krasner, a concepção multidimensional de Estado de Guillermo O'Donnell, a reflexão de Hannah Arendt sobre o direito a ter direitos e contribuições da teoria queer, do pensamento decolonial, do conceito de homonacionalismo e da perspectiva interseccional. A análise parte da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951 e do Protocolo de 1967, incorpora a ampliação regional promovida pela Declaração de Cartagena de 1984 e examina o papel do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), dos sistemas global e interamericano de direitos humanos e de instrumentos como os Princípios de Yogyakarta na consolidação de parâmetros específicos de proteção. Os resultados demonstram que a perseguição por OSIG foi progressivamente reconhecida como fundamento legítimo para o reconhecimento da condição de refugiado, culminando na construção de mecanismos normativos e procedimentais especializados em âmbito internacional e nacional; no caso brasileiro, destacam-se a Lei nº 9.474/1997 e os procedimentos recentemente adotados para o reconhecimento de pessoas perseguidas por OSIG. A pesquisa evidencia, contudo, que tais avanços ocorreram predominantemente por meio da reinterpretação de normas e categorias já existentes, sobretudo da noção de pertencimento a determinado grupo social, sem alterar os princípios fundantes do regime internacional de refúgio. Conclui-se que a proteção de refugiados LGBTQIA+ representa um processo de expansão normativa dentro do regime, e não uma transformação estrutural deste, permanecendo condicionada à capacidade estatal de implementação, à vontade política e à atuação complementar de organizações internacionais e da sociedade civil diante das persistentes tensões entre soberania, direitos humanos e proteção internacional. Resumen El presente trabajo analiza la protección internacional de las personas refugiadas LGBTQIA+ en el régimen internacional de refugio, examinando críticamente la incorporación de la persecución basada en la orientación sexual y la identidad de género (OSIG) a los mecanismos internacionales de protección. El objetivo es comprender cómo esta forma de persecución fue reconocida progresivamente por los Estados, las organizaciones internacionales y los sistemas regionales de derechos humanos en un régimen originalmente estructurado sin contemplar tales fundamentos, así como identificar los límites y desafíos que persisten para su efectiva implementación. Se trata de una investigación cualitativa y de carácter descriptivo, basada en revisión bibliográfica crítica, análisis documental y estudio de caso centrado en Brasil y en países seleccionados de América Latina. El marco analítico articula la teoría de los regímenes internacionales de Stephen Krasner, la concepción multidimensional de Estado de Guillermo O'Donnell, la reflexión de Hannah Arendt sobre el derecho a tener derechos y aportes de la teoría queer, el pensamiento decolonial, el concepto de homonacionalismo y la perspectiva interseccional. El análisis parte de la Convención sobre el Estatuto de los Refugiados de 1951 y de su Protocolo de 1967, incorpora la ampliación regional promovida por la Declaración de Cartagena de 1984 y examina el papel desempeñado por el Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR), los sistemas global e interamericano de derechos humanos e instrumentos como los Principios de Yogyakarta en la consolidación de parámetros específicos de protección. Los resultados demuestran que la persecución por OSIG fue reconocida progresivamente como fundamento legítimo para el reconocimiento de la condición de refugiado, lo que condujo a la construcción de mecanismos normativos y procedimentales especializados en el ámbito internacional y nacional; en el caso brasileño, se destacan la Ley n.º 9.474/1997 y los procedimientos recientemente adoptados para el reconocimiento de personas perseguidas por OSIG. La investigación evidencia, sin embargo, que dichos avances se produjeron predominantemente mediante la reinterpretación de normas y categorías ya existentes, en particular la noción de pertenencia a determinado grupo social, sin alterar los principios fundantes del régimen internacional de refugio. Se concluye que la protección de las personas refugiadas LGBTQIA+ representa un proceso de expansión normativa dentro del régimen, y no una transformación estructural de este, y que permanece condicionada a la capacidad estatal de implementación, a la voluntad política y a la actuación complementaria de las organizaciones internacionales y de la sociedad civil ante las persistentes tensiones entre soberanía, derechos humanos y protección internacional.
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    Entre a tradição e a exclusão: uma análise qualitativa sobre a ausência de articulação entre raça e gênero na política externa brasileira
    (2026-07-06) Santos, Sarah Almeida
    Este trabalho analisa criticamente como as dimensões de raça e gênero foram incorporadas na política externa brasileira, com foco na atuação e na articulação entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Ministério das Mulheres (MMulheres). A pesquisa sustenta que a fragilidade da incorporação interseccional nessas agendas resulta, em grande medida, de práticas, rotinas e repertórios institucionais que naturalizam a branquitude e o androcentrismo como padrões de legitimidade na diplomacia brasileira, e que a desarticulação entre os órgãos responsáveis por essas pautas constitui uma expressão institucional desse problema estrutural. Para responder a esse problema, a pesquisa adota abordagem qualitativa e crítica, combinando revisão bibliográfica das contribuições do racismo estrutural, dos feminismos nas Relações Internacionais e da interseccionalidade em chave decolonial com análise documental de discursos oficiais, programas institucionais e instrumentos normativos produzidos pelos três ministérios. Portanto, a dimensão empírica concentra-se na atuação dessas instituições em três arenas multilaterais: o Fórum Permanente sobre Pessoas Afrodescendentes da Organização das Nações Unidas (ONU), o G20 e o BRICS, tomando a mulher negra como sujeito analítico central, por ser ela quem evidencia com maior nitidez os limites das abordagens de eixo único. Os resultados indicam que, embora a política externa brasileira tenha avançado no reconhecimento discursivo e institucional das pautas de igualdade racial e de gênero, esse avanço ocorre de forma seletiva, parcial e fragmentada, produzindo mais visibilidade simbólica do que redistribuição efetiva de poder. Com isso, a articulação entre o MRE, o MIR e o MMulheres mostraram-se limitada, predominando iniciativas setoriais e parcerias pontuais em vez de mecanismos