VIDA E MORTE NA FILOSOFIA POLÍTICA DE THOMAS HOBBES
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Data
2026-07-21
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Resumo
Ao analisar a filosofia política de Thomas Hobbes, observa-se que a vida e a morte constituem um tema importante para o Estado. O problema que orienta este estudo pode ser formulado da seguinte maneira: compreender de que modo a recomposição das ideias de vida e de morte no interior do pensamento hobbesiano contribuiu para o fortalecimento do contrato social e para a consolidação da ordem política. Antes do Estado civil, vivia-se em um estado de natureza, regido pela necessidade de sobrevivência, que muitas vezes resultava na morte violenta de outra pessoa, retirando o direito de viver causando medo e desesperança naqueles que permaneciam vivos. Com a criação do Estado civil, o medo de sofrer uma morte violenta foi redirecionado para o medo da punição estatal decorrente da desobediência ao contrato social imposto, resultando em uma nova forma de compreender a morte e de viver a vida. Nesse estudo, o objetivo foi analisar como ocorreu essa reformulação do sentido de vida e de morte dentro do Estado e como essas ideias fortaleceram o contrato social, por meio das punições e da promessa de uma vida cômoda. Para tanto, a metodologia usada foi a realização de leituras estruturais das obras Leviatã, Do Cidadão e Elementos da Lei Natural e Política. A partir das análises de Charles D. Tarlton, Gary Herbert e Luc Foisneau, foi possível perceber que, para Hobbes, sem as ideias de vida e de morte, o Estado não teria a mesma força que possuía. Esses dois elementos foram vistos como pilares que, não apenas deram origem à sociedade, mas também contribuíram para o seu fortalecimento ao longo do tempo.
Abstract
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Filosofia – Licenciatura.
Palavras-chave
Morte. Vida. Estado. Punição.