TRAJETÓRIA AUTOETNOGRÁFICA DE UMA DOCENTE: DESAFIOS INSTITUCIONAIS A PARTIR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE FOZ DO IGUAÇU

dc.contributor.advisorOrientação
dc.contributor.authorJosiane Raquel Pivato Echeverria
dc.date.accessioned2026-03-22T00:11:10Z
dc.date.available2026-03-22T00:11:10Z
dc.date.issued2026-03-21
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Estudos Latino-Americanos.
dc.description.abstractA presente pesquisa acontece em um cenário da educação municipal de Foz do Iguaçu, pautada nas reflexões e observações feitos pela autora. Tem como objetivo geral analisar os desafios e as adversidades enfrentadas pelos professores da rede municipal de ensino da cidade, especialmente no contexto de precarização das condições de trabalho docente, questões essas apresentadas a partir das avaliações em larga escala, como o IDEB, e a feminização do magistério, que mostram que são as professoras que estão majoritariamente no “chão das escolas” de ensino fundamental I. A partir de uma escola pública municipal de Foz do Iguaçu, lócus dessa pesquisa, podemos observar que as instituições situadas na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina apresentam características diferentes da maioria das escolas brasileiras. A internacionalização estudantil é muito presente, e por isso entendemos que políticas públicas sobre essas áreas geográficas também carecem de diferenciação, no que tange, por exemplo, às avaliações em larga escala. A paisagem linguística também é fator que deveria ser considerado, já que nosso município conta com a segunda maior colônia árabe do Brasil e recebe alunos de muitas outras nacionalidades, principalmente argentinos e paraguaios, estes últimos que realizam diariamente a migração pendular transfronteiriça, saindo de seu país para estudar e regressando a seus lares ao final do dia. A questão de raça e classe também é explorada nesse trabalho, haja vista que historicamente temos a população menos favorecida entregue a um sistema educacional que não permite seu crescimento como cidadão e profissional. A metodologia escolhida foi a autoetnografia, método qualitativo que reúne aspectos da autobiografia, que é narrar sua própria história, e a etnografia, que trata dos estudos culturais de determinada sociedade. Através de um diário escrito no ano de 2024, a autora dessa dissertação teve material para ser analisado e que serviu de inspiração para o trabalho que segue. Diante do exposto, podemos observar que as avaliações em larga escala no Brasil servem para manter vivo o neoliberalismo educacional, que pretende formar trabalhadores que sirvam às grandes empresas do país, não como cidadãos críticos, mas que tenham a ilusão da inclusão, quando na realidade estão sendo excluídos do processo crítico e formador. Já sobre a feminização do magistério, podemos concluir que por inúmeros fatores sociais e culturais, são as mulheres que estão na linha de frente do ensino fundamental I e aos homens que atuam nesse segmento, cabe a ascensão profissional ou financeira, já que são eles os que estão em menor número nesse nicho, atuando em salas de aula, e que ascendem rapidamente na profissão em cargos de chefia ou administrativos, obtendo inclusive gratificações financeiras. Sobre a internacionalização estudantil de nosso município, cabe inferir a ideia de que necessitamos políticas públicas adequadas à região, principalmente quando falamos de avaliação, seja ela da instituição escolar ou as avaliações em larga escala aplicadas sem distinção de nacionalidade em todo o território nacional.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9739
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectAutoetnografia. Educação. Feminização do magistério. Trabalho docente.
dc.titleTRAJETÓRIA AUTOETNOGRÁFICA DE UMA DOCENTE: DESAFIOS INSTITUCIONAIS A PARTIR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE FOZ DO IGUAÇU

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