permanentes de coordenação orientados por uma lógica interseccional. A pesquisa conclui que a interseccionalidade opera, na política externa contemporânea, mais como um horizonte normativo do que como princípio organizador das práticas institucionais, e que a consolidação de uma política externa verdadeiramente interseccional depende tanto da ampliação do reconhecimento discursivo quanto da transformação das estruturas que ainda organizam a tomada de decisão estatal a partir de hierarquias racializadas e patriarcais. Resumen Este trabajo analiza criticamente cómo las dimensiones de raza y género fueron incorporadas en la política exterior brasileña, con foco en la actuación y en la articulación entre el Ministerio de Relaciones Exteriores (MRE), el Ministerio de Igualdad Racial (MIR) y el Ministerio de las Mujeres (MMulheres). La investigación sostiene que la fragilidad de la incorporación interseccional en estas agendas resulta, en gran medida, de prácticas, rutinas y repertorios institucionales que naturalizan la blanquitud y el androcentrismo como patrones de legitimidad en la diplomacia brasileña, y que la desarticulación entre los órganos responsables de esas pautas constituye una expresión institucional de ese problema estructural. Para responder a ese problema, la investigación adopta un enfoque cualitativo y crítico, combinando revisión bibliográfica de las contribuciones del racismo estructural, de los feminismos en las Relaciones Internacionales y de la Interseccionalidad en clave decolonial con análisis documental de discursos oficiales, programas institucionales e instrumentos normativos producidos por los tres miniterios. La dimensión empírica se concentra en la actuación de estas instituciones en tres arenas multilaterales: el Foro Permanente sobre Personas Afrodescendientes de la Organizaciones de las Naciones Unidas, el G20 y los BRICS, tomando a la mujer negra como sujeto analítico central, por ser ella quien evidencia con mayor nitidez los límites de los enfoques de eje único. Los resultados indican que, aunque la PEB ha avanzado en el reconocimiento discursivo e institucional de las pautas de igualdad racial y de género, ese avance ocurre de forma selectiva, parcial y fragmentada, produciendo más visibilidad simbólica que redistribución efectiva de poder. La articulación entre el MRE, el MIR y el MMulheres se mostró limitada, predominando iniciativas sectoriales y alianzas puntuales en lugar de mecanismos permanentes de coordinación orientados por una lógica interseccional. La investigación concluye que la interseccionalidad opera, en la política exterior brasileña contemporánea, más como horizonte normativo que como principio organizador de las prácticas institucionales, y qye la consolidación de una política exterior verdaderamente interseccional depende tanto de la ampliación del reconocimiento discursivo como de la transformación de las estructuras que aún organizan la toma de decisiones estatal a partir de jerarquías y patriarcales.
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    Juventudes no sistema ONU: desafios e oportunidades do novo escritório das nações unidas para juventude
    (2026-04-13) Serra, Matheus Valois
    Este estudo examina a institucionalização da agenda de juventudes no Sistema ONU, com ênfase na criação do Escritório das Nações Unidas para Juventude em 2022. Empregando metodologia mista de métodos quantitativos e qualitativos, a pesquisa analisa a evolução da inclusão da participação juvenil na governança global desde 1960, evidenciando uma transição de abordagens paternalistas para o reconhecimento dos jovens como agentes protagônicos. Para fundamentação da pesquisa, foram realizadas revisões bibliográficas, análises de documentos oficiais da ONU e entrevistas com atores envolvidos no processo de estabelecimento do escritório. Baseando-se na premissa de que a concepção do escritório precede sua incorporação no documento "Nossa Agenda Comum", a pesquisa identifica um padrão de participação juvenil significativa nas etapas iniciais de concepção, que decresce progressivamente durante as fases finais de negociação e implementação. Por fim, oferece uma perspectiva sobre os desafios e oportunidades do novo escritório dentro do organograma da ONU.
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    Contribuições de Enrique Dussel para uma crítica à modernidade nas relações internacionais contemporâneas na América Latina
    (2026-01-07) Zampoli, Fabricio Luiz
    Este estudo investigou como a Modernidade, a partir da colonização material e da colonialidade epistêmica, estruturou um projeto de dominação europeu na América Latina, repercutindo ainda hoje nas relações internacionais. Apresenta uma análise crítica da Modernidade como regime global que naturalizou a exclusão e hierarquização social baseada em modelos eurocêntricos. A pesquisa fundamenta-se na filosofia da libertação de Enrique Dussel e no pensamento descolonial, propondo uma práxis emancipatória que visa superar a lógica capitalista e colonial vigente. Destaca-se a necessidade de valorização dos saberes do Sul Global, a reorganização das relações econômicas e políticas com ênfase na autonomia latino-americana, e a construção de alianças solidárias que rompam com o paradigma hegemônico do Norte Global. O estudo abordou o papel das instituições internacionais como mecanismos de neocolonialismo e aponta a interculturalidade e a transmodernidade como caminhos para um horizonte pluriversal baseado na justiça social, diversidade cultural e reconstrução ética do sistema mundial. Resumen Este estudio investigó cómo la modernidad, basada en la colonización material y la colonialidad epistémica, estructuró un proyecto de dominación europea en América Latina, que aún resuena hoy en las relaciones internacionales. Presenta un análisis crítico de la modernidad como un régimen global que naturalizó la exclusión y la jerarquización social con base en modelos eurocéntricos. La investigación se fundamenta en la filosofía de la liberación y la teoría descolonial de Enrique Dussel, proponiendo una praxis emancipadora que busca superar la lógica capitalista y colonial imperante. Destaca la necesidad de valorar el conocimiento del Sur Global, la reorganización de las relaciones económicas y políticas con énfasis en la autonomía latinoamericana y la construcción de alianzas solidarias que rompan con el paradigma hegemónico del Norte Global. El estudio abordó el papel de las instituciones internacionales como mecanismos de neocolonialismo y señala la interculturalidad y la transmodernidad como caminos hacia un horizonte pluriversal basado en la justicia social, la diversidad cultural y la reconstrucción ética del sistema global.
