A mercantilização do corpo feminino no Instagram: explorando as conexões entre a construção de identidade, consumo e padrões de beleza

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Data

2026-01-10

Autores

Toebe, Ana Luiza

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Resumo

O presente trabalho, desenvolvido sob a perspectiva do Serviço Social, tem como objetivo geral analisar como o fenômeno da exploração, objetificação e mercantilização do corpo feminino acontece na dinâmica rede social Instagram, contribuindo para a disseminação de padrões de beleza socialmente determinados. Para isso, o estudo segue três objetivos específicos: realiza um resgate histórico da representação do corpo feminino na sociedade e a definição de padrões de beleza; investiga como a rede social funciona enquanto espaço de reprodução e ampliação da mercantilização; e discute o movimento ciberfeminismo como um horizonte para o enfrentamento da reprodução e ampliação dessa mercantilização no ambiente virtual. A abordagem metodológica adotada para a pesquisa caracteriza-se como exploratória e qualitativa, bem como se utilizou a pesquisa bibliográfica e documental para o levantamento de dados e a fundamentação teórica. Além disso, o estudo se orienta pelo método do materialismo histórico-dialético, permitindo compreender o fenômeno em sua historicidade, totalidade e contradições, relacionando a mercantilização dos corpos às determinações estruturais do modo de produção capitalista. As investigações apontam que a dinâmica do Instagram não é feita de maneira neutra, sendo um espaço que reforça padrões estéticos, como a juventude e magreza, transformando o corpo feminino em um produto a ser consumido e gerando um ambiente de constante autoavaliação e comparação. Essa dinâmica acaba por capitalizar a insatisfação feminina, que serve aos interesses do mercado altamente lucrativo da beleza. Por fim, o trabalho aponta o ciberfeminismo como um movimento essencial para o enfrentamento das opressões de gênero no ciberespaço, oferecendo horizontes para a luta por um projeto social livre de explorações e desigualdades. Resumen El presente trabajo, desarrollado desde la perspectiva del Servicio Social, tiene como objetivo general analizar cómo se produce el fenómeno de la explotación, la cosificación y la mercantilización del cuerpo femenino en la dinámica red social Instagram, contribuyendo a la difusión de patrones de belleza socialmente determinados. Para ello, el estudio persigue tres objetivos específicos: realizar un repaso histórico de la representación del cuerpo femenino en la sociedad y la definición de los patrones de belleza; investigar cómo la red social funciona como espacio de reproducción y ampliación de la mercantilización; y discutir el movimiento ciberfeminista como un horizonte para hacer frente a la reproducción y ampliación de esta mercantilización en el entorno virtual. El enfoque metodológico adoptado para la investigación se caracteriza por ser exploratorio y cualitativo, y se utilizó la investigación bibliográfica y documental para la recopilación de datos y la fundamentación teórica. Además, el estudio se orienta por el método del materialismo histórico-dialéctico, lo que permite comprender el fenómeno en su historicidad, totalidad y contradicciones, relacionando la mercantilización de los cuerpos con las determinaciones estructurales del modo de producción capitalista. Las investigaciones apuntan a que la dinámica de Instagram no es neutra, sino que es un espacio que refuerza patrones estéticos, como la juventud y la delgadez, transformando el cuerpo femenino en un producto de consumo y generando un ambiente de constante autoevaluación y comparación. Esta dinámica acaba capitalizando la insatisfacción femenina, lo que beneficia a los intereses del altamente lucrativo mercado de la belleza. Finalmente, el trabajo señala el ciberfeminismo como un movimiento esencial para hacer frente a las opresiones de género en el ciberespacio, ofreciendo horizontes para la lucha por un proyecto social libre de explotaciones y desigualdades.

Abstract

This study, developed from a social work perspective, aims to analyze how the exploitation, objectification, and commodification of the female body occurs in the dynamic social network Instagram, contributing to the dissemination of socially determined beauty standards. To this end, the study has three specific objectives: to provide a historical overview of the representation of the female body in society and the definition of beauty standards; to investigate how social media functions as a space for the reproduction and expansion of commodification; and to discuss the cyberfeminism movement as a way of confronting the reproduction and expansion of this commodification in the virtual environment. The methodological approach adopted for the research is characterized as exploratory and qualitative, using bibliographic and documentary research for data collection and theoretical foundation. Furthermore, the study is guided by the method of historical-dialectical materialism, allowing the phenomenon to be understood in its historicity, totality, and contradictions, relating the commodification of bodies to the structural determinations of the capitalist mode of production. The investigations indicate that the dynamics of Instagram are not neutral, as it is a space that reinforces aesthetic standards, such as youth and thinness, transforming the female body into a product to be consumed and generating an environment of constant self-evaluation and comparison. This dynamic ends up capitalizing on female dissatisfaction, serving the interests of the highly lucrative beauty market. Finally, the work points to cyberfeminism as an essential movement for confronting gender oppression in cyberspace, offering horizons for the struggle for a social project free of exploitation and inequality.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Serviço Social.

Palavras-chave

Instagram, corpo feminino, mercantilização, ciberfeminismo

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