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Item A construção da usina de Itaipu e suas representações no Jornal O Globo: análise da cobertura jornalística das obras do canal de desvio do rio Paraná nos anos de 1975 a 1978.(2024) Sobrinho, Silvio Roberto DuranteEsta pesquisa analisa como foram elaboradas as representações da construção do canal de desvio do Rio Paraná, da Usina Hidrelétrica de Itaipu, nas páginas do Jornal O Globo nos anos de 1975 a 1978. Partindo da Nova História Cultural como referenciais teóricos e historiográficos na análise dessas representações, principalmente a partir da obra de Roger Chartier (A História Cultural. Entre práticas e representações, 2002), serão examinadas as relações entre Brasil e Paraguai e suas tratativas para construção da usina, que envolveu a resolução de questões de fronteiras entre ambos e considerando a dinâmica territorial da Bacia do Rio Paraná que possui rios internacionais e de alto potencial energético, devido às suas características geológicas naturais. O jornal O Globo é a principal fonte documental primária, por se tratar de um periódico com laços de proximidade com o governo militar de então. Sobre o trabalho com a imprensa enquanto fonte de pesquisa histórica, é importante destacarmos os trabalhos de Tania Regina de Luca (História da Imprensa no Brasil, 2008) e José D’Assunção Barros (Sobre o uso dos jornais como fontes históricas – uma síntese metodológica, 2021). O jornal O Globo deu amplo espaço em suas páginas para este empreendimento, construindo uma narrativa hegemônica com traços heroicos, para justificar o acerto da decisão de construir Itaipu. Também usaremos como fontes os relatórios oficiais das atividades de Itaipu, permitindo o confronto de fontes para uma análise crítica das representações desta etapa construtiva, dentro de um contexto de inserção regional na modernidade ocidental a partir do desenvolvimento econômico e a busca por novas matrizes energéticas em um momento de crise do petróleo a nível internacional, além da bibliografia produzida referente ao tema. Desse modo, nosso objetivo também é contribuir às pesquisas que utilizam a imprensa como fonte de pesquisa histórica, utilizando métodos de análise que elucidem como se dá a legitimação de ações políticas apresentadas ao público pelas representações destas nas páginas dos jornais.Item A acessibilidade e a inclusão digital dos agricultores familiares do grupo Ecoiguaçu: desafios e perspectivas frente aos mercados(2024) Messias, Hayla CunhaO cenário pandêmico (covid-19) pautou a relevância de se abordar o hiato digital na América Latina e Caribe (ALC). Com isso, esta pesquisa se propôs analisar a acessibilidade e a inclusão digital dos agricultores familiares do Grupo Ecoiguaçu associados da COAFFOZ frente a possibilidade de ampliar o acesso aos mercados. A metodologia utilizada nesta pesquisa combinou uma série de procedimentos e técnicas de pesquisa qualitativa, com a revisão de literatura sobre a conectividade rural, mercados e o ecossistema digital proposto pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em 2021. Para tanto, realizou-se uma agenda de imersão nas atividades do grupo e da cooperativa no período de 30/03/23 a 19/10/23. Por seguinte, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 produtores/propriedades rurais do grupo Ecoiguaçu (Quadro 2), além das entrevistas com os representantes da COAFFOZ, da Secretaria de Agricultura de Foz do Iguaçu e do Núcleo da Rede Ecovida do Oeste do Paraná consoantes aos roteiros (Apêndices C, D e E). Os resultados demonstraram que, atualmente, todas as propriedades rurais em estudo têm acesso a internet, no entanto, há de se considerar que a tecnologia 4G não opera de forma efetiva na maioria das unidades familiares. Evidenciou-se que a pandemia (Covid-19) intensificou o uso das redes sociais tanto para os fins sociais quanto para os comerciais, sendo o WhatsApp o aplicativo mais utilizado na comercialização dos produtos. E o aparelho celular é o meio de comunicação e trabalho dos agricultores. Constatou-se que a procura por alimentos mais saudáveis estão em ascensão. Verificou-se como desafio inicial a capacitação digital para promover as habilidades digitais dos agricultores, para assim, superarem os desafios seguintes: a digitalização da produção e da comercialização no intuito de sistematizarem os seus dados para se conectarem com outras ferramentas, as quais propiciam as tomadas de decisões dos produtores, sobretudo, entre o próprio grupo e a cooperativa na busca de novos mercados.Item A alfabetização de migrantes na legislação brasileira(2026-03-30) Vernalha, Natalia; Marcelo Augusto Rocha (orientador); Laura Janaína D. Amato (coorientadora)Este estudo investiga a alfabetização de crianças migrantes em contexto de fronteira, tomando como recorte o município de Foz do Iguaçu (PR), na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, onde a presença de estudantes internacionais e o multilinguismo tensionam políticas curriculares e práticas escolares. Parte-se do problema de que crianças falantes de espanhol, ainda em processo de aquisição do português, são inseridas em turmas regulares e submetidas a um modelo alfabetizador padronizado (método fônico), sem que legislações, diretrizes curriculares e planejamentos locais explicitem adequações para a diversidade linguística e cultural. O objetivo consiste em analisar as diretrizes legais e normativas que orientam a alfabetização de crianças em cidades de fronteira, com ênfase na legislação brasileira e nas políticas públicas educacionais, bem como examinar as indicações do planejamento anual municipal do 2º ano do ensino fundamental do ano de 2025, quanto ao atendimento de estudantes migrantes. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa (Bardin, 1977), de viés bibliográfico e documental (Gil, 2002), com análise de marcos legais e curriculares nacionais, estaduais e municipais e comparação de contrastes fonológicos entre português e espanhol com apoio do Alfabeto Fonético Internacional. Além da análise de legislações e diretrizes, acerca de políticas curriculares, estudos recentes, como o de Marcondes (2023) e Bedin (2021), apontam os efeitos da padronização promovida pela Base Nacional Comum Curricular, apontando implicações para a autonomia pedagógica e para o atendimento às necessidades de estudantes migrantes. Complementarmente, pesquisas de Amato; Lima, (2022) e Amato; Santos, (2024); Oliveira (2024) e Moraes (2011) evidenciam currículos monolíngues e a realidade multilíngue das regiões de fronteira, enfatizando os desafios na alfabetização de crianças falantes de espanhol, guarani e outras línguas. Os resultados evidenciam tensões e lacunas: embora os dispositivos legais assegurem o acesso à educação, não oferecem orientações pedagógico-curriculares específicas para a alfabetização em situações de diversidade linguística próprias de regiões de fronteira; no plano local, o planejamento municipal não incorpora de forma estruturante diretrizes voltadas ao trabalho com estudantes migrantes. Observa-se, ainda, a centralidade do método fônico como modelo único, cuja eficácia fica comprometida quando aplicado a crianças com repertórios fonológicos distintos, o que demanda ajustes didáticos e políticas de acolhimento linguístico mais consistentes. Conclui-se pela necessidade de fortalecer a articulação entre normativas e práticas escolares, ampliar formações docentes e desenvolver materiais e estratégias interculturais que reconheçam a pluralidade linguística como condição concreta do território e não como exceção. Resumen Este estudio investiga la alfabetización de niños y niñas migrantes en un contexto fronterizo, tomando como recorte el municipio de Foz do Iguaçu (PR), en la región de la Triple Frontera entre Brasil, Paraguay y Argentina, donde la presencia de estudiantes internacionales y el multilingüismo tensionan las políticas curriculares y las prácticas escolares. Se parte del problema de que niños y niñas hispanohablantes, aún en proceso de adquisición del portugués, son incorporados a clases regulares y sometidos a un modelo de alfabetización estandarizado (método fónico), sin que la legislación, las directrices curriculares y la planificación local expliciten adecuaciones para la diversidad lingüística y cultural. El objetivo consiste en analizar las directrices legales y normativas que orientan la alfabetización de niños y niñas en ciudades de frontera, con énfasis en la legislación brasileña y en las políticas públicas educativas, así como examinar las orientaciones del plan anual municipal del 2.