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    Duna e a geopolítica do oriente médio o paralelismo entre a ficção de Frank Herbert e o conflito israel-palestina
    (2025-12-24) Matos, Pollyana Alves de
    O presente trabalho tem por objetivo utilizar da literatura do volume I da série de livros Duna, do autor Frank Herbert, para explicar a complexidade da construção da região do Oriente Médio partindo do ponto da chegada dos europeus à região até a criação do Estado de Israel, com o intuito de elucidar o conflito atual entre Israel e Palestina na literatura de Frank Herbert. Este estudo irá apresentar a história da região do Oriente Médio a partir do Império Turco Otomano (1299-1922), e em sua relação com as elites árabes, até chegar aos acordos das famílias árabes com as potências europeias para derrubar o Império e alcançar o sonho pan-arábico de unificação do povo árabe em uma só nação. Em sequência, será apresentado o paralelismo entre o volume I da obra Duna colocando em destaque três pontos principais: recurso, religião e guerra, apresentando estes pontos na realidade do Oriente e como são retratados no livro de Frank Herbert. Por fim, o último capítulo trará salientado o conflito entre Israel e Palestina nos personagens de Duna, explicando suas origens até chegar ao embate atual. Nas considerações finais será abordado como os ciclos de violência são abordados tanto em Duna, quanto no conflito Israel-Palestina. Resumen El presente trabajo tiene como objetivo utilizar la literatura del volumen I de la serie de libros Dune, del autor Frank Herbert, para explicar la complejidad de la construcción de la región de Oriente Medio partiendo desde el punto de la llegada de los europeos a la región hasta la creación del Estado de Israel, con el propósito de dilucidar el conflicto actual entre Israel y Palestina en la literatura de Frank Herbert. Este estudio presentará la historia de la región de Oriente Medio a partir del Imperio Turco Otomano (1299-1922) y su relación con las élites árabes, hasta llegar a los acuerdos de las familias árabes con las potencias europeas para derrocar al Imperio y alcanzar el sueño panárabe de unificación del pueblo árabe en una sola nación. A continuación, se presentará el paralelismo entre el volumen I de la obra Dune, destacando tres puntos principales: recurso, religión y guerra, presentando estos puntos en la realidad de Oriente y cómo son retratados en el libro de Frank Herbert. Finalmente, el último capítulo resaltará el conflicto entre Israel y Palestina en los personajes de Dune, explicando sus orígenes hasta llegar al enfrentamiento actual. En las consideraciones finales se abordará cómo los ciclos de violencia son tratados tanto en Dune como en el conflicto Israel-Palestina.
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    Del Atlántico al Pacifico; análisis de corredor bioceánico como estructura física en el espacio de América del Sur: mariscal estigarribia en el visor como centro logístico
    (2025-12-22) Martinez Iglesia, Cinthia Maribel
    A pesquisa analisa o megaproyeto do Corredor Bioceânico Capricórnio como eixo de integração regional e como fator de produção ou reprodução de desigualdades sulamericano, com ênfase no caso paraguaio. O objetivo geral do trabalho é examinar como essa infraestrutura impacta os territórios atravessados, especialmente em zonas historicamente periféricas como o Chaco paraguaio. O primeiro capítulo desenvolve uma abordagem teórica e histórica sobre os processos de integração regional na América do Sul, evidenciando as tensões entre cooperação e dependência, bem como o papel dos atores regionais e o risco de reprodução das desigualdades por meio de grandes projetos. O segundo capítulo foca no Corredor Bioceânico como iniciativa estratégica, identificando seus antecedentes, o papel da China, as negociações interestatais e os atores envolvidos. São analisados os interesses divergentes de Brasil, Paraguai, Chile, Argentina e Bolívia, bem como os desequilíbrios emergentes e as tensões diplomáticas em torno do traçado. O terceiro capítulo aprofunda um estudo de caso territorial sobre Mariscal Estigarribia, avaliando o impacto local do corredor em dimensões sociais, econômicas, institucionais e comparativas. Demonstra-se que, embora o projeto possa gerar oportunidades, existem sérias preocupações quanto à falta de planejamento inclusivo, ao enfraquecimento do controle estatal, ao aumento dos riscos socioambientais e à exposição a atividades criminosas transfronteiriças. Resumen La investigación analiza el megaproyecto del Corredor Bioceánico Capricornio como eje de integración regional y como factor de producción o reproducción de desigualdades en el espacio sudamericano, con énfasis en el caso paraguayo. El trabajo tiene como objetivo general examinar cómo esta infraestructura impacta en los territorios atravesados, especialmente en zonas históricamente periféricas como el Chaco paraguayo. El primer capítulo desarrolla un abordaje teórico e histórico sobre los procesos de integración regional en América del Sur, evidenciando las tensiones entre cooperación y dependencia, así como el papel de los actores regionales y el riesgo de reproducción de desigualdades a través de grandes proyectos. El segundo capítulo se centra en el Corredor Bioceánico como iniciativa estratégica, identificando sus antecedentes, el papel de China, las negociaciones interestatales y los actores involucrados. Se analizan los intereses divergentes de Brasil, Paraguay, Chile, Argentina y Bolivia, así como los desequilibrios emergentes y las tensiones diplomáticas sobre el trazado. El tercer capítulo profundiza en un estudio de caso territorial sobre Mariscal Estigarribia, evaluando el impacto local del corredor en dimensiones sociales, económicas, institucionales y comparativas. Se demuestra que, si bien el proyecto puede generar oportunidades, existen serias preocupaciones sobre la falta de planificación inclusiva, el debilitamiento del control estatal, el aumento de riesgos socioambientales y la exposición a actividades delictivas transfronterizas.
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    El reclutamiento de menores por parte de carteles internacionales en el Ecuador un análisis a la política exterior de seguridad del gobierno de Daniel Noboa
    (2025-12-18) Ayovi, Kayna Raysa Mina
    O presente trabalho estuda os métodos de captação de menores por parte do crime organizado no Equador e como esse fenômeno moldou a política externa em matéria de segurança do país, empregada pelo presidente Daniel Noboa no período de 2023–2025. Esse cenário se desenvolve diante da onda de violência que marca a economia nacional. Além disso, analisa-se o papel desempenhado pelos menores de idade na crise social. Examina-se também a instrumentalização do discurso estatal em relação às crianças como atores centrais do conflito, sendo simultaneamente vítimas e alvo do recrutamento por parte de grupos delitivos, assim como as formas de atuação dessas organizações. Nesse sentido, o trabalho examina as tensões entre a militarização e as medidas de exceção, em meio à fragilidade institucional e às estratégias de controle territorial desenvolvidas pelo Estado diante do avanço do narcotráfico em suas diversas formas de expressão na sociedade equatoriana, bem como seu impacto sobre os direitos humanos. Por outro lado, analisa-se o funcionamento das políticas públicas do governo destinadas a garantir a prevenção de atos delitivos e a proteção integral da infância, frequentemente tratada no imaginário social como sujeitos com voz passiva. Resumen El presente trabajo estudia los métodos captación de menores por parte del crimen organizado en el Ecuador y como este fenómeno ha moldeado la política de externa en materia de seguridad del país, empleada por el presidente Daniel Noboa en el periodo de (2023 – 2025). Este hecho se desarrolla frente a la ola de violencia que marca la economía nacional. Además, se estudia el papel que tienen los menores de edad en la crisis social. Asimismo, se aborda la instrumentalización del discurso estatal con relación a los niños como un actor central del conflicto siendo víctima y objetivo del reclutamiento por parte de grupos delictivos, a su vez las formas en las que operan estas instituciones. En este sentido, el trabajo examina las tensiones entre la militarización junto a las medidas de excepción en la fragilidad institucional y estrategias de control territorial desarrolladas por el Estado frente al avance del narcotráfico en sus formas de expresión en la sociedad ecuatoriana, y su injerencia en los derechos humano. Por otra parte, el analizar el funcionamiento de las políticas públicas del gobierno, que garantice la prevención de actos delictivos en la protección integral de la niñez en el imaginario de sujetos sociales con voz pasiva.
