O currículo do Ciclo Comum de Estudos da UNILA: entre o colonial e o decolonial

dc.contributor.authorCatalano, Danilo Espindola
dc.date.accessioned2026-07-23T13:44:29Z
dc.date.available2026-07-23T13:44:29Z
dc.date.issued2026-07-23
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.
dc.description.abstractA presente pesquisa tem como objetivo realizar uma análise documental centrada no eixo de Línguas do Ciclo Comum de Estudos (CCE) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), a partir de uma perspectiva decolonial. Busca-se compreender como a política pedagógica da instituição — em contraste com o próprio processo de construção da universidade — concebe os conceitos de interculturalidade e bilinguismo. Para tanto, estabelece-se um diálogo entre as concepções apresentadas nos documentos institucionais e as discussões desenvolvidas por autoras e autores como Catherine Walsh (2014), na definição de interculturalidade; Aníbal Quijano (2020), na contextualização da decolonialidade que fundamenta esta pesquisa; e Antonieta Heyden Megale (2018), na elaboração do conceito de bilinguismo. A partir dessas contribuições teóricas, tais conceitos constituem a base analítica para a leitura das especificidades do CCE. A análise evidencia que, embora a interculturalidade e o bilinguismo estejam presentes como princípios orientadores da política pedagógica da universidade, ambos são tratados de forma limitada em seus fundamentos teóricos e em sua materialização nas práticas institucionais. Verificou-se, ainda, que a centralidade atribuída às duas línguas oficiais, a predominância de docentes brasileiros e a reduzida participação das comunidades na formulação do projeto institucional constituem desafios para a consolidação de uma proposta intercultural crítica. Conclui-se que a aproximação da UNILA a práticas interculturais de caráter decolonial depende não apenas do aprofundamento conceitual de sua política pedagógica, mas também da ampliação da participação das comunidades que compõem seu território de inserção e da reconfiguração de suas bases epistemológicas. Embora a diversidade latino-americana imponha desafios à construção de um projeto que contemple todo o continente, a pesquisa indica que o fortalecimento das relações interculturais com a região fronteiriça em que a universidade está inserida pode representar um caminho mais consistente para a efetivação dos princípios que orientaram sua criação. Resumen La presente investigación tiene como objetivo realizar un análisis documental centrado en el eje de Lenguas del Ciclo Común de Estudios (CCE) de la Universidad Federal de la Integración Latinoamericana (UNILA), desde una perspectiva decolonial. Se busca comprender cómo la política pedagógica de la institución —en contraste con el propio proceso de construcción de la universidad— concibe los conceptos de interculturalidad y bilingüismo. Para ello, se establece un diálogo entre las concepciones presentes en los documentos institucionales y las discusiones desarrolladas por autoras y autores como Catherine Walsh (2014), en la definición de interculturalidad; Aníbal Quijano (2020), en la contextualización de la decolonialidad que fundamenta esta investigación; y Antonieta Heyden Megale (2018), en la elaboración del concepto de bilingüismo. A partir de estas contribuciones teóricas, dichos conceptos constituyen la base analítica para la lectura de las especificidades del CCE. El análisis evidencia que, si bien la interculturalidad y el bilingüismo están presentes como principios orientadores de la política pedagógica de la universidad, ambos son abordados de manera limitada en sus fundamentos teóricos y en su materialización en las prácticas institucionales. Asimismo, se constató que la centralidad atribuida a las dos lenguas oficiales, el predominio de docentes brasileños y la reducida participación de las comunidades en la formulación del proyecto institucional constituyen desafíos para la consolidación de una propuesta intercultural crítica. Se concluye que la aproximación de la UNILA a prácticas interculturales de carácter decolonial depende no solo de una mayor profundización conceptual de su política pedagógica, sino también de la ampliación de la participación de las comunidades que conforman su territorio de inserción y de la reconfiguración de sus bases epistemológicas. Aunque la diversidad latinoamericana impone desafíos para la construcción de un proyecto que contemple a todo el continente, la investigación indica que el fortalecimiento de las relaciones interculturales con la región fronteriza en la que se inserta la universidad puede representar un camino más consistente para la concreción de los principios que orientaron su creación.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9916
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectUNILA
dc.subjectbilinguismo
dc.subjectinterculturalidade
dc.subjectdecolonialidade
dc.titleO currículo do Ciclo Comum de Estudos da UNILA: entre o colonial e o decolonial
dcterms.abstractThis research aims to conduct a documentary analysis focused on the Languages axis of the Common Cycle of Studies (CCE) at the Federal University for Latin American Integration (UNILA) from a decolonial perspective. It seeks to understand how the institution's pedagogical policy—contrasted with the university's own founding process—conceives the concepts of interculturality and bilingualism. To this end, a dialogue is established between the conceptions presented in the institutional documents and the discussions developed by scholars such as Catherine Walsh (2014), regarding the definition of interculturality; Aníbal Quijano (2020), regarding the decolonial perspective that underpins this research; and Antonieta Heyden Megale (2018), regarding the concept of bilingualism. Based on these theoretical contributions, these concepts constitute the analytical framework for examining the specificities of the CCE. The analysis shows that, although interculturality and bilingualism are presented as guiding principles of the university's pedagogical policy, both are addressed in a limited manner regarding their theoretical foundations and their implementation in institutional practices. Furthermore, the centrality assigned to the university's two official languages, the predominance of Brazilian faculty members, and the limited participation of local communities in the formulation of the institutional project constitute significant challenges to the consolidation of a critical intercultural proposal. The findings indicate that UNILA's advancement toward decolonial intercultural practices depends not only on a deeper conceptual development of its pedagogical policy but also on expanding the participation of the communities that constitute its territory of engagement and on reconfiguring the epistemological foundations that guide knowledge production. Although Latin America's diversity poses challenges to the construction of a project capable of encompassing the entire continent, the study suggests that strengthening intercultural relations with the border region in which the university is located may provide a more consistent path toward fulfilling the principles that inspired its creation.

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