O desvio do conceito de inconsciente pelo estruturalismo: Lévi-Strauss entre Freud e Lacan
| dc.contributor.author | Almeida, Guilherme Borges | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-14T13:19:20Z | |
| dc.date.available | 2026-07-14T13:19:20Z | |
| dc.date.issued | 2026-07-14 | |
| dc.description | Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Filosofia – Licenciatura. | |
| dc.description.abstract | Este trabalho investiga a trajetória do conceito de inconsciente entre a psicanálise freudiana, a antropologia estrutural de Claude Lévi-Strauss e a releitura proposta por Jacques Lacan, buscando compreender o papel desempenhado pelo estruturalismo na reformulação desse conceito fundamental da teoria psicanalítica. Argumenta-se que o conceito de inconsciente estrutural em Jacques Lacan não deve ser entendido apenas a partir da aproximação da psicanálise com a linguística saussuriana, mas também como tributário da antropologia estrutural de Lévi-Strauss. Nesta, o conceito de inconsciente já é empregado em um sentido declaradamente distinto daquele formulado por Freud. A noção levistraussiana de inconsciente — concebida como simbólica, formal, não psicológica, esvaziada de conteúdos mentais e não circunscrita a um aparelho psíquico — não apenas fornece as bases para as elaborações lacanianas, como também parece explicitar um inconsciente já subjacente às discussões abertas pela linguística acerca do valor simbólico dos signos. Destaca-se, assim, que a mediação realizada por Lévi-Strauss entre Lacan e a linguística estrutural é particularmente relevante para a formulação do conceito de inconsciente. A trajetória conceitual do inconsciente realiza, desse modo, um percurso que vai de Freud a Lévi-Strauss e retorna à psicanálise por meio de Lacan, configurando um desvio teórico que não pode ser compreendido exclusivamente em termos intrapsicanalíticos. Sendo um conceito basilar para a psicanálise, o fato de ele ser tomado do estruturalismo — e não diretamente de Sigmund Freud — confere um sentido particular ao “retorno a Freud” empreendido por Lacan e à sua pretensa fidelidade à descoberta freudiana. Sustenta-se, por fim, que o inconsciente estrutural constitui simultaneamente o terreno comum e o ponto de fricção entre antropologia e psicanálise, configurando uma rivalidade teórica que impôs limites ao prosseguimento do diálogo entre Lévi-Strauss e Lacan. Resumen Este trabajo investiga la trayectoria del concepto de inconsciente entre el psicoanálisis freudiano, la antropología estructural de Claude Lévi-Strauss y la reinterpretación propuesta por Jacques Lacan, con el objetivo de comprender el papel desempeñado por el estructuralismo en la reformulación de este concepto fundamental de la teoría psicoanalítica. Se sostiene que el concepto de inconsciente estructural en Jacques Lacan no debe entenderse solamente a partir del acercamiento entre el psicoanálisis y la lingüística saussuriana, sino también como tributario de la antropología estructural de LéviStrauss. En esta última, el concepto de inconsciente ya es empleado en un sentido declaradamente distinto de aquel formulado por Freud. La noción levistraussiana de inconsciente —concebida como simbólica, formal, no psicológica, desprovista de contenidos mentales y no circunscrita a un aparato psíquico— no solo proporciona las bases para las elaboraciones lacanianas, sino que también parece explicitar un inconsciente ya subyacente a las discusiones abiertas por la lingüística acerca del valor simbólico de los signos. Se destaca, así, que la mediación realizada por Lévi-Strauss entre Lacan y la lingüística estructural resulta particularmente relevante para la formulación del concepto de inconsciente. La trayectoria conceptual del inconsciente sigue, de este modo, un recorrido que va de Freud a Lévi-Strauss y retorna al psicoanálisis por medio de Lacan, configurando un desvío teórico que no puede comprenderse exclusivamente en términos intrapsicoanalíticos. Ya que se trata de un concepto fundamental para el psicoanálisis, el hecho de que sea tomado del estructuralismo —y no directamente de Sigmund Freud— confiere un sentido particular al “retorno a Freud” emprendido por Lacan y a su pretendida fidelidad al descubrimiento freudiano. Finalmente, se sostiene que el inconsciente estructural constituye simultáneamente el terreno común y el punto de fricción entre la antropología y el psicoanálisis, configurando una rivalidad teórica que impuso límites a la continuidad del diálogo entre Lévi-Strauss y Lacan. | |
| dc.identifier.uri | https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9881 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | inconsciente | |
| dc.subject | estruturalismo | |
| dc.subject | Antropologia | |
| dc.subject | psicanálise | |
| dc.title | O desvio do conceito de inconsciente pelo estruturalismo: Lévi-Strauss entre Freud e Lacan | |
| dcterms.abstract | This study investigates the trajectory of the concept of the unconscious across Freudian psychoanalysis, the structural anthropology of Claude Lévi-Strauss, and the reinterpretation proposed by Jacques Lacan, seeking to understand the role played by structuralism in the reformulation of this fundamental concept of psychoanalytic theory. It is argued that Jacques Lacan’s concept of the structural unconscious should not be understood merely in terms of the rapprochement between psychoanalysis and Saussurean linguistics, but also as indebted to the structural anthropology of Lévi-Strauss. Within the latter, the concept of the unconscious is already employed in a sense that is explicitly distinct from that formulated by Freud. The Lévi-Straussian notion of the unconscious — conceived as symbolic, formal, non-psychological, emptied of mental contents, and not circumscribed to a psychic apparatus — not only provides the basis for Lacanian elaborations, but also seems to make explicit an unconscious already underlying the discussions opened by linguistics concerning the symbolic value of signs. Thus, the mediation carried out by Lévi-Strauss between Lacan and structural linguistics is highlighted as particularly relevant to the formulation of the concept of the unconscious. The conceptual trajectory of the unconscious therefore follows a path that moves from Freud to Lévi-Strauss and returns to psychoanalysis through Lacan, configuring a theoretical detour that cannot be understood exclusively in intrapsychoanalytic terms. As a foundational concept for psychoanalysis, the fact that it is derived from structuralism — and not directly from Sigmund Freud — confers a particular meaning on Lacan’s “return to Freud” and on his purported fidelity to the Freudian discovery. Finally, it is argued that the structural unconscious simultaneously constitutes both the common ground and the point of friction between anthropology and psychoanalysis, giving rise to a theoretical rivalry that imposed limits on the continuation of the dialogue between LéviStrauss and Lacan. |
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