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    “Amazonía por la vida: protejamos el 80% al 2025”, aproximaciones a las estrategias y acciones de la COICA
    (2025-12-18) Chantre Chantre, Andrea Patricia
    Este estudo analisa a participação dos povos indígenas amazônicos na governança climática global, com ênfase no papel da Coordenadora das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) e em sua incidência política por meio da campanha “Amazônia pela Vida: Protejamos 80% até 2025”. A pesquisa insere-se no campo das Relações Internacionais e da governança ambiental, abordando a crise climática e a degradação acelerada da Amazônia como problemas transnacionais que ultrapassam a atuação exclusiva dos Estados. Adota-se uma abordagem teórica interdisciplinar, articulando os conceitos de governança global, governança climática e cosmopolítica indígena, a fim de compreender como as organizações indígenas atuam como atores não estatais capazes de influenciar os processos internacionais de tomada de decisão em matéria ambiental. Metodologicamente, o estudo utiliza uma pesquisa qualitativa, baseada na revisão bibliográfica e na análise documental de relatórios socioambientais, documentos institucionais da COICA, moções aprovadas no âmbito da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e literatura especializada sobre mudança climática e povos indígenas. A análise examina o contexto de destruição da Amazônia associado ao neoextrativismo, à expansão da fronteira econômica e ao risco do ponto de não retorno ecológico, destacando a centralidade dos territórios indígenas para a estabilidade climática global. O trabalho também avalia a Moção 129 e sua atualização estratégica para o horizonte 2030 como instrumentos de incidência política que articulam ciência, conhecimentos ancestrais e direitos territoriais. Conclui-se que a atuação da COICA fortalece a governança climática global a partir de uma perspectiva plural e intercultural e desafia os marcos tradicionais de gestão ambiental ao propor uma concepção do território como base da vida, contribuindo para a construção de alternativas indígenas diante da crise climática contemporânea. Resumen Este estudio analiza la participación de los pueblos indígenas amazónicos en la gobernanza climática global, con énfasis en el papel de la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) y su incidencia política a través de la campaña “Amazonía por la Vida: Protejamos el 80% al 2025”. La investigación se inscribe en el campo de las Relaciones Internacionales y la gobernanza ambiental, abordando la crisis climática y la degradación acelerada de la Amazonía como problemas transnacionales que superan la acción exclusiva de los Estados. Se adopta un enfoque teórico interdisciplinario que articula los conceptos de gobernanza global, gobernanza climática y cosmopolítica indígena, con el objetivo de comprender cómo las organizaciones indígenas actúan como actores no estatales capaces de influir en los procesos internacionales de toma de decisiones en materia ambiental. Metodológicamente, el estudio utiliza un enfoque cualitativo, basado en la revisión bibliográfica y el análisis documental de informes socioambientales, documentos institucionales de la COICA, mociones aprobadas en el ámbito de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UICN) y literatura especializada sobre cambio climático y pueblos indígenas. El análisis examina el contexto de destrucción de la Amazonía asociado al neoextractivismo, a la expansión de la frontera económica y al riesgo del punto de no retorno ecológico, destacando la centralidad de los territorios indígenas para la estabilidad climática global. Asimismo, se evalúan la Moción 129 y su actualización estratégica hacia el horizonte 2030 como instrumentos de incidencia política que articulan ciencia, conocimientos ancestrales y derechos territoriales. Se concluye que la actuación de la COICA no solo fortalece la gobernanza climática global desde una perspectiva plural e intercultural, sino que también desafía los marcos tradicionales de gestión ambiental al proponer una concepción del territorio como base de la vida, contribuyendo a la construcción de alternativas indígenas frente a la crisis climática contemporánea.
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    A geopolítica digital nas dinâmicas de poder das big techs e da inteligência artificial: desafios para a governança e a soberania dos estados em um sistema internacional dataficado
    (2025-12-16) Pauli, Gabriela de Oliveira
    O presente trabalho analisa a reconfiguração do poder no sistema internacional contemporâneo que se deu a partir da ascensão das Big Techs e do desenvolvimento da inteligência artificial (IA). O argumento central sustenta que o controle sobre infraestruturas digitais, dados e algoritmos consolida uma nova forma de poder geopolítico, aprofundando assimetrias entre nações e tensionando a soberania digital dos Estados, principalmente os do Sul Global. Problematiza-se que a narrativa de uma internet neutra, democratizante e globalizada, revela uma arquitetura de dominação que opera sob a lógica do capitalismo de vigilância. O estudo adota uma abordagem qualitativa e exploratória, com base em bibliografia especializada, documentos oficiais e declarações multilaterais, como a Declaração dos Líderes do BRICS sobre Governança Global da Inteligência Artificial, para discutir de que maneira esses fenômenos moldam as novas disputas de poder e revelam tensões entre soberania digital, governança algorítmica e dependência tecnologica. Pretende-se demonstrar que, embora as tecnologias digitais ofereçam oportunidades inéditas de comunicação e cooperação internacional, elas também instauram assimetrias e riscos que demandam novas formas de regulamentação e governança inclusiva no sistema internacional. Resumen Este trabajo analiza la reconfiguración del poder en el sistema internacional contemporáneo a partir del ascenso de los Big Techs y del desarrollo de la inteligencia artificial (IA). El argumento central sostiene que el control sobre infraestructuras digitales, datos y algoritmos consolida una nueva forma de poder geopolítico, profundizando las asimetrías entre naciones y tensionando la soberanía digital de los Estados, principalmente los del Sur Global. Se problematiza que la narrativa de una internet neutral, democratizadora y globalizada, revela una arquitectura de dominación que opera bajo la lógica del capitalismo de vigilancia. El estudio adopta un enfoque cualitativo y exploratorio, basado en bibliografía especializada, documentos oficiales y declaraciones multilaterales, como la Declaración de los Líderes del BRICS sobre la Gobernanza Global de la Inteligencia Artificial, para discutir cómo estos fenómenos moldean las nuevas disputas de poder y revelan tensiones entre soberanía digital, gobernanza algorítmica y dependencia tecnológica. Se pretende demostrar que, si bien las tecnologías digitales ofrecen oportunidades inéditas de comunicación y cooperación internacional, también instauran asimetrías y riesgos que demandan nuevas formas de regulación y gobernanza inclusiva en el sistema internacional.
