O tradutor de literatura como mediador cultural: algumas reflexões sobre dois tradutores de Dom Casmurro para o espanhol

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Data

2016-08

Autores

Gimenes, Juliana Aparecida

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Editor

UNILA

Resumo

Este trabalho visa tecer algumas reflexões teóricas acerca do papel do tradutor de literatura como um mediador cultural. Tendo em vista a discussão levantada pelo filósofo alemão Friedrich Schleiermacher sobre os dois “métodos” de tradução no século XIX, propomos um diálogo com a abordagem pósestruturalista de Lawrence Venuti no que diz respeito à invisibilidade do tradutor, apresentando, assim, pontos de aproximação e distanciamento do propósito do Romantismo. Para isso, estamos considerando o fato de (a) haver mais de um século de distância entre os dois pensadores e (b) que o mercado editorial para tradução ter passado por mudanças importantes. O modo de ver a tradução como uma prática embutida na cultura não permite ver o resultado como um produto expressamente acabado e livre de ideologias. A partir dessas considerações, trazemos para a discussão o trabalho do tradutor André Lefevere sobre a questão da manipulação literária e a reescrita como forma de transformação, além da consideração do tradutor como um agente ativo na produção literária. O tradutor aborda também a questão da patronagem e as forças mobilizadoras da indústria editorial. Para ilustrar as questões aqui levantadas acerca da problematização da literatura traduzida, abordaremos dois tradutores da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, para o espanhol – Pablo del Barco e Nicolás Extremera Tapía – e, em linhas gerais, quais seriam os possíveis efeitos dos trabalhos desses tradutores causados na cultura da língua de chegada

Descrição

IX Congresso Brasileiro de Hispanistas realizado nos dias 22 a 25 agosto 2016

Palavras-chave

Mediador cultural, Tradutor de literatura

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