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Submissões Recentes
¿Es posible deshumanizar sin haber nunca humanizado?
(2026-06-09) Pereira, Diana Araujo
A integração do Parque Nacional do Iguaçu e Parque Nacional Iguazú e as contribuições das duas unidades de conservação para a divulgação científica e a educação ambiental
(2026-06-09) Pinheiro, Wemerson Augusto da Silva
A pesquisa analisa os processos de integração, divulgação científica e educação ambiental entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina), considerando seus planos de manejo e as práticas desenvolvidas por gestores, pesquisadores e comunidades do entorno. A análise parte do marco legal e institucional de ambos os países, incluindo o enquadramento internacional da IUCN e a condição de Patrimônio Natural Mundial reconhecidapela UNESCO, para compreender como se articulam estratégias de conservação, pesquisa de longa duração, educação ambiental e cooperação transfronteiriça. Metodologicamente, o estudo combina revisão documental (planos de manejo e legislações específicas) e entrevistas semiestruturadas com servidores/as e pesquisadores/as vinculados/as às duas unidades, identificando desafios epotencialidades na gestão compartilhada. Os depoimentos evidenciam dilemas relacionados à burocracia para circulação de equipes e compartilhamento de dados, mostram a fragilidade dos vínculos institucionais entre pesquisa e gestão e destacam a necessidade de ampliar a comunicação científica com as comunidades locais. Ao mesmo tempo, apontam avanços significativos e experiências inovadoras em educação ambiental, tanto no Brasil quanto na Argentina. Este estudo, caracterizado como pesquisa de campo, demonstra que os parques, embora enfrentem pressões políticas, turísticas, territoriais e institucionais, funcionam como laboratórios privilegiados para práticas de ciência aberta, integração regional e formação de acervos digitais de memória socioambiental.
Resumen
La investigación analiza los procesos de integración, divulgación científica y educación ambiental entre el Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) y el Parque Nacional Iguazú (Argentina), considerando sus planes de manejo y las prácticas desarrolladas por gestores, investigadores y comunidades del entorno. El análisis parte del marco legal e institucional de ambos países, incluyendo el encuadre internacional de la IUCN y la condición de Patrimonio Natural Mundial reconocida por la UNESCO, con el fin de comprender cómo se articulan las estrategias de conservación, investigación de larga duración, educación ambiental y cooperación transfronteriza. Metodológicamente, el estudio combina la revisión documental de planes de manejo y legislaciones específicas con entrevistas semiestructuradas a funcionarios e investigadores vinculados a ambas unidades,identificando desafíos y potencialidades en la gestión compartida. Los testimonios evidencian dilemas relacionados con la burocracia para la circulación de equipos y el intercambio de datos, muestran la fragilidad de los vínculos institucionales entre investigación y gestión y destacan la necesidad de ampliar la comunicación científica con las comunidades locales. Al mismo tiempo, señalan avances significativos y experiencias innovadoras en educación ambiental, tanto en Brasil como en Argentina.Esteestudio, caracterizado como investigación de campo, de muestra que los parques, aunque enfrentan presiones políticas, turísticas, territoriales e institucionales, funcionan como laboratorios privilegiados para prácticas de ciencia abierta, integración regional y formación de acervos digitales de memoria socioambiental.
Brasil e Relações Internacionais a proposta de democratização do Conselho de Segurança da ONU
(2026-06-08) Carvalho, Ângelo Rodrigues de; Lucas Ribeiro Mesquita (orientador)
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) é uma das mais poderosas organizações no sistema internacional, com responsabilidades cruciais em manter a paz e a segurança globais. Entretanto, sua estrutura, formada após a Segunda Guerra Mundial, tem sido criticada por refletir uma ordem mundial obsoleta, concentrando poder em um pequeno grupo de países. O Brasil, uma potência emergente no cenário internacional, tem sido um dos principais defensores da reforma do CSNU, com ênfase na sua democratização. Este artigo analisa a posição do Brasil quanto à reforma do Conselho de Segurança, destacando os principais argumentos brasileiros, o histórico da proposta e os desafios enfrentados. Além disso, discute-se como a democratização do Conselho poderia impactar as relações internacionais, especialmente em relação aos países em desenvolvimento.