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    Políticas migratória sul-sul: um estudo da política migratória do Brasil, Chile e República Dominicana pensando no Haiti
    (2025-12-16) Jean, Lucien
    Este Trabalho analisa as políticas migratórias sul-sul no contexto da diáspora haitiana para o Brasil, Chile e República Dominicana, com foco no período de 2010 a 2023, impulsionado pelo terremoto devastador no Haiti. Através de uma abordagem qualitativa e comparativa, baseada em análise de documentos oficiais, legislações nacionais e relatórios de organizações como a OIM e ACNUR, o estudo examina os fatores estruturais e conjunturais da migração haitiana, as respostas institucionais dos países receptores — desde vistos humanitários no Brasil e abertura inicial no Chile até a exclusão estrutural na República Dominicana — e os desafios de integração social, incluindo barreiras linguísticas, raciais e culturais. A pesquisa destaca impactos regionais, como precarização laboral e xenofobia, e propõe perspectivas para uma governança migratória mais inclusiva, enfatizando cooperação regional, programas de ensino de idiomas e combate ao racismo. Os resultados contribuem para o debate sobre migrações contemporâneas, defendendo abordagens humanitárias adaptadas às realidades do Sul Global. Resumen Este trabajo analiza las políticas migratorias Sur-Sur en el contexto de la diáspora haitiana hacia Brasil, Chile y República Dominicana, con foco en el período de 2010 a 2023, impulsado por el devastador terremoto en Haití. A través de un enfoque cualitativo y comparativo, basado en el análisis de documentos oficiales, legislaciones nacionales y reportes de organizaciones como la OIM y ACNUR, el estudio examina los factores estructurales y coyunturales de la migración haitiana, las respuestas institucionales de los países receptores —desde los visados humanitarios en Brasil y la apertura inicial en Chile hasta la exclusión estructural en República Dominicana— y los desafíos de integración social, incluyendo barreras lingüísticas, raciales y culturales. La investigación destaca impactos regionales, como la precarización laboral y la xenofobia, y propone perspectivas para una gobernanza migratoria más inclusiva, enfatizando la cooperación regional, programas de enseñanza de idiomas y el combate al racismo. Los resultados contribuyen al debate sobre las migraciones contemporáneas, defendiendo enfoques humanitarios adaptados a las realidades del Sur Global.
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    As divergências políticas do Mercosul e seus impactos na integração regional (2017-2024)
    (2025-12-16) Basso, Mateus Augusto
    O Mercosul configura-se, atualmente, como o principal bloco econômico da América Latina, sendo um dos canais mais relevantes de projeção internacional para os países que o integram. No entanto, apesar de sua importância estratégica, o bloco enfrenta limitações estruturais significativas, marcadas pela fragilidade institucional e pela recorrente falta de coordenação política entre seus membros. Essa instabilidade compromete sua efetividade enquanto mecanismo de integração e reflete, em grande medida, os interesses nacionais e as dinâmicas políticas domésticas dos governos em exercício. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é investigar de que maneira as oscilações políticas e ideológicas nos governos dos Estados-membros, no período de 2017 a 2024, condicionaram a agenda, a coesão e os rumos da integração regional. A partir da questão norteadora, como as relações entre os governos nacionais impactam as decisões e o funcionamento do Mercosul? Examina-se o papel desempenhado pelos Estados-membros em um período de nítido movimento pendular. A análise abrange o "giro econômico" em direção ao regionalismo aberto sob os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro; os impactos da pandemia de Covid-19, que acentuaram a fragmentação do bloco; a tentativa de retomada de uma agenda de integração mais profunda com o retorno de Lula ao poder no Brasil; a histórica ampliação do bloco com a adesão da Bolívia e as novas incertezas geradas pela ascensão de Javier Milei na Argentina. O estudo adota uma abordagem crítica inspirada em Julián Kan, que interpreta o Mercosul não apenas como um projeto político interestatal, mas como um espaço atravessado por disputas entre diferentes frações do capital industriais, financeiras e exportadoras cujos interesses moldam preferências governamentais e limitam a profundidade da integração. Assim, divergências entre Estados não são lidas apenas como choques ideológicos, mas como expressões de estruturas econômicas assimétricas e de pressões exercidas por setores dominantes em cada país. A pesquisa emprega método qualitativo, com base em revisão bibliográfica e análise documental. Conclui-se que o período de 2017 a 2024 confirma a forte dependência do Mercosul em relação ao alinhamento ideológico de seus líderes, especialmente no eixo Brasil-Argentina. A afinidade entre governos conservadores, como os de Bolsonaro, Benítez e do liberal Lacalle Pou, permitiu uma convergência inicial em torno de pautas de flexibilização econômica, embora com avanços limitados pela resistência da Argentina de Alberto Fernández. A pandemia aprofundou o recuo para as agendas nacionais, resultando em paralisia e desarticulação. A posterior retomada da cooperação sob o governo Lula possibilitou avanços concretos, como a entrada da Bolívia , mas a ascensão de um governo cético ao bloco na Argentina reintroduz um cenário de incerteza, reafirmando o caráter intermitente e volátil da integração regional. Resumen El Mercosur representa actualmente el principal bloque económico de América Latina y constituye uno de los canales más importantes de proyección internacional para sus países miembros. Sin embargo, a pesar de su importancia estratégica, el bloque enfrenta importantes limitaciones estructurales, marcadas por la fragilidad institucional y una recurrente falta de coordinación política entre sus miembros. Esta inestabilidad compromete su eficacia como mecanismo de integración y refleja, en gran medida, los intereses nacionales y la dinámica política interna de los gobiernos de turno. Por lo tanto, el objetivo de este trabajo es investigar cómo las fluctuaciones políticas e ideológicas en los gobiernos de los Estados miembros entre 2017 y 2024 moldearon la agenda, la cohesión y la dirección de la integración regional. Con base en la pregunta clave "¿Cómo impactan las relaciones entre los gobiernos nacionales en las decisiones y el funcionamiento del Mercosur?", se examina el papel desempeñado por los Estados miembros en un período de claras fluctuaciones. El análisis abarca el "cambio económico" hacia un regionalismo abierto bajo los gobiernos de Michel Temer y Jair Bolsonaro; los impactos de la pandemia de COVID-19, que exacerbó la fragmentación del bloque; El intento de retomar una agenda de integración más profunda con el regreso de Lula al poder en Brasil; la histórica expansión del bloque con la adhesión de Bolivia; y las nuevas incertidumbres generadas por el ascenso de Javier Milei en Argentina. El estudio adopta un enfoque crítico inspirado en Julián Kan, quien interpreta el Mercosur no solo como un proyecto político interestatal, sino como un espacio atravesado por disputas entre diferentes fracciones del capital industriales, financieras y exportadoras cuyos intereses moldean las preferencias gubernamentales y limitan la profundidad del proceso de integración. Así, las divergencias entre Estados no se leen únicamente como choques ideológicos, sino como expresiones de estructuras económicas asimétricas y de presiones ejercidas por sectores dominantes en cada país. La investigación utiliza un método cualitativo basado en revisión bibliográfica y análisis documental .Concluye que el período de 2017 a 2024 confirma la fuerte dependencia del Mercosur del alineamiento ideológico de sus líderes, especialmente en el eje Brasil-Argentina. La afinidad entre gobiernos conservadores, como los de Bolsonaro, Benítez y del liberal Lacalle Pou, permitió una convergencia inicial en torno a las agendas de flexibilidad económica, aunque el progreso se vio limitado por la resistencia de la Argentina de Alberto Fernández. La pandemia profundizó el repliegue hacia las agendas nacionales, lo que resultó en parálisis y desarticulación. La posterior reanudación de la cooperación bajo el gobierno de Lula permitió avances concretos, como el ingreso de Bolivia, pero el ascenso de un gobierno escéptico del bloque en Argentina reintroduce un escenario de incertidumbre, reafirmando el carácter intermitente y volátil de la integración regional.
