Política do pranto: luto, dor, memória, justiça e insurgência feminina em La Llorona (2019), antígonas e mães de maio

dc.contributor.authorLima, Daiane Soares de
dc.date.accessioned2026-01-21T18:02:39Z
dc.date.available2026-01-21T18:02:39Z
dc.date.issued2026-01-21
dc.description.abstractO presente artigo analisa as narrativas La Llorona (2019), de Jayro Bustamante, Antígona, de Sófocles, e Antígona González, de Sara Uribe, articulando-as às práticas de memória e resistência do Movimento Mães de Maio, liderado por Débora Maria da Silva. O objetivo é compreender como essas obras e experiências mobilizam relações entre gênero, poder, luto e justiça, evidenciando formas de enfrentamento à violência patriarcal, colonial e estatal. Embora situadas em contextos distintos, todas convergem pela centralidade da dor feminina e pela recusa em aceitar o apagamento dos mortos, insistindo na força ética de nomear, lembrar e reivindicar sua dignidade. Em La Llorona (2019), a figura de Alma reinterpreta o mito da mulher que chora para denunciar o genocídio maia-ixil; em Sófocles e em Sara Uribe, as Antígonas desafiam o poder soberano ao exigir que os mortos sejam reconhecidos e honrados. No Brasil, as Mães de Maio transformam o luto pelas mortes de jovens negros e periféricos, vítimas da violência policial, em mobilização política e construção de memória coletiva. Assim, essas narrativas e experiências revelam que a maternidade funcionam como forças de resistência que desestabilizam discursos oficiais e reconstroem sentidos de justiça diante da necropolítica estatal. Resumen El presente artículo analiza las narrativas La Llorona (2019), de Jayro Bustamante, Antígona, de Sófocles, y Antígona González, de Sara Uribe, articulándolas con las prácticas de memoria y resistencia del Movimiento Madres de Mayo, liderado por Débora Maria da Silva. El objetivo es comprender cómo estas obras y experiencias movilizan las relaciones entre género, poder, duelo y justicia, poniendo de manifiesto formas de hacer frente a la violencia patriarcal, colonial y estatal. Aunque situadas en contextos distintos, todas convergen en la centralidad del dolor femenino y en la negativa a aceptar el borrado de los muertos, insistiendo en la fuerza ética de nombrar, recordar y reivindicar su dignidad. En La Llorona (2019), la figura de Alma reinterpreta el mito de la mujer que llora para denunciar el genocidio maya-ixil; en Sófocles y en Sara Uribe, las Antígonas desafían el poder soberano al exigir que los muertos sean reconocidos y honrados. En Brasil, las Madres de Mayo transforman el duelo por la muerte de jóvenes negros y periféricos, víctimas de la violencia policial, en movilización política y construcción de memoria colectiva. Así, estas narrativas y experiencias revelan que la maternidad funciona como una fuerza de resistencia que desestabiliza los discursos oficiales y reconstruye los sentidos de la justicia frente a la necropolítica estatal.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9621
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectnecropolítica
dc.subjectmaternidade
dc.subjectluto
dc.subjectmemória
dc.titlePolítica do pranto: luto, dor, memória, justiça e insurgência feminina em La Llorona (2019), antígonas e mães de maio
dc.typeArticle
dcterms.abstractThis article analyses the narratives La Llorona (2019), by Jayro Bustamante, Antigone, by Sophocles, and Antígona González, by Sara Uribe, linking them to the practices of memory and resistance of the Mães de Maio Movement, led by Débora Maria da Silva. The aim is to understand how these works and experiences mobilise relationships between gender, power, mourning, and justice, highlighting ways of confronting patriarchal, colonial, and state violence. Although situated in different contexts, they all converge on the centrality of female pain and the refusal to accept the erasure of the dead, insisting on the ethical force of naming, remembering, and reclaiming their dignity. In La Llorona (2019), the figure of Alma reinterprets the myth of the woman who cries to denounce the Mayan-Ixil genocide; in Sophocles and Sara Uribe, the Antigones challenge sovereign power by demanding that the dead be recognised and honoured. In Brazil, the Mães de Maio (Mothers of May) transform mourning for the deaths of young black men from the periphery, victims of police violence, into political mobilisation and the construction of collective memory. Thus, these narratives and experiences reveal that motherhood functions as a force of resistance that destabilises official discourses and reconstructs meanings of justice in the face of state necropolitics.

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