Implementação, prescrição e gestão em saúde – uma revisão bibliográfica

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Data

2026-01-07

Autores

Silva, Vitor Almeida

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Resumo

Este trabalho analisa a implementação da fitoterapia no Sistema Único de Saúde, com foco no município de Foz do Iguaçu, Paraná. A pesquisa parte da relevância histórica, normativa e terapêutica dos fitoterápicos, reconhecidos como prática integrativa pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e pela Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Apesar do arcabouço legal robusto, a efetivação dessa política ainda revela discrepâncias entre a normativa nacional e sua execução local. O objetivo geral consiste em analisar como a fitoterapia tem sido incorporada ao Sistema Único de Saúde em Foz do Iguaçu, considerando marcos normativos, políticas municipais e oferta real de fitoterápicos na Atenção Primária à Saúde. Os objetivos específicos abrangem examinar a evolução histórica e normativa da fitoterapia, identificar políticas e arranjos institucionais no âmbito municipal, analisar a aquisição e a distribuição de fitoterápicos no período de 2020 a 2025, comparar a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais de 2024 e apresentar um relato técnico-profissional que evidencie a aplicabilidade clínica desses medicamentos na Atenção Primária. A metodologia adotada assume tem qualitativa, documental e descritivo, configurandose como estudo de caso. A investigação analisa documentos oficiais, legislações e políticas nacionais, examina a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais de Foz do Iguaçu e interpreta dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Também integra um relato técnico fundamentado na prática clínica na Estratégia Saúde da Família, a fim de ilustrar a utilização prática dos fitoterápicos no cuidado cotidiano. Os principais achados revelam que Foz do Iguaçu não possui políticas municipais estruturadas sobre fitoterapia e disponibiliza apenas dois fitoterápicos — guaco e espinheira-santa —, número significativamente inferior aos doze previstos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. O estudo também identifica barreiras institucionais no acesso a informações públicas. O relato clínico apresentado demonstra a eficácia do uso complementar de fitoterápicos no manejo de infecções urinárias recorrentes, reforçando seu potencial terapêutico. Conclui-se que a implementação da fitoterapia no município ainda é limitada e demanda regulamentação específica, ampliação da oferta de medicamentos, capacitação profissional e maior alinhamento às diretrizes nacionais, considerando o potencial terapêutico e culturalmente relevante dos fitoterápicos na Atenção Primária. Resumen Este trabajo analiza la implementación de la fitoterapia en el Sistema Único de Salud, con énfasis en el municipio de Foz do Iguaçu, Paraná. La investigación parte de la relevancia histórica, normativa y terapéutica de los fitoterápicos, reconocidos como práctica integrativa por la Política Nacional de Prácticas Integrativas y Complementarias y por la Política Nacional de Plantas Medicinales y Fitoterápicos. A pesar del sólido marco legal, la efectivación de esta política todavía revela discrepancias entre la normativa nacional y su ejecución local. El objetivo general es analizar cómo la fitoterapia ha sido incorporada al Sistema Único de Salud en Foz do Iguaçu, considerando los marcos normativos, las políticas municipales y la oferta real de fitoterápicos en la Atención Primaria de Salud. Los objetivos específicos incluyen examinar la evolución histórica y normativa de la fitoterapia, identificar políticas y arreglos institucionales en el ámbito municipal, analizar la adquisición y distribución de fitoterápicos entre 2020 y 2025, comparar la Relación Municipal de Medicamentos Esenciales con la Relación Nacional de Medicamentos Esenciales de 2024 y presentar un informe técnico-profesional que evidencie la aplicabilidad clínica de estos medicamentos en la Atención Primaria. La metodología adoptada es cualitativa, documental y descriptiva, configurándose como un estudio de caso. La investigación analiza documentos oficiales, legislaciones y políticas nacionales, examina la Relación Municipal de Medicamentos Esenciales de Foz do Iguaçu e interpreta datos obtenidos mediante la Ley de Acceso a la Información. También incorpora un informe técnico basado en la práctica clínica en la Estrategia de Salud de la Familia, con el fin de ilustrar el uso práctico de los fitoterápicos en el cuidado cotidiano. Los principales hallazgos revelan que Foz do Iguaçu no posee políticas municipales estructuradas sobre fitoterapia y ofrece solo dos fitoterápicos — guaco y espinheira-santa —, número significativamente inferior a los doce previstos en la Relación Nacional de Medicamentos Esenciales. El estudio también identifica barreras institucionales en el acceso a informaciones públicas. El informe clínico presentado demuestra la eficacia del uso complementario de fitoterápicos en el manejo de infecciones urinarias recurrentes, reforzando su potencial terapéutico. Se concluye que la implementación de la fitoterapia en el municipio aún es limitada y requiere regulación específica, ampliación de la oferta de medicamentos, capacitación profesional y una mayor alineación con las directrices nacionales, considerando el potencial terapéutico y culturalmente relevante de los fitoterápicos en la Atención Primaria.

Abstract

This study analyzes the implementation of phytotherapy within the Brazilian Unified Health System, focusing on the municipality of Foz do Iguaçu, Paraná. The research is grounded in the historical, regulatory, and therapeutic relevance of herbal medicines, recognized as an integrative practice by the National Policy on Integrative and Complementary Practices and the National Policy on Medicinal Plants and Herbal Medicines. Despite the robust legal framework, the effective implementation of this policy still reveals discrepancies between national regulations and local execution. The general objective is to examine how phytotherapy has been incorporated into Brazilian Unified Health System in Foz do Iguaçu, considering regulatory milestones, municipal policies, and the actual availability of herbal medicines in Primary Health Care. The specific objectives include examining the historical and regulatory development of phytotherapy, identifying municipal policies and institutional arrangements, analyzing the acquisition and distribution of herbal medicines from 2020 to 2025, comparing the Municipal List of Essential Medicines with the 2024 National List of Essential Medicines, and presenting a technical-professional report that highlights the clinical applicability of these medicines in Primary Care. The methodology adopted is qualitative, documentary, and descriptive, configured as a case study. The investigation analyzes official documents, national legislation, and policies, examines the Municipal List of Essential Medicines of Foz do Iguaçu, and interprets data obtained through the Access to Information Law. It also includes a technical report based on clinical practice in the Family Health Strategy, in order to illustrate the practical use of herbal medicines in everyday care. The main findings reveal that Foz do Iguaçu has no structured municipal policies on phytotherapy and offers only two herbal medicines — guaco and espinheira-santa — a number significantly lower than the twelve listed in the National List of Essential Medicines. The study also identifies institutional barriers to accessing public information. The clinical report presented demonstrates the effectiveness of the complementary use of herbal medicines in managing recurrent urinary tract infections, reinforcing their therapeutic potential. It is concluded that the implementation of phytotherapy in the municipality remains limited and requires specific regulation, expansion of the availability of medicines, professional training, and better alignment with national guidelines, considering the therapeutic and culturally relevant potential of herbal medicines in Primary Care.

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Palavras-chave

fitoterapia, Sistema Único de Saúde (Brasil), assistência farmacêutica, políticas públicas

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