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    Quando o internacional é construído por mulheres negras: a centralidade de Edna Roland e as rupturas de Durban
    (2025-12-12) Lima, Jeniffer Guimarães
    Este trabalho analisa como o epistemicídio interseccional se manifesta no campo das Relações Internacionais e de que maneira a III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, 2001) representou um marco de ruptura com a lógica de silenciamento e exclusão epistêmica. A pesquisa parte da constatação de que a disciplina das Relações Internacionais foi historicamente estruturada sobre os pilares da branquitude, do patriarcado e do capitalismo, que operam de forma interdependente na produção e na legitimação do conhecimento. A partir de uma abordagem interseccional e decolonial, o estudo busca compreender como esses vetores se materializam na diplomacia brasileira, em especial no Ministério das Relações Exteriores (MRE), analisando a ausência de protagonismo das mulheres negras e a forma como elas tensionam e reconfiguram os espaços de poder. O protagonismo de figuras como Edna Roland, na Conferência de Durban, evidencia o papel transformador da agência negra feminina na construção de uma política externa mais plural, inclusiva e comprometida com a justiça racial e de gênero. Conclui-se que romper com o epistemicídio interseccional exige reconhecer e legitimar as epistemologias produzidas a partir das margens, especialmente aquelas oriundas das mulheres negras latino-americanas, que propõem novas formas de pensar e fazer as Relações Internacionais. Resumen Este trabajo analiza cómo el epistemicidio interseccional se manifiesta en el campo de las Relaciones Internacionales y de qué manera la III Conferencia Mundial contra el Racismo, la Discriminación Racial, la Xenofobia y las Intolerancias Conexas (Durban, 2001) representó un hito de ruptura con la lógica de silenciación y exclusión epistémica. La investigación parte de la constatación de que la disciplina de las Relaciones Internacionales fue históricamente estructurada sobre los pilares de la blancura, el patriarcado y el capitalismo, que operan de forma interdependiente en la producción y legitimación del conocimiento. A partir de un enfoque interseccional y decolonial, el estudio busca comprender cómo estos vectores se materializan en la diplomacia brasileña, en especial en el Ministerio de Relaciones Exteriores (MRE), analizando la ausencia de protagonismo de las mujeres negras y la forma en que tensionan y reconfiguran los espacios de poder. El protagonismo de figuras como Edna Roland, en la Conferencia de Durban, evidencia el papel transformador de la agencia negra femenina en la construcción de una política exterior más plural, inclusiva y comprometida con la justicia racial y de género. Se concluye que romper con el epistemicidio interseccional exige reconocer y legitimar las epistemologías producidas desde los márgenes, especialmente aquellas oriundas de las mujeres negras latinoamericanas, que proponen nuevas formas de pensar y hacer las Relaciones Internacionales.