Sabores e práticas alimentares na migração: entre memórias, territórios e identidades
(2026-06-03) Gomes, Mariana Oliveira de
Esta dissertação investiga as práticas alimentares de migrantes latino-americanas e caribenhas em Foz do Iguaçu, explorando como a alimentação atua como espaço de memória, resistência cultural e processos de identidade. A pesquisa surge a partir da intersecção entre minha experiência migratória e as trajetórias de pessoas provenientes de diferentes regiões da América Latina e do Caribe, reconhecendo a comida como elo entre passado e presente, territórios de origem e territórios habitados, e entre o eu e o outro. O estudo foi realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco participantes – oriundas da região norte do brasil, do Paraguai, da Bolívia e do Haití, conduzidas em ambientes simbólicos de convivência, como cozinhas e mesas de refeições, que favoreceram a expressão livre de memórias afetivas e sensoriais. A abordagem metodológica combina perspectiva qualitativa e o método indiciário de Carlo Ginzburg, atentando para pequenos sinais, materialidades discretas e tramas afetivas presentes nas experiências alimentares migrantes. A Teoria das Comarcas de Ángel Rama orienta a análise dos territórios simbólicos e das dimensões culturais que moldam as práticas alimentares e os sentidos atribuídos a elas. Os objetivos específicos da pesquisa foram: descrever o percurso metodológico e a escolha das participantes; investigar como alimentação, memórias, cheiros e sabores se reorganizam na migração e expressam identidade, pertencimento e vínculos com o território; e apresentar os alimentos transportados nas migrações, suas trajetórias, memórias e vínculos afetivos e culturais. Os resultados revelam que pratos tradicionais – como a sopa de maní, o Legim, o Vori-vori, a Maniçoba e o Açaí – funcionam como pontos de ancoragem entre memória, identidade e território, fortalecendo vínculos afetivos, familiares e comunitários. A alimentação emergiu como instrumento de resistência cultural, ressignificação identitária e criação de novas territorialidades, permitindo às participantes negociar rupturas e continuidades em suas trajetórias migratórias. Além disso, práticas coletivas, como preparação e compartilhamento de refeições, demonstram o papel da comida na construção de pertencimento e na manutenção de conexões interculturais, especialmente no contexto da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), que atua como espaço integrador de experiências migrantes e como território simbólico de mediação cultural. A dissertação contribui para a compreensão das interseções entre migração, alimentação e identidade, evidenciando que a comida não apenas preserva memórias do passado, mas também atua na adaptação a novos territórios e na afirmação de identidades em transformação.
