HISTÓRIA E LITERATURA: A RESSIGNIFICAÇÃO DA BRUXARIA NO ROMANCE AKELARRE (2019), DE MARIO MENDOZA.
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2026
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Resumo
Este trabalho examina a representação da bruxaria no romance Akelarre (2019), de Mario Mendoza, analisando-a como uma ressignificação de práticas historicamente estigmatizadas. Parte-se da premissa de que a construção da bruxaria como heresia demoníaca pelos tribunais da Inquisição serviu como mecanismo de controle sobre os corpos femininos, refletindo dinâmicas de poder que persistem na modernidade. No enredo, ambientado no caos urbano de Bogotá, a bruxaria emerge não como elemento fantástico, mas como forma de resistência e transgressão. Através das trajetórias de Frank Molina, do padre Lázaro e, sobretudo, de Letícia , que se descobre bruxa em meio a uma série de assassinatos de prostitutas, e também da bruxa Mama Larisa. A partir de referenciais teórico-metodológicos na relação entre História e Literatura, a análise demonstra que obra revela o uso político de saberes ancestrais, destacando práticas como a parteria, o aborto e o uso medicinal de plantas como ferramentas de autonomia contra a violência patriarcal e a herança colonial. Assim, a narrativa de Mendoza é utilizada para refletir sobre a marginalização social e a potência desses saberes dissidentes na Colômbia contemporânea.
Abstract
Descrição
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História.
Palavras-chave
Literatura, História e crítica. Teoria, Colombia, Feitiçaria, Bruxaria, Historia, Mario Mendoza, Akelarre