º año de la enseñanza primaria para 2025 en lo que respecta a la atención a estudiantes migrantes. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa (Bardin, 1977), de sesgo bibliográfico y documental (Gil, 2002), con análisis de marcos legales y curriculares nacionales, estaduales y municipales, y comparación de contrastes fonológicos entre portugués y español con apoyo del Alfabeto Fonético Internacional. Además del análisis de la legislación y de las directrices en torno a las políticas curriculares, estudios recientes, como los de Marcondes (2023) y Bedin (2021), señalan los efectos de la estandarización promovida por la Base Nacional Común Curricular, destacando implicaciones para la autonomía pedagógica y para la atención a las necesidades de estudiantes migrantes. Complementariamente, investigaciones de Amato y Lima (2022), Amato y Santos (2024), Oliveira (2024) y Moraes (2011) evidencian la tensión entre currículos monolingües y la realidad multilingüe de las regiones de frontera, enfatizando los desafíos en la alfabetización de niños y niñas hablantes de español, guaraní y otras lenguas. Los resultados evidencian tensiones y vacíos: aunque los dispositivos legales garantizan el acceso a la educación, no ofrecen orientaciones pedagógico-curriculares específicas para la alfabetización en situaciones de diversidad lingüística propias de regiones fronterizas; en el plano local, la planificación municipal no incorpora de manera estructurante directrices orientadas al trabajo con estudiantes migrantes. Se observa, además, la centralidad del método fónico como modelo único, cuya eficacia se ve comprometida cuando se aplica a niños y niñas con repertorios fonológicos distintos, lo que exige ajustes didácticos y políticas de acogida lingüística más consistentes. Se concluye que es necesario fortalecer la articulación entre normativas y prácticas escolares, ampliar la formación docente y desarrollar materiales y estrategias interculturales que reconozcan la pluralidad lingüística como una condición concreta del territorio y no como una excepción.Item “A Ameaça da Guatemala”: as representações do golpe contra Jacobo Árbenz em 1954 e o anticomunismo nas páginas d’O Globo(2026-06-26) Corrente, Bruno de MirandaEste trabalho tem como objetivo analisar as representações do jornal O Globo sobre o golpe de Estado contra Jacobo Árbenz, ocorrido na Guatemala em 1954. Busca-se compreender como o evento foi apresentado e repercutido pela imprensa brasileira. Inserido no contexto da Guerra Fria, o episódio guatemalteco constituiu um marco na história da América Latina ao representar o primeiro êxito da CIA no continente, com o triunfo da operação secreta PBSUCCESS. O estudo propõe investigar de que maneira O Globo analisou e se posicionou em relação ao golpe, bem como compreender como a Guatemala e o presidente Árbenz foram retratados ao longo de 1954. Considera-se que tais representações foram construídas a partir de uma perspectiva anticomunista característica da grande imprensa no período inicial da Guerra Fria. Como referencial teórico nos apropriamos dos conceitos de “esquemas intelectuais incorporados” e de “lutas de representações” de Roger Chartier. No campo metodológico, recorremos às contribuições de Tania Regina de Luca e José D’Assunção Barros, que orientam o uso da imprensa como fonte e objeto de pesquisa histórica. Dessa forma, reforça-se a importância da imprensa em uma perspectiva transnacional, ao evidenciar como um golpe ocorrido na América Central foi interpretado por um jornal brasileiro. Conclui-se, portanto, que O Globo legitimou o golpe contra Árbenz, uma vez que, como representante de setores liberais e anticomunistas brasileiros, difundiu representações que vinculavam o comunismo a uma ameaça à democracia liberal. Nesse sentido, o jornal instrumentalizou uma retórica que associava conquistas sociais, como a ampliação dos direitos trabalhistas e a reforma agrária, ao avanço do chamado “perigo vermelho”, apresentando a deposição do governo guatemalteco como uma resposta necessária à suposta ameaça comunista no continente americano. Resumen Este trabajo tiene como objetivo analizar las representaciones del periódico O Globo sobre el golpe de Estado contra Jacobo Árbenz, ocurrido en Guatemala en 1954. Se busca comprender cómo este acontecimiento fue presentado y difundido en la prensa brasileña. Enmarcado en el contexto de la Guerra Fría, el episodio guatemalteco constituyó un hito en la historia de América Latina, al representar el primer éxito de la CIA en el continente, con el triunfo de la operación encubierta PBSUCCESS. El estudio propone examinar de qué manera O Globo interpretó y se posicionó frente al golpe, así como comprender cómo fueron representados Guatemala y el presidente Árbenz a lo largo de 1954. Se considera que dichas representaciones fueron construidas desde una perspectiva anticomunista, característica de la gran prensa en el período inicial de la Guerra Fría. El marco teórico se basa en los conceptos de “esquemas intelectuales incorporados” y “luchas de representaciones” de Roger Chartier. En el plano metodológico, se recurre a las contribuciones de Tania Regina de Luca y José D’Assunção Barros, quienes orientan el uso de la prensa como fuente y objeto de investigación histórica. En este sentido, se refuerza la importancia de la prensa desde una perspectiva transnacional, al evidenciar cómo un golpe ocurrido en América Central fue interpretado por un periódico brasileño. Se concluye que O Globo legitimó el golpe contra Árbenz, en la medida en que, como representante de sectores liberales y anticomunistas de la sociedad brasileña, difundió representaciones que vinculaban el comunismo con una amenaza a la democracia liberal. En este sentido, el periódico instrumentalizó un discurso que asociaba las conquistas sociales, como la ampliación de los derechos laborales y la reforma agraria, con el avance del llamado “peligro rojo”, presentando la deposición del gobierno guatemalteco como una respuesta necesaria ante la supuesta amenaza comunista en el continente americano.Item A assessoria técnica como práxis do bem viver e o SUAS como locus da arquitetura comunitária(2025-09-08) Reis, Amanda Martins dosCerca de 82% da população latino-americana vive em cidades, sendo que um quinto dessa porção reside em assentamentos informais. Na maioria desses casos, a autoconstrução é a prática construtiva a que essas populações recorrem para se instalar no território. Essa prática, apesar de conter muitas potencialidades, acaba gerando também um contexto de precariedades que afeta diretamente suas vidas, em diferentes esferas, como até mesmo a saúde. Além disso, esse