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    Fútbol política y diplomacia: la construcción de imagen y proyección de poder de los estados anfitriones de la Copa del Mundo de Rusia (2018) y Qatar (2022)
    (2025-11-18) Rodriguez Catacora, Joaquin Marcelo
    Este trabalho analisa comparativamente as estratégias de diplomacia esportiva e nation branding empregadas pela Federação Russa e pelo Estado do Catar como países-sede das Copas do Mundo da FIFA de 2018 e 2022, respectivamente. O objetivo principal é identificar como ambos Estados utilizaram o soft power e o evento como ferramentas de projeção internacional para transformar percepções negativas e fortalecer sua imagem global. A partir de uma metodologia qualitativa baseada na análise documental e comparativa de estudos de caso, examinam-se políticas públicas, investimentos em infraestrutura, campanhas de comunicação e narrativas oficiais de ambos os governos. Os resultados revelam que tanto a Rússia quanto o Catar buscaram empregar o esporte como um instrumento de legitimação internacional, um mecanismo de sportswashing, para enfrentar críticas externas e consolidar sua reputação como potências emergentes. No entanto, suas estratégias diferiram em alcance e enfoque: a Rússia priorizou a reafirmação geopolítica e a demonstração de capacidade organizacional, articulando sua imagem com elementos de segurança, modernização e controle social, como o sistema FAN ID e a revitalização urbana. O Catar, por sua vez, adotou uma diplomacia mais defensiva e voltada à sustentabilidade, utilizando a inovação tecnológica, a responsabilidade social corporativa e a arquitetura ecológica, como os estádios modulares e o uso de energia solar, para responder às críticas sobre direitos trabalhistas e o sistema kafala. Em ambos os casos, a eficácia do sportswashing foi limitada pela persistência de tensões internas e contradições estruturais entre a imagem projetada e a realidade política. Conclui-se que, embora ambos os países tenham ampliado sua visibilidade e reforçado sua presença na esfera global, o impacto de suas estratégias de diplomacia esportiva depende diretamente da coerência entre discurso, ação e reforma interna. Resumen Este trabajo analiza comparativamente las estrategias de diplomacia deportiva y nation branding empleadas por la Federación Rusa y el Estado de Qatar como países anfitriones de las Copas Mundiales de la FIFA de 2018 y 2022, respectivamente. El objetivo principal es identificar cómo ambos Estados utilizaron el soft power y el evento como herramientas de proyección internacional para transformar percepciones negativas y fortalecer su imagen global. A partir de una metodología cualitativa basada en el análisis documental y comparativo de estudios de caso, se examinan políticas públicas, inversiones en infraestructura, campañas de comunicación y narrativas oficiales de ambos gobiernos. Los resultados revelan que tanto Rusia como Qatar buscaron emplear el deporte como un instrumento de legitimación internacional, un mecanismo de sportswashing, para contrarrestar críticas externas y consolidar su reputación como potencias emergentes. Sin embargo, sus estrategias difirieron en alcance y enfoque: Rusia priorizó la reafirmación geopolítica y la demostración de capacidad organizativa, articulando su imagen con elementos de seguridad, modernización y control social, como el sistema FAN ID y la revitalización urbana. Qatar, por su parte, adoptó una diplomacia más defensiva y orientada hacia la sostenibilidad, utilizando la innovación tecnológica, la responsabilidad social corporativa y la arquitectura ecológica, como los estadios modulares y el uso de energía solar, para responder a las críticas sobre derechos laborales y su sistema kafala. En ambos casos, la eficacia del sportswashing se vio limitada por la persistencia de tensiones internas y contradicciones estructurales entre la imagen proyectada y la realidad política. Se concluye que, aunque ambos países lograron ampliar su visibilidad y reforzar su presencia en la esfera global, el impacto de sus estrategias de diplomacia deportiva depende directamente de su coherencia entre discurso, acción y reforma interna.
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    Análisis del impacto de los TLCS para el desarrollo manufacturero chileno: una visión crítica de la disputa hegemónica entre Estados Unidos y China
    (2025-10-31) Medel Loyola, Germain Antonio
    A presente pesquisa busca analisar o impacto dos Tratados de Livre Comércio (TLCs) entre o Chile e dois de seus principais parceiros comerciais e potências mundiais: os Estados Unidos e a china, com especial enfoque nas relações bilaterais Chile-EEUU, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento da indústria manufatureira nacional. O objetivo geral propõe avaliar como esses acordos afetaram a diversificação produtiva, destacando a dependência do cobre e a falta de consolidação da manufatura de alto valor agregado. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa adota uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa), cujo processo analítico fundamenta-se nas teorias críticas da economia política latino-americana. Para isso, foi necessária uma revisão bibliográfica e documental que permitiu analisar os dados e contrastá-los com as categorias analíticas da teoria crítica latino-americana, como a “dependência”. A revisão documental baseou-se na compilação de dados oriundos de fontes oficiais de exportações (Banco Central do Chile, OMC, Banco Mundial, CEPAL), relacionados às importações e à evolução das empresas manufatureiras. Paralelamente, realizou-se uma revisão bibliográfica com perspectiva histórica, fundamentada na metodologia da economia política internacional com enfoque crítico, a qual possibilita a análise dos dados quantitativos à luz da ascensão da china como potência hegemônica e das disputas interimperialistas pelo acesso a recursos vitais para a manutenção de seus modelos econômicos e das sociedades. Os resultados demonstram que, apesar do aumento equilibrado das exportações com esses parceiros comerciais, as indústrias manufatureiras chilenas não apresentam uma melhoria significativa e sustentável no que se refere às exportações, mantendo-se a tendência à produção e exportação de bens de menor complexidade. Isso favorece a dependência econômica e posiciona estrategicamente o país dentro das disputas interimperialistas entre china e Estados Unidos. A diferença evidente entre ambos os tratados está no fato de que o acordo com a china promoveu a chegada e o crescimento do setor manufatureiro com alto conteúdo tecnológico e custos mais competitivos, iniciando um processo de substituição da produção local. Observou-se um acompanhamento institucional efetivo para o setor, ao passo que se identificou uma carência de políticas de inovação, tecnologia e desenvolvimento produtivo manufatureiro. Também foi possível perceber uma priorização na continuidade da exportação de cobre como principal produto, o que revela a ausência de uma estratégia voltada para sua futura substituição ou diversificação. Em conclusão, tais tratados contribuíram para o fortalecimento da economia nacional, mas evidenciam vulnerabilidades estruturais, como a dependência de produtos primários e a falta de políticas industriais ativas voltadas ao fortalecimento e desenvolvimento da manufatura nacional, sobretudo diante da concorrência com economias como a chinesa. Resumen La presente investigación busca analizar el impacto de los Tratados de Libre Comercio (TLC) entre chile y dos de sus principales socios comerciales y a la vez potencias mundiales Estados Unidos y China con especial enfoque en las relaciones bilaterales Chile-China, especialmente lo relacionado con el desenvolvimiento de la industria manufacturera nacional. El objetivo general se propone evaluar cómo estos acuerdos han afectado la diversificación productiva, favoreciendo la dependencia a la monoproducción del cobre evidenciando deficiencia para la consolidación una estructura manufacturera diversificada y de alto valor agregado. Desde el punto de vista metodológico la investigación tiene un enfoque mixto (cuali-cuantitativo) cuyo análisis se fundamenta en las teorías críticas de la economía política latinoamericana. Para esto, fue necesario una revisión bibliográfica y documental que permitió analizar los datos y contrastarlos frente a las categorías de análisis de la teoría crítica latinoamericana como la “dependencia”. La revisión documental se basó en la compilación de datos de fuentes oficiales de exportaciones (Banco Central de Chile, OMC, BM, CEPAL), relacionadas a importaciones y evolución de empresas manufactureras. Por otra parte, se realizó una revisión bibliográfica con perspectiva histórico, fundamentada en la metodología de la economía política internacional con perspectiva crítica, la cual permite analizar los datos cuantitativos a la luz del surgimiento de china como potencia hegemónica y las luchas interimperialistas por acceder a los recursos vitales para la manutención de su modelo económico y las sociedades. Los resultados muestran que, a pesar del aumento equilibrado de las exportaciones con estos socios comerciales, las industrias manufactureras no presentan una mejora notable y sostenible para las exportaciones chilenas, manteniendo la inclinación a la producción y exportación de productos de menor complejidad, favoreciendo la dependencia económica y fluctuando estratégicamente dentro de las disputas interimperialistas entre china y Estados Unidos. La diferencia clara entre ambos tratados es que el con China promovió la llegada y aumento de la manufactura con alto contenido tecnológico y mejores costos, comenzando a desplazar la producción local. Se identificó un acompañamiento institucional efectivo para el sector y una carencia en las políticas de innovación, tecnología y desarrollo productivo manufacturero. También se visualizó una priorización en la continuidad del cobre como principal producto exportado, lo que denota una falta de estrategia para la sustitución futura o diversificación. En conclusión, estos tratados fortalecieron la economía nacional, pero resalta las vulnerabilidades como la dependencia de productos primarios y la falta de políticas industriales activas para el fortalecimiento y desarrollo de la manufactura nacional, aún más en la competencia con economías como la china.
