Efeitos do jejum intermitente 16/8 no controle glicêmico de adultos com diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa da literatura
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Data
2026-08-17
Autores
Guimarães, Alysson Roberto Alves
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Resumo
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) constitui uma das doenças metabólicas crônicas mais prevalentes do mundo contemporâneo, demandando estratégias terapêuticas eficazes, seguras e sustentáveis ao longo do tempo. Entre as abordagens dietéticas não farmacológicas emergentes, o jejum intermitente (JI), particularmente no formato de restrição temporal 16/8 (dezesseis horas de jejum e oito horas de janela alimentar), tem acumulado evidências consistentes de benefício clínico. Esta revisão narrativa teve como objetivo sintetizar, de forma aprofundada, o corpo de evidências científicas publicado entre 2020 e 2026 acerca dos efeitos do protocolo 16/8 sobre o controle glicêmico, a composição corporal, a sensibilidade à insulina e a segurança farmacológica de adultos com DM2. Foi conduzido um levantamento bibliográfico extenso nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Cochrane Library e Web of Science, com seleção de ensaios clínicos randomizados (RCTs), estudos crossover e meta-análises. Ao todo, foram incorporados mais de vinte estudos primários e revisões sistemáticas, ampliando substancialmente o corpo de evidência analisado em relação a versões preliminares deste trabalho. Os resultados indicam, de forma consistente, que o protocolo 16/8 promove reduções clinicamente relevantes na hemoglobina glicada (HbA1c) e na glicemia de jejum, com magnitude comparável — e em alguns cenários superior — à obtida com a restrição calórica contínua (RCC), além de ampliar o tempo em faixa glicêmica normal (time in range). A perda de peso, sobretudo da adiposidade visceral, figura como o principal determinante da melhora metabólica, mas mecanismos independentes de sensibilização à insulina, mediados pelas vias AMPK/SIRT1, PI3K/Akt e pela translocação de GLUT4, também foram documentados, assim como o papel sinalizador do β-hidroxibutirato. A adesão ao protocolo é elevada e sua segurança é considerada satisfatória sob supervisão médica, com atenção especial ao ajuste proativo de insulina e sulfonilureias. Conclui-se que o JI 16/8 representa uma ferramenta terapêutica viável, eficaz e bem tolerada para o manejo do DM2, sendo a individualização do protocolo, a atenção à crononutrição e o acompanhamento farmacológico rigoroso elementos fundamentais para a otimização dos desfechos clínicos.
Abstract
Descrição
Palavras-chave
diabetes, jejum , metabolismo, controle glicêmico