cenário é reflexo de como as cidades, especialmente as grandes, são as plataformas físicas de sustentação do sistema capitalista vigente, o que tem como consequência inúmeras desigualdades e o não cumprimento de direitos sociais básicos, como a moradia digna e adequada. Esse panorama permite perceber como as políticas sociais são muitas vezes negligenciadas pelo poder público nos países da América Latina e como, no caso da habitação, os serviços de profissionais de Arquitetura e Urbanismo - AU não chegam a essas populações autoconstrutoras. Logo, o objetivo da pesquisa é aproximar profissionais de AU de populações autoconstrutoras, sobretudo de contexto urbano, por meio da articulação entre a Lei de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social - Lei de ATHIS (Lei 11.888/2008) e o Sistema Único de Assistência Social - SUAS, ambos brasileiros. Para isso, foram realizadas entrevistas com profissionais da Assistência Social e docentes integrantes da rede dos Encontros Latino-Americanos de Arquitetura Comunitária - ELACs e cuja atuação relaciona-se com ATHIS, além de revisão bibliográfica sobre Assistência Técnica em AU no continente, permeando também ações universitárias extensionistas nesse âmbito; políticas habitacionais no Brasil; ATHIS; Arquitetura Comunitária; Bem Viver e Assistência Social. Com o desenvolvimento da pesquisa foi possível levantar algumas possibilidades de efetivação dessa aproximação como, 1 - parceria entre poder público e instituições de ensino e capacitação profissional, como as residências em AU, por exemplo; 2 - elaboração de políticas públicas e leis que já prevejam a articulação entre Assistência Social e ATHIS; e 3 - incorporação de profissionais de AU no quadro técnico dos Centros de Referência de Assitência Social - CRAS. A partir disso, foi possível constatar a existência de caminhos para uma maior e mais efetiva implementação da Lei de ATHIS por meio de sua articulação ao SUAS, o que já está ocorrendo em algumas localidades, inclusive. Além disso, concluiu-se que a atuação de profissionais que almejem trabalhar com ATHIS em territórios autoconstruídos precisa passar por uma preparação para tal, que poderia ser pautada nos aspectos de comunidade, solidariedade, reciprocidade, ajuda mútua, valorização de saberes fazeres e modos de vida locais, bem como o respeito às outras formas de vida com as quais se compartilha a Natureza, para uma melhor abordagem profissional, que permitisse o fortalecimento das relações e, consequentemente, das próprias comunidades. Aspectos esses característicos das filosofias do Bem Viver de muitos povos latino-americanos. Resumen Aproximadamente el 82% de la población latinoamericana vive en ciudades, y una quinta parte de esta porción vive en asentamientos informales. En la mayoría de estos casos, la autoconstrucción es la práctica constructiva a la que recurren estas poblaciones para asentarse en el territorio. Esta práctica, a pesar de contener muchas potencialidades, también termina generando un contexto de precariedad que afecta directamente sus vidas, en diferentes esferas, como incluso la salud. Además, este escenario es un reflejo de cómo las ciudades, especialmente las grandes, son las plataformas físicas que soportan el actual sistema capitalista, lo que resulta en innumerables desigualdades y el incumplimiento de derechos sociales básicos, como una vivienda digna y adecuada. Este panorama permite ver cómo las políticas sociales son muchas veces desatendidas por los poderes públicos en los países latinoamericanos y cómo, en el caso de la vivienda, los servicios de profesionales de Arquitectura y Urbanismo – AU no pueden ser accedidos por estas poblaciones autoconstructoras. Por tanto, el objetivo de la investigación es aproximar los profesionales de AU a las poblaciones autoconstructoras, especialmente en contextos urbanos, a través de la articulación entre la Ley de Asistencia Técnica para la Vivienda de Interés Social – Ley de ATHIS (Ley 11.888/2008) y el Sistema Único de Asistencia Social – SUAS, ambos brasileños. Para tal efecto, se realizaron entrevistas a profesionales de Asistencia Social y profesoras y profesores miembros de la red de Encuentros Latinoamericanos de Arquitectura Comunitaria – ELACs y cuyas actividades están relacionadas con ATHIS, además de una revisión bibliográfica sobre Asistencia Técnica en AU en el continente, permeando también las acciones de extensión universitaria en esta área; políticas de vivienda en Brasil; ATHIS; Arquitectura Comunitaria; Buen Vivir y Asistencia Social. Con el desarrollo de la investigación, fue posible levantar algunas posibilidades de implementación de este enfoque, tales como: 1 - asociación entre poderes públicos e instituciones de educación y formación profesional, como las residencias de la AU, por ejemplo; 2 - desarrollo de políticas públicas y leyes que ya prevean la articulación entre la Asistencia Social y ATHIS; y 3 - incorporación de profesionales de la AU al cuerpo técnico de los Centros de Referencia de Asistencia Social - CRAS. A partir de esto, fue posible identificar caminos para una mayor y más efectiva implementación de la Ley de ATHIS mediante su articulación con el SUAS, lo cual incluso ya se está dando en algunas localidades. Además, se concluyó que el trabajo de los profesionales que aspiran a trabajar con ATHIS en territorios autoconstruidos requiere una preparación, la cual podría guiarse por aspectos de comunidad, solidaridad, reciprocidad, apoyo mutuo, valoración de los conocimientos y formas de vida locales, así como el respeto por otras formas de vida con las que se comparte la Naturaleza. Estos aspectos son característicos de las filosofías del Buen Vivir de muchos pueblos latinoamericanos y proporcionarían un mejor enfoque profesional que permitiría el fortalecimiento de las relaciones y, en consecuencia, de las propias comunidades.Item A atuação de profissinais da psicologia clínica frente a cis-heteronorma(2025-06-30) Souza, João Marcos dePensando que todo discurso constitui uma pratica, seja ela assertiva ou não, esta pesquisa busca investigar os discursos que perpassam a atuação de oito profissionais da Psicologia Clínica na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, diante da cis-heteronorma, considerando os efeitos desse regime normativo nas práticas clinicas e na saude de pessoas LGBTQIAPN+. Com base em uma perspectiva crítica e situada, o estudo teve como objetivo analisar como estas pessoas reconhecem, reproduzem ou enfrentam a cis-heteronorma em suas escutas e intervenções. Em vez de tratar o consultório apenas como um espaço em que se aplicam manuais e protocolos prontos, busca-se investigar a maneira pela qual cada profissional, ao nomear pacientes, já se inscreve em um jogo de poder. A metodologia adotada foi qualitativa, e através de entrevistas semiestruturadas, buscou-se proporcionar reflexões a partir dos relatos obtidos, com inspiração foucaultiana para examiná-los. As entrevistas foram transcritas e submetidas a um processo de leitura flutuante, codificação e categorização dos enunciados, de modo a evidenciar os regimes de verdade e os jogos de poder que atravessam as práticas clinicas, tal como as potencias de cada discurso. Os resultados indicaram que há uma tensao constante entre a formação psicológica tradicional, marcada por modelos cis-heteronormativos e patologizantes, e os desafios éticos implicados no atendimento a diversidade de gênero e sexualidade. Dentre as principais formas de enfrentamento a cis-heteronorma encontradas, está o reposicionamento ético-político da escuta clínica, a problematização das normas de gênero e