Resumen
Esta disertación investiga las prácticas alimentarias de migrantes latinoamericanas y caribeñas en Foz do Iguaçu, explorando cómo la alimentación actúa como espacio de memoria, resistencia cultural y procesos de identidad. La investigación surge de la intersección entre mi propia experiencia migratoria y las trayectorias de personas provenientes de diferentes regiones de América Latina y el Caribe, reconociendo la comida como vínculo entre pasado y presente, territorios de origen y territorios habitados, y entre el otro y yo. El estudio se realizó a partir de entrevistas semiestructuradas con cinco participantes migrantes (de la región norte de Brasil, de Paraguay, Bolivia y Haití), conducidas en espacios simbólicos de convivencia, como cocinas y mesas de comedor, que favorecieron la libre expresión de recuerdos afectivos y sensoriales. El enfoque metodológico combina perspectiva cualitativa y el método indiciario de Carlo Ginzburg, prestando atención a pequeños signos, materialidades discretas y tramas afectivas presentes en las experiencias alimentarias de los migrantes. La Teoría de las Comarcas de Ángel Rama orienta el análisis de los territorios simbólicos y de las dimensiones culturales que configuran las prácticas alimentarias y los significados atribuidos a ellas. Los objetivos específicos de la investigación fueron: describir el recorrido metodológico y la selección de las participantes; investigar cómo la alimentación, los recuerdos, los olores y los sabores se reorganizan en la migración y expresan identidad, pertenencia y vínculos con el territorio; y presentar los alimentos transportados en las migraciones, sus trayectorias, memorias y vínculos afectivos y culturales. Los resultados muestran que platos tradicionales – como la sopa de maní, el Legim, el Vori-vori, la Maniçoba y el Açaí – funcionan como puntos de anclaje entre memoria, identidad y territorio, fortaleciendo vínculos afectivos, familiares y comunitarios. La alimentación emerge como instrumento de resistencia cultural, resignificación identitaria y creación de nuevas territorialidades, permitiendo a las participantes negociar rupturas y continuidades en sus trayectorias migratorias. Además, prácticas colectivas como la preparación y el compartir de las comidas demuestran el papel de la comida en la construcción de pertenencia y en el mantenimiento de conexiones interculturales, especialmente en el contexto de la Universidad Federal de la Integración Latinoamericana (UNILA), que actúa como espacio integrador de experiencias migrantes y como territorio simbólico de mediación cultural. La tesis contribuye a la comprensión de las intersecciones entre migración, alimentación e identidad, evidenciando que la comida no solo preserva memorias del pasado, sino que también facilita la adaptación a nuevos territorios y la afirmación de identidades en transformación.
Práticas de automedicação em contextos de vulnerabilidade: estudo entre pacientes ambulatoriais no Hospital GHESKIO, Porto Príncipe, Haiti (março de 2025)
(2026-06-02) Lamothe, Johny
A automedicação constitui um fenômeno complexo influenciado por fatores culturais, sociais e econômicos, configurando-se como um desafio relevante para os sistemas de saúde, especialmente em contextos de vulnerabilidade. No Haiti, esse cenário é particularmente preocupante, uma vez que estudos realizados em hospitais de Porto Príncipe, como o Hospital Universitário Estatal (HUEH) e o Hospital GHESKIO, evidenciam altos índices de uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, dos quais a amoxicilina representa 45,5% das substâncias utilizadas sem prescrição. Este Trabalho de Conclusão de Curso teve como objetivo compreender os padrões, as motivações e os determinantes da automedicação em pacientes atendidos em consultas de clínica geral na cidade de Porto Príncipe. Para isso, realizou-se inicialmente a aplicação de um questionário estruturado a 250 pacientes maiores de 18 anos, atendidos ambulatorialmente no Hospital GHESKIO entre os dias 2 e 30 de maio de 2025. A amostragem ocorreu de forma não probabilística intencional, incluindo indivíduos que relataram prática de automedicação nos seis meses anteriores. O instrumento permitiu a coleta de dados sociodemográficos (idade, sexo, escolaridade), bem como informações sobre fatores individuais, sociais e estruturais relacionados ao comportamento de automedicar-se, abrangendo motivações, tipos de medicamentos utilizados, formas de aquisição e percepção da gravidade dos sintomas. Paralelamente, foram analisados dados secundários provenientes de pesquisas já publicadas sobre automedicação no Haiti e em regiões com características similares. Essa etapa possibilitou contextualizar o fenômeno no âmbito local e reforçar os achados da investigação primária. Os resultados obtidos permitiram não apenas caracterizar o comportamento de automedicação na população estudada, mas também subsidiar a elaboração de recomendações voltadas à promoção de ações educativas e ao desenvolvimento de políticas públicas específicas com intuito de reduzir os riscos associados ao uso inadequado de medicamentos, incluindo reações adversas, erros terapêuticos e o agravamento da resistência antimicrobiana, contribuindo para a melhoria da saúde pública na capital haitiana.