IELA - Dissertação
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Navegando IELA - Dissertação por Assunto "alfabetização"
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Item A alfabetização de migrantes na legislação brasileira(2026-03-30) Vernalha, Natalia; Marcelo Augusto Rocha (orientador); Laura Janaína D. Amato (coorientadora)Este estudo investiga a alfabetização de crianças migrantes em contexto de fronteira, tomando como recorte o município de Foz do Iguaçu (PR), na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, onde a presença de estudantes internacionais e o multilinguismo tensionam políticas curriculares e práticas escolares. Parte-se do problema de que crianças falantes de espanhol, ainda em processo de aquisição do português, são inseridas em turmas regulares e submetidas a um modelo alfabetizador padronizado (método fônico), sem que legislações, diretrizes curriculares e planejamentos locais explicitem adequações para a diversidade linguística e cultural. O objetivo consiste em analisar as diretrizes legais e normativas que orientam a alfabetização de crianças em cidades de fronteira, com ênfase na legislação brasileira e nas políticas públicas educacionais, bem como examinar as indicações do planejamento anual municipal do 2º ano do ensino fundamental do ano de 2025, quanto ao atendimento de estudantes migrantes. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa (Bardin, 1977), de viés bibliográfico e documental (Gil, 2002), com análise de marcos legais e curriculares nacionais, estaduais e municipais e comparação de contrastes fonológicos entre português e espanhol com apoio do Alfabeto Fonético Internacional. Além da análise de legislações e diretrizes, acerca de políticas curriculares, estudos recentes, como o de Marcondes (2023) e Bedin (2021), apontam os efeitos da padronização promovida pela Base Nacional Comum Curricular, apontando implicações para a autonomia pedagógica e para o atendimento às necessidades de estudantes migrantes. Complementarmente, pesquisas de Amato; Lima, (2022) e Amato; Santos, (2024); Oliveira (2024) e Moraes (2011) evidenciam currículos monolíngues e a realidade multilíngue das regiões de fronteira, enfatizando os desafios na alfabetização de crianças falantes de espanhol, guarani e outras línguas. Os resultados evidenciam tensões e lacunas: embora os dispositivos legais assegurem o acesso à educação, não oferecem orientações pedagógico-curriculares específicas para a alfabetização em situações de diversidade linguística próprias de regiões de fronteira; no plano local, o planejamento municipal não incorpora de forma estruturante diretrizes voltadas ao trabalho com estudantes migrantes. Observa-se, ainda, a centralidade do método fônico como modelo único, cuja eficácia fica comprometida quando aplicado a crianças com repertórios fonológicos distintos, o que demanda ajustes didáticos e políticas de acolhimento linguístico mais consistentes. Conclui-se pela necessidade de fortalecer a articulação entre normativas e práticas escolares, ampliar formações docentes e desenvolver materiais e estratégias interculturais que reconheçam a pluralidade linguística como condição concreta do território e não como exceção. Resumen Este estudio investiga la alfabetización de niños y niñas migrantes en un contexto fronterizo, tomando como recorte el municipio de Foz do Iguaçu (PR), en la región de la Triple Frontera entre Brasil, Paraguay y Argentina, donde la presencia de estudiantes internacionales y el multilingüismo tensionan las políticas curriculares y las prácticas escolares. Se parte del problema de que niños y niñas hispanohablantes, aún en proceso de adquisición del portugués, son incorporados a clases regulares y sometidos a un modelo de alfabetización estandarizado (método fónico), sin que la legislación, las directrices curriculares y la planificación local expliciten adecuaciones para la diversidad lingüística y cultural. El objetivo consiste en analizar las directrices legales y normativas que orientan la alfabetización de niños y niñas en ciudades de frontera, con énfasis en la legislación brasileña y en las políticas públicas educativas, así como examinar las orientaciones del plan anual municipal del 2.º año de la enseñanza primaria para 2025 en lo que respecta a la atención a estudiantes migrantes. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa (Bardin, 1977), de sesgo bibliográfico y documental (Gil, 2002), con análisis de marcos legales y curriculares nacionales, estaduales y municipales, y comparación de contrastes fonológicos entre portugués y español con apoyo del Alfabeto Fonético Internacional. Además del análisis de la legislación y de las directrices en torno a las políticas curriculares, estudios recientes, como los de Marcondes (2023) y Bedin (2021), señalan los efectos de la estandarización promovida por la Base Nacional Común Curricular, destacando implicaciones para la autonomía pedagógica y para la atención a las necesidades de estudiantes migrantes. Complementariamente, investigaciones de Amato y Lima (2022), Amato y Santos (2024), Oliveira (2024) y Moraes (2011) evidencian la tensión entre currículos monolingües y la realidad multilingüe de las regiones de frontera, enfatizando los desafíos en la alfabetización de niños y niñas hablantes de español, guaraní y otras lenguas. Los resultados evidencian tensiones y vacíos: aunque los dispositivos legales garantizan el acceso a la educación, no ofrecen orientaciones pedagógico-curriculares específicas para la alfabetización en situaciones de diversidad lingüística propias de regiones fronterizas; en el plano local, la planificación municipal no incorpora de manera estructurante directrices orientadas al trabajo con estudiantes migrantes. Se observa, además, la centralidad del método fónico como modelo único, cuya eficacia se ve comprometida cuando se aplica a niños y niñas con repertorios fonológicos distintos, lo que exige ajustes didácticos y políticas de acogida lingüística más consistentes. Se concluye que es necesario fortalecer la articulación entre normativas y prácticas escolares, ampliar la formación docente y desarrollar materiales y estrategias interculturales que reconozcan la pluralidad lingüística como una condición concreta del territorio y no como una excepción.