sexualidade como efeitos de poder e a incorporação de epistemologias dissidentes no cuidado. No entanto, também emergiram discursos de silenciamento, desconhecimento e reprodução de violências simbólicas que revelam a persistência de práticas normativas no cotidiano clinico. Esta dissertação nos convida a perceber a clínica como um espaço vivo, permeado por discursos silenciosos e ruídos normativos que afetam a subjetividade de quem busca ajuda, nos convocando ao comprometimento ético como forma de possibilidade de cuidadoItem A autonomia institucional do Supremo Tribunal Federal: a consolidação do poder da mais alta corte de justiça brasileira(2024) Torres Brasil, GustavoA presente dissertação teve o escopo de entender a construção da autonomia do Supremo Tribunal Federal (STF), como poder constituído do Estado Brasileiro, avaliando seus posicionamentos e os consectários desses, em períodos de exceção e, principalmente, no período pós constituição de 1988. No período pós constituição, na medida em que se avançou para a consolidação da democracia nacional, foi importante compreender como foi se dando a construção dessa autonomia, tendo sido, para isso, necessário revisitar alguns aspectos históricos. Ao se analisar, em um pequeno paralelo, dando-se ênfase à história do STF, nos períodos de exceção e em períodos democráticos, percebeu-se que ela esteve pautada por inconstâncias governamentais, principalmente do Poder Executivo. No Brasil, notou-se essa ingerência desde a Velha República, passando pela Era Vargas, fazendo com que a mais alta Corte de Justiça do país experimentasse toda sorte de incertezas em mais de 200 anos, tais como: destituições, revogação de atos e fechamentos. Noutro giro, tornou-se importante caracterizar a dinâmica do funcionamento da Corte Suprema de Justiça Brasileira, que possui sistemas específicos de controle, típicos de Tribunais Superiores. Para tanto, foi preciso delimitar assuntos que serão inseridos em pauta: manter processos sem julgamento, com pedidos de vista, debater ações e atrelar os ministros para aquele mesmo fim, bem como compor turmas, de acordo com a particularidade dos membros, favorecendo o ativismo judicial e a própria ministrocracia. Inclusive, foi necessário discutir, com brevidade, a questão de escolha dos próprios Ministros, culminando-se em um apanhado acerca dos temas focais que envolveram e envolvem o STF: processos de repercussão, decisões polêmicas, impeachment, inquéritos, liminares e vistas.Item A bossa é negra: reconstruindo a identidade racial da bossa nova(2024) Souza, Clarissa deEsta pesquisa propõe um olhar crítico sobre a construção da bossa nova como gênero musical moderno vinculado à elite branca carioca em detrimento dos músicos negros através da exclusão, entre eles Alaíde Costa e Johnny Alf. Através da análise de livros emblemáticos da bossa nova, fundamentado na discussão racial de intelectuais negros, podemos entender esta classificação de gênero musical moderno a partir do conceito de modernidade como uma ferramenta de distinção racial. Além disso, é desde a trajetória dos músicos Johnny Alf e Alaíde Costa que podemos contrapor como a história da bossa nova foi contada. Compreende-se que a criação musical de ambos músicos foi o que possibilitou a bossa nova surgir como gênero musical, pois muitos elementos foram apropriados de sua estética. Entretanto, é pertinente não reduzir suas criações à bossa nova pois compreende-se que seu vínculo com a música como uma particularidade de algo mais profundo, uma vanguarda preta.Item A cabanagem vive! A cabanagem como movimento legitimamente popular e anticolonial.(2024) Barbosa, Carina Tavares RibeiroEste trabalho propõe abordar a Cabanagem como movimento revolucionário anticolonial e legitimamente popular, a fim de questionar a formação do território amazônico no discurso nacional vigente. A pesquisa buscou desenvolver uma crítica à narrativa historiográfica tradicional que sustenta o discurso falacioso de uma nação que se constituiu livre, soberana e igualitária, mostrando como essa narrativa visibiliza unilateralmente a atuação das elites agrárias ao mesmo tempo que sobrepuja as memórias da Cabanagem como um movimento protagonizado por sujeitos marginalizados racialmente: negros e indígenas. O estudo propõe uma análise mais abrangente, situando a Cabanagem no contexto dos movimentos anticoloniais na América Latina, sem, contudo, deixar de atentar para a autonomia organizativa de seus atores. A pesquisa visou privilegiar a memória popular cabana, desmistificando a visão homogênea do movimento e examinando as diversas inspirações e projetos políticos que por ele estiveram em disputa. A dissertação se baseou na metodologia da análise histórica proposta pelo antropólogo Michel-Rolph Trouillot, utilizando fontes secundárias e primárias, incluindo registros historiográficos, relatos e entrevistas com líderes de movimentos populares da região. Assim, partindo de uma perspectiva crítica que rompe com a temporalidade histórica construída pela modernidade, analisamos a memória popular da Cabanagem como uma construção dos movimentos locais atuais através da materialidade de suas lutas.Item A consciência relacional e o sonho como tecido compartilhado de um mundo vivo(2026-04-13) Rocha, Raiza VinhalA dissertação a seguir investiga a noção de consciência relacional, propondo o sonho como uma das principais vias de acesso a uma dimensão ampliada da experiência que não se limita ao sujeito humano nem ao funcionamento cerebral individual. Partindo da crítica à “bifurcação da natureza”, formulada por Whitehead, o trabalho questiona a separação moderna entre mente e mundo, sujeito e objeto, matéria e experiência, apontando seus desdobramentos epistemológicos, políticos e ecológicos. A pesquisa articula contribuições da filosofia do processo, da ecopsicologia de Roszak, da teoria de Gaia de Lovelock, da cosmopolítica de Stengers e das cosmologias ameríndias para sustentar a hipótese de que a consciência emerge das relações e não de entidades isoladas. O pensamento de Wilfred Bion é mobilizado para compreender o sonhar como função contínua de transformação da experiência emocional, operante tanto na vigília quanto no sono, e extensível aos grupos e coletivos. A noção de “sonhar a experiência” é apresentada como condição para o pensamento, para a aprendizagem e para a saúde psíquica individual e coletiva. A partir do diálogo com Davi Kopenawa, Karen Shiratori e Hanna Limulja, o trabalho desloca o sonho do campo da interioridade psicológica para o de uma prática ontológica e epistemológica em que o sonhar constitui um acontecimento real, capaz de articular humanos, espíritos, animais e territórios. O conceito yanomami de mari tëhë (tempo do sonho) é explorado como um espaço-tempo relacional, não linear, no qual passado, presente e futuro se entrelaçam, permitindo a atualização contínua dos mitos e a manutenção da vida. Sustenta-se, finalmente, que sonhar pode ser compreendido como uma prática cosmopolítica fundamental, capaz de recompor os fios rompidos da experiência moderna e de reinscrever a existência humana no tecido vivo e sensível do planeta. Resumen La presente disertación investiga la noción de conciencia relacional, proponiendo el sueño como una de las principales vías de acceso a una dimensión ampliada de la experiencia que no se limita al sujeto humano ni al funcionamiento cerebral individual. A partir de la crítica a la “bifurcación de la naturaleza”, formulada por Whitehead, el trabajo cuestiona la separación moderna entre mente y mundo, sujeto y objeto, materia y experiencia, señalando sus desdoblamientos epistemológicos, políticos