EFEITOS DO JEJUM INTERMITENTE 16/8 NO CONTROLE GLICÊMICO DE ADULTOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

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2026-08-17

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O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) constitui uma das doenças metabólicas crônicas mais prevalentes do mundo contemporâneo, demandando estratégias terapêuticas eficazes, seguras e sustentáveis ao longo do tempo. Entre as abordagens dietéticas não farmacológicas emergentes, o jejum intermitente (JI), particularmente no formato de restrição temporal 16/8 (dezesseis horas de jejum e oito horas de janela alimentar), tem acumulado evidências consistentes de benefício clínico. Esta revisão integrativa da literatura teve como objetivo sintetizar, de forma aprofundada, o corpo de evidências científicas publicado entre 2020 e 2026 acerca dos efeitos do protocolo 16/8 sobre o controle glicêmico, a composição corporal, a sensibilidade à insulina e a segurança farmacológica de adultos com DM2. Foi conduzido um levantamento bibliográfico sistematizado nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Cochrane Library e Web of Science, com seleção de ensaios clínicos randomizados (RCTs), estudos crossover e meta-análises, seguindo as etapas recomendadas pelo fluxograma PRISMA. Ao todo, foram incorporados 22 estudos primários e revisões sistemáticas à síntese. Os resultados indicam, de forma consistente, que o protocolo 16/8 promove reduções clinicamente relevantes na hemoglobina glicada (HbA1c) — variando de -0,11% (IC95%: -0,15 a -0,07) a -1,85%, conforme o estudo e a população analisada — e na glicemia de jejum (redução de até -0,74 mmol/L; IC95%: -1,13 a -0,36), com magnitude comparável, e em alguns cenários superior, à obtida com a restrição calórica contínua (RCC), além de ampliar em até +10,51% (IC95%: 6,81 a 14,21) o tempo em faixa glicêmica normal (time in range). A perda de peso, sobretudo da adiposidade visceral, figura como o principal determinante da melhora metabólica, mas mecanismos independentes de sensibilização à insulina, mediados pelas vias AMPK/SIRT1, PI3K/Akt e pela translocação de GLUT4, também foram documentados, assim como o papel sinalizador do β-hidroxibutirato. A adesão ao protocolo é elevada (em média 6,1 dos 7 dias semanais) e sua segurança é considerada satisfatória sob supervisão médica, com atenção especial ao ajuste proativo de insulina e sulfonilureias. Conclui-se que o JI 16/8 representa uma ferramenta terapêutica viável, eficaz e bem tolerada para o manejo do DM2, sendo a individualização do protocolo, a atenção à crononutrição e o acompanhamento farmacológico rigoroso elementos fundamentais para a otimização dos desfechos clínicos.

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Palavras-chave

Jejum Intermitente. Diabetes Mellitus Tipo 2. Controle Glicêmico

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