Entre o progresso e o esquecimento: a violação dos direitos humanos em Iracema – Uma Transa Amazônica (1974). Uma análise fílmica sob a perspectiva dos direitos humanos e da memória social
| dc.contributor.author | Silva, Ediglês Roberto da | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-12T15:57:09Z | |
| dc.date.available | 2026-01-12T15:57:09Z | |
| dc.date.issued | 2026-01-12 | |
| dc.description.abstract | A Transamazônica tornou-se um dos símbolos mais evidentes da modernização autoritária da ditadura militar. A estrada, apresentada como triunfo do progresso nacional, reorganizou territórios e vidas, impondo deslocamentos, destruição ambiental e formas de violência que atingiram sobretudo povos indígenas e populações ribeirinhas. É nesse contexto que se insere este estudo, que discute como o discurso desenvolvimentista produziu apagamentos históricos na Amazônia e como o filme Iracema: Uma Transa Amazônica permite recuperar parte dessas memórias soterradas pelo Estado. O trabalho reúne revisão bibliográfica interdisciplinar e análise fílmica. A leitura de autores como Napolitano, Brito, Quijano, Mbembe e Pollak ajuda a compreender o regime militar como continuidade de práticas coloniais e de mecanismos de silenciamento. O método de análise segue a compreensão de que o cinema político se expressa pelas escolhas de linguagem, pelo modo como enquadra corpos e territórios e pela relação direta com o tempo histórico em que é produzido. Os resultados mostram que o filme expõe a distância entre a promessa oficial de progresso e a realidade vivida pelas populações amazônicas. Ao registrar rostos, falas e fragmentos de cotidiano que não entraram nos arquivos formais, Iracema funciona como um registro paralelo da ditadura, preservando histórias que escaparam à documentação oficial. A obra revela que lembrar é parte do enfrentamento do passado e que recuperar essas memórias é essencial para compreender a dimensão humana e política da violência praticada na região. Resumen La Transamazónica se convirtió en uno de los símbolos más evidentes de la modernización autoritaria de la dictadura militar. La carretera, presentada como un triunfo del progreso nacional, reorganizó territorios y vidas, imponiendo desplazamientos, destrucción ambiental y formas de violencia que afectaron sobre todo a pueblos indígenas y comunidades ribereñas. Es en este escenario que se sitúa este estudio, que discute cómo el discurso desarrollista produjo borramientos históricos en la Amazonía y cómo la película Iracema: Uma Transa Amazônica permite recuperar parte de esas memorias sepultadas por el Estado.El trabajo reúne una revisión bibliográfica interdisciplinaria y un análisis fílmico. La lectura de autores como Napolitano, Brito, Quijano, Mbembe y Pollak ayuda a comprender el régimen militar como continuidad de prácticas coloniales y de mecanismos de silenciamiento. El método de análisis parte de la ideia de que el cine político se expressa por sus elecciones de lenguaje, por la forma en que encuadra cuerpos y territorios y por su relación directa con el tiempo histórico en el que se produce.Los resultados muestran que la película expone la distancia entre la promesa oficial de progreso y la realidad vivida por las poblaciones amazónicas. Al registrar rostros, voces y fragmentos de lo cotidiano que no ingresaron en los archivos formales, Iracema funciona como un registro paralelo de la dictadura, preservando historias que escaparon a la documentación oficial. La obra revela que recordar es parte del enfrentamiento con el pasado y que recuperar estas memorias es esencial para comprender la dimensión humana y política de la violencia ejercida en la región. | |
| dc.description.abstract | The Transamazônica highway became one of the clearest symbols of the authoritarian modernization promoted by Brazil’s military dictatorship. Presented as proof of national progress, the road reorganized territories and lives, imposing displacement, environmental destruction, and forms of violence that fell especially on Indigenous peoples and riverine communities. This study is situated within that context and examines how the regime’s developmental discourse produced historical erasures in the Amazon, and how the film Iracema: Uma Transa Amazônica helps recover memories that the state sought to bury. The research combines an interdisciplinary literature review with film analysis. Authors such as Napolitano, Brito, Quijano, Mbembe, and Pollak help illuminate how the dictatorship extended colonial practices and mechanisms of silencing. The analytical approach follows the idea that political cinema expresses itself through its formal choices—how it frames bodies and territories—and through its direct relationship with the historical moment in which it is created.The findings show that the film exposes the gap between the government’s promise of progress and the lived reality of Amazonian communities. By recording faces, voices, and everyday scenes that were never included in official archives, Iracema operates as a parallel record of the dictatorship, preserving stories that escaped institutional documentation. The film suggests that remembering is part of confronting the past, and that recovering these memories is essential to understanding the human and political dimensions of the violence inflicted in the region. | |
| dc.identifier.uri | https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9579 | |
| dc.language.iso | vi | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | rodovia transamazônica | |
| dc.subject | ditadura militar | |
| dc.subject | memórias | |
| dc.subject | política | |
| dc.title | Entre o progresso e o esquecimento: a violação dos direitos humanos em Iracema – Uma Transa Amazônica (1974). Uma análise fílmica sob a perspectiva dos direitos humanos e da memória social | |
| dc.type | Article |
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