y ecológicos. La investigación articula aportes de la filosofía del proceso, de la ecopsicología de Roszak, de la teoría de Gaia de Lovelock, de la cosmopolítica de Stengers y de las cosmologías amerindias para sostener la hipótesis de que la conciencia emerge de las relaciones y no de entidades aisladas. El pensamiento de Wilfred Bion se moviliza para comprender el soñar como una función continua de transformación de la experiencia emocional, operante tanto en la vigilia como en el sueño, y extensible a los grupos y colectivos. La noción de “soñar la experiencia” se presenta como condición para el pensamiento, el aprendizaje y la salud psíquica individual y colectiva. A partir del diálogo con Davi Kopenawa, Karen Shiratori y Hanna Limulja, el trabajo desplaza el sueño del campo de la interioridad psicológica al de una práctica ontológica y epistemológica, en la que soñar constituye un acontecimiento real capaz de articular humanos, espíritus, animales y territorios. El concepto yanomami de mari tëhë (tiempo del sueño) se explora como un espacio-tiempo relacional, no lineal, en el que pasado, presente y futuro se entrelazan, permitiendo la actualización continua de los mitos y el mantenimiento de la vida. Finalmente, se sostiene que soñar puede comprenderse como una práctica cosmopolítica fundamental, capaz de recomponer los hilos rotos de la experiencia moderna y de reinscribir la existencia humana en el tejido vivo y sensible del planeta.Item A corte e o corpo: femigenocídio e o(s) significado(s) de justiça na Guatemala e no México(2026-06-09) Teixeira, Alessandra Renata de MeloEsta dissertação investiga o femigenocídio na Guatemala e no México como tecnologia política de Estado inscrita na formação dos Estados latino-americanos, a partir da articulação entre colonialidade, racismo, patriarcado e capitalismo. Distanciando-se de leituras que tratam a violência contra mulheres indígenas como uma falha excepcional ou anomalia jurídica, a pesquisa a compreende como elemento estrutural de projetos nacionais fundados na racialização da vida e na produção sistemática da morte. Ancorada em um referencial comunitário e com contribuições decoloniais e marxistas, propõe-se uma análise centrada na economia política da morte, vinculando gênero, raça e classe como um amálgama indissociável. Para tanto, o trabalho estrutura-se em três eixos fundamentais. Inicialmente, constrói-se um marco teórico-metodológico que fundamenta o conceito de femigenocídio como categoria analítica capaz de apreender a dimensão coletiva, histórica e territorial da violência, evidenciando sua vinculação à racionalidade econômica da acumulação e a pactos de soberania masculina. Em seguida, reconstrói-se o processo de produção política do ser mulher indígena na Guatemala e no México, demonstrando como a formação desses Estados se deu por meio de séculos de espoliação territorial, violência institucional e gestão racializada da vida, o que permite refutar a tese de omissão estatal em favor da compreensão do Estado como agente ativo da maquinaria femigenocida. Por fim, o trabalho problematiza a atuação do sistema de justiça no enfrentamento dessas violências, analisando seus limites estruturais enquanto instância inserida na lógica estatal e na justiça liberal e suas potencialidades como espaço de disputa política. A hipótese central é de que, embora o sistema de justiça desempenhe papel relevante na nomeação da violência, opera frequentemente como mecanismo de modernização e freio aparente, traduzindo conflitos estruturais em violações de direitos individuais sem desmantelar a estrutura femigenocida. O estudo culmina no tensionamento dessa justiça internacional com as epistemologias dos feminismos comunitários, apontando para a defesa do corpo-território e a cura política como horizontes de uma justiça insurgente e não estatal. Resumen Esta disertación investiga el femigenocidio en Guatemala y México como una tecnología política de Estado inscrita en la formación de los Estados latinoamericanos, a partir de la articulación entre colonialidad, racismo, patriarcado y capitalismo. Distanciándose de lecturas que tratan la violencia contra las mujeres indígenas como una falla excepcional o una anomalía jurídica, la investigación la comprende como un elemento estructural de proyectos nacionales fundados en la racialización de la vida y en la producción sistemática de la muerte. Anclada en un marco comunitario y con aportes decoloniales y marxistas, se propone un análisis centrado en la economía política de la muerte, vinculando género, raza y clase como un amalgama indisociable. Para ello, el trabajo se estructura en tres ejes fundamentales. En primer lugar, se construye un marco teórico-metodológico que fundamenta el concepto de femigenocidio como categoría analítica capaz de aprehender la dimensión colectiva, histórica y territorial de la violencia, evidenciando su vinculación con la racionalidad económica de la acumulación y con pactos de soberanía masculina. En segundo lugar, se reconstruye el proceso de producción política del ser mujer indígena en Guatemala y México, demostrando cómo la formación de estos Estados se dio a través de siglos de despojo territorial, violencia institucional y gestión racializada de la vida, lo que permite refutar la tesis de la omisión estatal en favor de la comprensión del Estado como agente activo de la maquinaria femigenocida. Por último, el trabajo problematiza la actuación del sistema de justicia en el enfrentamiento de estas violencias, analizando sus límites estructurales como instancia inserta en la lógica estatal y en la justicia liberal, así como sus potencialidades como espacio de disputa política. La hipótesis central sostiene que, si bien el sistema de justicia desempeña un papel relevante en la nominación de la violencia, opera frecuentemente como un mecanismo de modernización y de contención aparente, traduciendo conflictos estructurales en violaciones de derechos individuales sin desmantelar la estructura femigenocida. El estudio culmina tensionando esta justicia internacional con las epistemologías de los feminismos comunitarios, señalando la defensa del cuerpo-territorio y la sanación política como horizontes de una justicia insurgente y no estatal.Item A criança como ser pensante: trajetórias da obra de Emilia Ferreiro no contexto educacional brasileiro (1980-2001)(2024) Fuentes, Natalia Mariela; Orientador: Paulo Renato da SilvaA presente pesquisa analisa a recepção e representações sobre a obra de Emilia Ferreiro (1937-2023) no contexto educacional brasileiro entre 1980 e 2001. Ferreiro, psicolinguista argentina, conhecida pela teoria da Psicogênese da Língua Escrita, abordou as desvantagens enfrentadas por crianças de classes sociais mais baixas na América Latina e questionou as práticas educacionais tradicionais que rotulavam essas crianças como tendo dificuldades de aprendizagem por não acompanharem o ritmo escolar convencional. As adaptações realizadas por diferentes mediadores(as) culturais no Brasil foram fundamentais para a consolidação da teoria de Ferreiro no país. Essas adaptações revelam as particularidades e complexidades do contexto educacional brasileiro e apontam para uma profícua produção pedagógica no âmbito da América Latina. A partir de referenciais da História Cultural – como o conceito de representação de Roger Chartier –, da História Intelectual e da metodologia da História Oral, o estudo investiga como a teoria de Ferreiro foi recebida, adaptada e reinterpretada, explorando diferentes documentos do período e, a partir de entrevistas, a memória de educadores e educadoras sobre