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    O processo de securitização das drogas nos Estados Unidos: a institucionalização e a internacionalização da guerra às drogas
    (2025-08-28) Saucedo, Jhonny Ilan de Araújo
    O presente trabalho analisa o processo de securitização das drogas nos Estados Unidos ao longo do século XX. A partir da pergunta de pesquisa: Como se deu o processo de transformação da política de drogas nos Estados Unidos, de uma questão inicialmente não politizada para uma temática securitizada, e de que forma agentes estatais contribuíram para a consolidação e internacionalização desse paradigma? Busca-se compreender como o tema das drogas foi deslocado da esfera social e regulatória para o campo da segurança nacional Para cumprir o objetivo proposto, utiliza-se, como principal ferramenta analítica, a Teoria da Securitização da Escola de Copenhague, em dialogo com uma abordagem qualitativa e histórico analítica baseada em fontes primárias, como pronunciamentos e documentos governamentais e fontes secundárias, em especial literatura especializada na política de drogas dos Estados Unidos. A pesquisa tem como foco três agentes estatais centrais, considerados agentes securitizadores: Harry J. Anslinger, que foi o primeiro grande ator responsável por inaugurar a securitização ao associar as drogas ao crime e a parcelas da população estigmatizadas; Richard Nixon, que declarou oficialmente a “Guerra às Drogas”, institucionalizando-a por meio da criação da DEA e internacionalizando sua lógica por meio de ações coercitivas; e Ronald Reagan, que radicalizou e intensificou o processo de securitização, consolidando uma cruza moral militarizada com projeção global. Conclui-se que o processo de securitização das drogas influenciou tanto a política doméstica dos Estados Unidos como sua política externa, impactando diretamente países da América Latina, que sofreriam consequências diretas e passariam a incorporar e reproduzir a lógica securitária em suas próprias estruturas sociopolíticas e de segurança. Resumen El presente trabajo analiza el proceso de securitización de las drogas en los Estados Unidos a lo largo del siglo XX. A partir de la pregunta de investigación: ¿Cómo se dio el proceso de transformación de la política de drogas en los Estados Unidos, de una cuestión inicialmente no politizada a una temática securitizada, y de qué forma los agentes estatales contribuyeron a la consolidación e internacionalización de este paradigma? Se busca comprender cómo el tema de las drogas fue desplazado de la esfera social y regulatoria al campo de la seguridad nacional. Para cumplir con el objetivo propuesto, se utiliza como principal herramienta analítica la Teoría de la Securitización de la Escuela de Copenhague, en diálogo con un enfoque cualitativo e histórico-analítico basado en fuentes primarias, como pronunciamientos y documentos gubernamentales, y fuentes secundarias, en especial literatura especializada en la política de drogas de los Estados Unidos. La investigación se centra en tres agentes estatales centrales, considerados actores securitizadores: Harry J. Anslinger, quien fue el primer gran actor responsable de inaugurar la securitización al asociar las drogas con el crimen y con sectores estigmatizados de la población; Richard Nixon, quien declaró oficialmente la "Guerra contra las Drogas", institucionalizándola a través de la creación de la DEA e internacionalizando su lógica por medio de acciones coercitivas; y Ronald Reagan, quien radicalizó e intensificó el proceso de securitización, consolidando una cruzada moral militarizada con proyección global. Se concluye que el proceso de securitización de las drogas influyó tanto en la política interna de los Estados Unidos como en su política exterior, impactando directamente a los países de América Latina, que sufrirían consecuencias directas y pasarían a incorporar y reproducir la lógica securitaria en sus propias estructuras sociopolíticas y de seguridad.
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    Modelos de naciones unidas como simulación educativa: experiencias transformadoras y pensamiento crítico en la formación universitaria
    (2025-08-19) Candia Osorio, Jhonatan Jesús
    Este estudo explora o impacto educativo dos Modelos das Nações Unidas (MUN) no desenvolvimento de habilidades críticas e na formação de uma consciência global entre os estudantes. Através de uma metodologia qualitativa que combina a revisão de literatura especializada com a sistematização de experiências pessoais, analisa-se como os MUN funcionam como ferramentas pedagógicas que fomentam a aprendizagem ativa e experiencial. Os resultados indicam que a participação nos MUN não só melhora habilidades específicas como oratória, negociação e pensamento crítico, mas também promove uma compreensão mais profunda das relações internacionais e dos desafios globais. Além disso, destaca-se o papel dos MUN na formação de cidadãos globais, capazes de abordar problemas complexos com empatia e objetividade. Este trabalho sublinha a importância dos MUN como complementos essenciais na educação formal, preparando os estudantes para serem líderes informados e comprometidos em um mundo interconectado. Resumen Este estudio explora el impacto educativo de los Modelos de Naciones Unidas (MUN) en el desarrollo de habilidades críticas y la formación de una conciencia global entre los estudiantes. A través de una metodología cualitativa que combina la revisión de literatura especializada con la sistematización de experiencias personales, se analiza cómo los MUN funcionan como herramientas pedagógicas que fomentan el aprendizaje activo y experiencial. Los resultados indican que la participación en MUN no solo mejora habilidades específicas como la oratoria, la negociación y el pensamiento crítico, sino que también promueve una comprensión más profunda de las relaciones internacionales y los desafíos globales. Además, se destaca el papel de los MUN en la formación de ciudadanos globales, capaces de abordar problemas complejos con empatía y objetividad. Este trabajo subraya la importancia de los MUN como complementos esenciales en la educación formal, preparando a los estudiantes para ser líderes informados y comprometidos en un mundo interconectado.