aqueles anos. O estudo destaca a complexidade das interações entre a teoria de Ferreiro e as práticas educacionais tradicionais no Brasil, apontando tanto as convergências quanto as resistências e limitações, muitas vezes relacionadas à falta de planejamento estruturado e intervenções pedagógicas adequadas. A pesquisa conclui que a teoria de Ferreiro foi transformada de maneira única no Brasil, confirmando que a ressignificação cultural desempenhou um papel importante na sua recepção, demonstrando a complexidade e a riqueza das interações culturais para o campo educacional.Item A crítica como rastro de filmes perdidos: o caso de Barro Humano (1929) e Favela dos Meus Amores (1935)(2026-03-17) Montipó Lopes, HeitorEsta dissertação investiga a crítica cinematográfica brasileira como um dispositivo de preservação simbólica da memória de filmes perdidos, analisando de que modo o discurso crítico atua na manutenção da existência imagética, histórica e cultural de obras cujas cópias fílmicas não sobreviveram. O estudo parte da constatação de que uma parcela significativa da produção do cinema brasileiro das primeiras décadas do século XX foi irremediavelmente perdida em função de incêndios, deteriorações e da ausência de políticas sistemáticas de preservação, o que impõe desafios à compreensão de sua história e de seus processos identitários. Diante desse cenário, a pesquisa toma como objetos de análise os filmes Barro Humano (1929), de Adhemar Gonzaga, e Favela dos Meus Amores (1935), de Humberto Mauro, duas obras centrais para a cinematografia nacional que sobreviveram apenas por meio de vestígios documentais e registros textuais. A pesquisa parte do pressuposto de que, na ausência das imagens, a crítica cinematográfica opera como um espaço alternativo de visualização, capaz de produzir imagens textuais, sentidos simbólicos e narrativas interpretativas que se integram à memória cultural do cinema brasileiro. Metodologicamente, o trabalho adota uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, centrada na análise interpretativa dos discursos críticos, articulando contribuições da teoria da crítica cinematográfica, da história cultural e dos estudos da memória. O corpus da pesquisa é composto por críticas, artigos e textos publicados entre o final da década de 1920 e meados da década de 1930 em jornais e revistas como Cinearte, Scena Muda, Jornal do Brasil, Diário Carioca e O Cruzeiro, reunidos principalmente a partir do acervo digital da Biblioteca Nacional. A análise examina as estratégias discursivas, descritivas e interpretativas mobilizadas pelos críticos, observando como esses textos constroem imagens simbólicas, organizam narrativas históricas e atribuem valores culturais às obras analisadas. Como resultados, a pesquisa demonstra que a crítica não apenas registra a recepção contemporânea dos filmes, mas atua ativamente na consolidação de seus legados culturais, funcionando como agente de mediação entre obra, memória e identidade. No caso de Barro Humano, a crítica projeta a imagem do filme como símbolo da modernização urbana e da industrialização do cinema brasileiro, associando-o a um ideal de progresso e profissionalização. Em Favela dos Meus Amores, os textos críticos contribuem para a fixação de uma identidade vinculada ao popular, à cultura urbana carioca e à construção de uma brasilidade cinematográfica. Conclui-se que a crítica cinematográfica desempenha um papel fundamental na preservação da memória cultural de filmes perdidos, não apenas como testemunho histórico, mas como prática ativa de produção simbólica e identitária no cinema brasileiro. Resumen Esta disertación investiga la crítica cinematográfica brasileña como un dispositivo de preservación simbólica de la memoria de películas perdidas, analizando de qué modo el discurso crítico actúa en el mantenimiento de la existencia imagética, histórica y cultural de obras cuyas copias fílmicas no sobrevivieron. El estudio parte de la constatación de que una parte significativa de la producción del cine brasileño de las primeras décadas del siglo XX se perdió de forma irremediable como consecuencia de incendios, procesos de deterioro y de la ausencia de políticas sistemáticas de preservación, lo que impone desafíos a la comprensión de su historia y de sus procesos identitarios. Frente a este escenario, la investigación toma como objetos de análisis las películas Barro Humano (1929), de Adhemar Gonzaga, y Favela dos Meus Amores (1935), de Humberto Mauro, dos obras centrales de la cinematografía nacional que sobrevivieron únicamente a través de vestigios documentales y registros textuales. La investigación parte del supuesto de que, en ausencia de las imágenes, la crítica cinematográfica opera como un espacio alternativo de visualización, capaz de producir imágenes textuales, sentidos simbólicos y narrativas interpretativas que se integran a la memoria cultural del cine brasileño. Metodológicamente, el trabajo adopta un enfoque cualitativo e interdisciplinario, centrado en el análisis interpretativo de los discursos críticos, articulando aportes de la teoría de la crítica cinematográfica, de la historia cultural y de los estudios de la memoria. El corpus de la investigación está compuesto por críticas, artículos y textos publicados entre finales de la década de 1920 y mediados de la década de 1930 en periódicos y revistas como Cinearte, Scena Muda, Jornal do Brasil, Diário Carioca y O Cruzeiro, reunidos principalmente a partir del acervo digital de la Biblioteca Nacional. El análisis examina las estrategias discursivas, descriptivas e interpretativas movilizadas por los críticos, observando cómo estos textos construyen imágenes simbólicas, organizan narrativas históricas y atribuyen valores culturales a las obras analizadas. Como resultados, la investigación demuestra que la crítica no solo registra la recepción contemporánea de las películas, sino que actúa activamente en la consolidación de sus legados culturales, funcionando como un agente de mediación entre obra, memoria e identidad. En el caso de Barro Humano, la crítica proyecta la imagen de la película como símbolo de la modernización urbana y de la industrialización del cine brasileño, asociándose a un ideal de progreso y profesionalización. En Favela dos Meus Amores, los textos críticos contribuyen a la fijación de una identidad vinculada a lo popular, a la cultura urbana carioca y a la construcción de una brasilidad cinematográfica. Se concluye que la crítica cinematográfica desempeña un papel fundamental en la preservación de la memoria cultural de películas perdidas, no solo como testimonio histórico, sino como una práctica activa de producción simbólica e identitaria en el cine brasileño.Item A cultura de objetificação como tática de guerra: uma análise do sistema de escravidão sexual japonês(2023) Brandão, Júlia Portela MaltaA Segunda Guerra Mundial foi um marco significativo na história contemporânea, não apenas pela magnitude do conflito, mas também pelos graves crimes contra a humanidade cometidos, como o genocídio de judeus e a exploração sexual forçada de mulheres, especialmente no contexto do sistema japonês de “conforto”. Este sistema, estabelecido pelo governo japonês, envolveu o tráfico e escravização sexual de mulheres e meninas, usado como tática de controle militar e "desestresse" para os soldados. Este fenômeno reflete as estruturas patriarcais, sexistas e misóginas, onde as mulheres foram objetificadas e sexualizadas. O estudo foca na interseção entre essas estruturas de poder e a opressão de mulheres durante o conflito, destacando como o patriarcado e a objetificação das mulheres estavam intrinsecamente ligados às práticas de guerra. A exploração sexual feminina foi não apenas uma prática de guerra, mas também uma política de Estado, como exemplificado pelo sistema de “conforto” japonês, que foi institucionalizado, contrariamente a outras práticas de prostituição que eram muitas vezes ignoradas ou marginalizadas. A pesquisa se baseia em uma análise feminista e de gênero, considerando o conceito de patriarcado, sexismo, misoginia e objetificação das mulheres. Através de uma abordagem qualitativa, são analisados depoimentos de mulheres vítimas do sistema de conforto, com ênfase na exploração sexual e no tráfico de mulheres durante a Segunda Guerra Mundial. O trabalho busca compreender o papel das estruturas patriarcais na criação e manutenção do sistema de “conforto”, explorando como a objetificação das mulheres foi usada como uma tática de guerra para apaziguar e controlar as tropas japonesas. Além disso, a pesquisa analisa a construção do sistema de conforto japonês e seu impacto nas relações internacionais e nos direitos humanos, com foco nas violações específicas contra mulheres. O estudo propõe uma reflexão sobre o lugar da mulher em contextos de guerra, destacando a necessidade de identificar, problematizar e discutir o papel das mulheres, sejam elas vítimas, soldados ou civis, dentro das dinâmicas de conflito e violência sexual. O trabalho integra teorias de gênero e feminismo para investigar como a cultura patriarcal foi crucial na exploração de mulheres durante o conflito, e como tais práticas ainda reverberam nas análises das relações internacionais e na proteção dos direitos humanos.Item A cultura paraguaia pela perspectiva do Jornal Nicolau: o Paraguai em rede intelectual(2026-03-10) Carmo, Danielle Suave doO jornal Nicolau, publicado em Curitiba de 1987 a 1996, com apoio público da Secretaria do Estado da Cultura, destacou-se como um veículo cultural inovador de forte impacto na cena latino-americana. Com 60 edições, que agora se encontram disponíveis na Biblioteca Pública do Paraná, Nicolau ultrapassou sua função jornalística, promovendo literatura experimental, traduções criativas, textos sobre culturas indígenas, entre outros temas, muitos polêmicos, permeando espaço para a multiplicidade de formas de expressão. Sua postura transgressora e estética artística o consolidaram como um espaço de resistência, memória cultural e construção de identidades plurais. Neste trabalho, de modo mais específico, será analisada a formação de uma rede de intelectuais que assegurou a presença da cultura paraguaia no interior do periódico, fazendo deste canal de comunicação o maior divulgador desta cultura no Brasil, ou, pelo menos, o que mais se abriu à representatividade do país vizinho. A comprovação da hipótese perpassa, necessariamente, pela apresentação de quem fala e o que se fala do Paraguai no Nicolau, bem como pela discussão e uso dos conceitos de redes culturais e intelectuais. Essa rede, constituída em sua maioria por brasileiros e paraguaios, não se limitou ao âmbito regional, pois teceu laços entre outros escritores, articulando uma comunidade que desafiava fronteiras linguísticas e culturais, seja através do uso do portunhol, seja por meio da estética neobarroca, elementos trazidos por autores que continuaram manifestando afinidade mesmo após sua passagem pelo jornal. Parte das discussões em torno da ideia de rede cultural e intelectual, desenvolvida por Álvaro Fernández Bravo e Eduardo Devés-Valdés, reforça a hipótese analisada. O jornal também desempenhou papel fundamental na construção de uma identidade cultural paranaense, embora essa ideia tenha evoluído para uma compreensão plural e interconectada, reconhecendo a diversidade étnica, migratória e fronteiriça do estado. Nicolau valorizou a cultura indígena guarani, traduziu mitos e textos orais, promoveu o diálogo entre diferentes línguas e tradições, problematizou questões sociais, econômicas e políticas, contribuindo para uma visão de cultura de fronteira que rejeita identidades fixas e homogêneas. Hoje o legado de Nicolau permanece vivo através de documentário, publicações fac-similares e estudos acadêmicos, que reforçam sua contribuição para a cultura latino-americana, especialmente pela valorização da cultura paraguaia, pelo diálogo de fronteiras e pelo jornalismo literário de vanguarda. Resumen El periódico Nicolau, publicado en Curitiba de 1987 a 1996 con el apoyo público de la Secretaría de Estado de Cultura, se destacó como un medio cultural innovador con un fuerte impacto en el panorama latinoamericano. Con 60 números, ahora disponibles en la Biblioteca Pública de Paraná, Nicolau trascendió su rol periodístico, promoviendo la literatura experimental, las traducciones creativas, textos sobre culturas indígenas, y otros temas, muchos controvertidos, abriendo un espacio para diversas formas de expresión. Su postura transgresora y su estética artística lo consolidaron como un espacio para la resistencia, la memoria cultural y la construcción de identidades plurales. Este trabajo, más específicamente, analizará la formación de una red de intelectuales que garantizó la presencia de la cultura paraguaya en el periódico, convirtiendo a este canal de comunicación en el mayor promotor de esta cultura em Brasil, o, al menos, en el más abierto a la representación del país vecino. La verificación de la hipótesis pasa necesariamente por presentar quién habla y qué se dice sobre Paraguay en Nicolau, así como discutir y utilizar los conceptos de redes culturales e intelectuales. Esta red, compuesta principalmente por brasileños y paraguayos, no se limitó al ámbito regional, ya que forjó vínculos con otros escritores, articulando una comunidad que desafió las fronteras lingüísticas y culturales, ya sea mediante el uso del portuñol o mediante la estética neobarroca, elementos aportados por autores que continuaron expresando afinidad incluso después de su paso por el periódico. Algunas de las discusiones en torno a la idea de red cultural e intelectual, desarrolladas por Álvaro Fernández Bravo y Eduardo Devés-Valdés, refuerzan la hipótesis analizada. El periódico también desempeñó un papel fundamental en la construcción de la identidad cultural paranaense, si bien esta idea ha evolucionado hacia una comprensión plural e interconectada, que reconoce la diversidad étnica, migratoria y fronteriza del estado. Nicolau valoró la cultura indígena guaraní, tradujo mitos y textos orales, promovió el diálogo entre diferentes lenguas y tradiciones, y problematizó cuestiones sociales, económicas y políticas, contribuyendo a una visión de la cultura fronteriza que rechaza las identidades fijas y homogéneas. Hoy en día, el legado de Nicolau perdura a través de documental, publicaciones facsímiles y estudios académicos, que refuerzan su contribución a la cultura latinoamericana, especialmente por su valoración de la cultura paraguaya, por su diálogo transfronterizo y por su periodismo literario de vanguardia.Item A dicotomia integralidade versus fragmentação no Sistema Único de Saúde - SUS: um olhar a partir da governança(2024) Ramos, Marina SalesA política pública de saúde brasileira possui o desafio de oferecer de forma integral e equitativa os serviços em saúde à toda população brasileira. A criação da Rede de Atenção à Saúde (RAS) se deu com a proposta de organização do Sistema Único de Saúde SUS e com a finalidade de superar esse desafio, através da gestão nas Regiões de Saúde e d o processo de governança colaborativa Sendo assim, o presente estudo objetivou a nalisar como a governança colaborativa pro cessual pode contribuir para a integralidade nas Redes de Atenção à Saúde dos municípios com população até 25 mil habitantes. Para tanto foi realizado um estudo de caso tendo como objeto de análise a Microrregião de Saúde de Pedra Azul MG, com levantamento de da dos através da aplicação de entrevistas semi estruturadas à coordenadores municipais e realizada análise documental, foram 11 informantes de cidades dessa microrregião e 19 documentos analisados. Como resultados tem se que os princípios d e região de saúde não são atendidos; a governança a nível municipal utiliza se de elementos da governança colaborativa processual para seu funcionamento Entretanto a governança microrregional encontra dificuldades nos elementos de coordenação, representatividade e liderança, fragilidade nos níveis de confiança e de controle dos resultados e eficácia das ações. A integralidade em saúde pressupõe o atendimento em todos os níveis de complexidade e para seu acesso é necessário o trânsito dentr o da rede, no entanto n ão foi que se verificou na região estudada, havendo fragmentaç ão do cuidado. Entende se que a RAS é a ferramenta que possibilita a efetivação do cumprimento da integralidade em saúde, todavia, se aplicada à luz da governança colaborativa.Item A dimensão ideológica do imperialismo: a religião protestante como arma de guerra psicológica dos EUA contra a América Latina durante a Guerra Fria.(2024) Lima, Michelle AlvesO imperialismo é uma estrutura complexa de dominação inseparável do modo de produção capitalista, e tem uma dimensão econômica, uma dimensão política e uma dimensão ideológica. Os Estados Unidos, enquanto potência hegemônica à frente do imperialismo desde a Segunda Guerra Mundial, mantém seu domínio por força política, econômica e também por consenso, pela articulação de instituições estatais e internacionais de produção de normas jurídicas e difusão da ideologia alinhada a seus interesses. A partir do método marxista, este trabalho analisa a atuação das classes dominantes, em conluio com organizações religiosas e o governo dos EUA durante a Guerra Fria na América Latina para conter as ideias comunistas e garantir a conformação de sujeitos passivos em relação à sua condição de explorados e, portanto, incapazes de questionar, resistir e se insurgir contra a opressão capitalista internacional. O primeiro capítulo discorre acerca da teoria do imperialismo, a teoria marxista da ideologia e a relação entre estas teorias e a construção da hegemonia estadunidense. O segundo capítulo analisa a teoria marxista da religião e as raízes teológicas da identidade estadunidense e seu comportamento em relação aos demais países. O terceiro capítulo investiga qual foi a estratégia e as táticas das classes dominantes para difusão da ideologia capitalista revestida de um manto da sacralidade na América Latina, a partir de agências missionárias e igrejas pentecostais. Concluiu-se que o projeto hegemônico de difusão do anticomunismo por meio da religião protestante foi bem sucedido na América Latina e seus efeitos destrutivos para a classe trabalhadora permanecem operantes.Item A escravidão negra na cidade de Tefé: meandros escravistas no interior do Amazonas (1850-1884)(2025-09-09) Batista, Alexandre AraújoEsta dissertação tem como objetivo analisar a trajetória da escravidão negra na cidade de Tefé entre 1850 a 1884. A partir das análises documentais e o aporte teórico da História Social, a pesquisa visou entender as experiências e o cotidiano de uma pequena população de negros escravizados de Tefé. Todavia, para que se chegasse ao objetivo, foi necessário entender o processo de inserção escravista pelo litoral amazônico e a expansão territorial portuguesa pelo vale do Amazonas no século XVIII. Em 1850, com o fim do tráfico internacional, a recém criada província do Amazonas e o sistema escravista utilizaram o tráfico interno juntamente com a tributação sob a compra e venda de escravizados para se estabelecer. Através dos relatos de naturalistas/viajantes (Paul Marcoy, Henry Bates e Elizabeth e Luiz Agassiz); Relatórios de Presidentes de Província do Amazonas (1850-1885); periódicos de jornais (Estrella do Amazonas e O Cathechista); e diversos ofícios referentes a Junta Classificadora e Manumissão dos escravizados de Tefé, percebeu-se que a cidade estava inserida nesse contexto escravista, com uma pequena população escravizada, marcada de anonimatos, trabalhos compulsórios, tráficos intra e interprovinciais, e pelos caminhos tortuosos que levaram a liberdade em 1884.Item A estética Decolonial e o protagonismo indígena nas obras da artista Daiara Tukano.(2024) Veiga, Giuliana Adam Tezza daEste trabalho acadêmico propõe uma revisão do papel da arte indígena na construção da cultura brasileira desde a chegada dos europeus ao território brasileiro, culminando em uma análise das obras da artista indígena Daiara Tukano a partir das considerações teóricas propostas por Walter Mignolo em sua teoria da Estética Decolonial. A estética decolonial de Mignolo oferece uma lente crítica para examinar as formas pelas quais as estruturas coloniais persistem na produção e na recepção da arte, destacando a importância de decolonizar tanto os processos de criação quanto os sistemas de valorização estética. Por outro lado, a arte indígena contemporânea de Tukano surge como uma expressão vibrante e resistente da identidade indígena em um contexto pós-colonial, desafiando narrativas dominantes e subvertendo estereótipos, além de representar uma forte referência na atuação de mulheres artistas e indígenas no contexto contemporâneo. Este estudo busca identificar convergências entre as ideias de Mignolo e a prática de Daiara Tukano, investigando como a arte pode ser uma ferramenta para a descolonização epistêmica e a afirmação de identidades marginalizadas. Ao traçar paralelos entre a teoria e a prática, este trabalho contribui para uma compreensão mais profunda das dinâmicas de poder na produção cultural e para o potencial da arte como um espaço de resistência e transformação.Item A importância da unidade nacional e binacional na luta armada para libertação da Guiné-Bissau (1959 - 1974).(2023) Gomes, Basualdo Ireneu dos ReisPartindo do pressuposto que a via armada foi necessária para conquista da independência da Guiné-Bissau e Cabo-verde, o presente trabalho procura contextualizar o processo de luta de libertação na Guiné dita Portuguesa, de 1959 a 1974, traçando um breve histórico de todo o percurso dos nacionalistas que em forma de guerrilha se empenharam para a descolonização do território da Guiné. Este estudo pretende refletir sobre o papel dos nacionalistas Bissauguineenses e cabo-verdianos na vertente política, diplomática e militar durante onze anos de luta armada protagonizada por Amílcar Lopes Cabral e os seus camaradas. Importantes acontecimentos marcaram as etapas de desenrolar dessa luta, assentes na unidade nacional (Comunhão entre distintos grupos étnicos Bissau-guineenses) e unidade binacional (união entre Guiné e Cabo Verde), tendo como o processo inicial de mobilização dos jovens, velhos e camponeses, e os cabo-verdianos residentes na Guiné para aderência ao movimento de libertação nacional. Abordamos a criação da Força Armada Revolucionária do Povo (FARP) que revolucionou a forma de organização militar do Partido Africano para Independência de Guiné e Cabo-verde (PAIGC). Esse partido, mais tarde, veio a proclamar unilateralmente a independência, derrotando assim os inimigos colonialistas portugueses em diferentes vertentes da luta armada. No tocante à metodologia, a pesquisa será realizada com cunho bibliográfico e documental com abordagem de caráter qualitativo e realização de entrevistas de campo.