Moradia subsidiada para jovens de 18 a 21 anos: apontamentos e reflexões dos serviços de república no estado do Paraná

dc.contributor.authorSandoval, Olga Beatriz
dc.date.accessioned2026-07-19T17:07:26Z
dc.date.available2026-07-19T17:07:26Z
dc.date.issued2026-07-19
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Serviço Social.
dc.description.abstractA trajetória das políticas de acolhimento institucional no Brasil reflete importantes transformações na proteção social destinada a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A consolidação da Doutrina da Proteção Integral, a partir da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), representou uma ruptura com a antiga lógica tutelar, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. Entretanto, a transição para a vida adulta ainda constitui um momento de fragilidade para jovens egressos dos serviços de acolhimento institucional, especialmente diante da limitada oferta de políticas públicas voltadas ao pós-acolhimento. Diante desse cenário, questiona-se: como se configuram a oferta e a organização do Serviço de Acolhimento em República no Estado do Paraná a partir dos dados do Censo Suas 2024?. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo analisar a oferta e a organização do Serviço de Acolhimento em República destinado à jovens egressos do acolhimento institucional no Estado do Paraná, a partir dos dados do Censo SUAS 2024. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quali-quantitativa de caráter descritivo e analítico, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, pesquisa documental e análise de dados secundários provenientes do Censo SUAS 2024 e do CADSUAS. A fundamentação teórica apoia-se em autores que discutem a institucionalização da infância, a proteção social e as políticas de assistência social, destacando-se Rizzini e Rizzini (2004), Sposito (2003), Iamamoto (2008), Raichelis (2011), Netto (2012), Yazbek (2018), Bortoli (2015) e Severino (2019). Os resultados demonstram que o Paraná possui 12 unidades de acolhimento na modalidade República para Jovens, concentradas exclusivamente nos municípios de Curitiba e Londrina, revelando baixa capilaridade territorial dessa política pública. A pesquisa evidencia que, embora as Repúblicas para Jovens constituam importante estratégia de proteção social e promoção da autonomia, sua oferta ainda é insuficiente para atender às demandas dos jovens egressos do acolhimento institucional em todo o território paranaense. Conclui-se que o fortalecimento e a ampliação dessa modalidade de serviço representam elementos fundamentais para a consolidação das políticas de pós-acolhimento e para a garantia dos direitos sociais dessa população. Resumen La trayectoria de las políticas de acogimiento institucional en Brasil refleja importantes transformaciones en la protección social destinada a niños, niñas y adolescentes en situación de vulnerabilidad. La consolidación de la Doctrina de la Protección Integral, a partir de la Constitución Federal de 1988 y del Estatuto del Niño y del Adolescente (1990), representó una ruptura con la antigua lógica tutelar, reconociendo a los niños, niñas y adolescentes como sujetos de derechos. Sin embargo, la transición hacia la vida adulta sigue constituyendo un momento de fragilidad para los jóvenes egresados de los servicios de acogimiento institucional, especialmente debido a la limitada oferta de políticas públicas dirigidas al posacogimiento. Ante este escenario, se plantea la siguiente interrogante: ¿cómo se configuran la oferta y la organización del Servicio de Acogimiento en República en el Estado de Paraná a partir de los datos del Censo SUAS 2024? En este contexto, la presente investigación tuvo como objetivo analizar la oferta y la organización del Servicio de Acogimiento en República destinado a jóvenes egresados del acogimiento institucional en el Estado de Paraná, a partir de los datos del Censo SUAS 2024, identificando su distribución territorial, capacidad de atención y contribuciones a la protección social y a la construcción de la autonomía juvenil. Se trata de una investigación de enfoque cuali-cuantitativo, de carácter descriptivo y analítico, desarrollada mediante revisión bibliográfica, investigación documental y análisis de datos secundarios provenientes del Censo SUAS 2024 y del CADSUAS. El marco teórico se fundamenta en autores que abordan la institucionalización de la infancia, la protección social y las políticas de asistencia social, destacándose Rizzini y Rizzini (2004), Sposito (2003), Iamamoto (2008), Raichelis (2011), Netto (2012), Yazbek (2018), Bortoli (2015) y Severino (2019). Los resultados muestran que el Estado de Paraná cuenta con 12 unidades de acogimiento en la modalidad República para Jóvenes, concentradas exclusivamente en los municipios de Curitiba y Londrina, lo que revela una baja cobertura territorial de esta política pública. Se concluye que, aunque las Repúblicas para Jóvenes constituyen una importante estrategia de protección social y promoción de la autonomía, su oferta aún es insuficiente para atender las demandas de los jóvenes egresados del acogimiento institucional en todo el territorio paranaense. En este sentido, el fortalecimiento y la ampliación de esta modalidad de servicio resultan fundamentales para consolidar las políticas de posacogimiento y garantizar los derechos sociales de esta población.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9900
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectacolhimento
dc.subjectjovens
dc.subjectproteção social
dc.subjectSistema Único de Assistência Social
dc.titleMoradia subsidiada para jovens de 18 a 21 anos: apontamentos e reflexões dos serviços de república no estado do Paraná
dcterms.abstractThe trajectory of institutional care policies in Brazil reflects important transformations in the social protection provided to children and adolescents in situations of vulnerability. The consolidation of the Doctrine of Integral Protection, established by the 1988 Federal Constitution and the Child and Adolescent Statute (1990), represented a break with the former tutelary approach, recognizing children and adolescents as subjects of rights. However, the transition to adult life remains a period of vulnerability for young people leaving institutional care, especially due to the limited availability of public policies aimed at aftercare services. Against this background, the question arises: how are the provision and organization of the Republic Housing Service in the State of Paraná structured, based on data from the 2024 SUAS Census? In this context, this study aimed to analyze the provision and organization of the Republic Housing Service for young people leaving institutional care in the State of Paraná, based on data from the 2024 SUAS Census, identifying its territorial distribution, service capacity, and contributions to social protection and the development of youth autonomy. This is a qualitative and quantitative, descriptive, and analytical study, based on literature review, documentary research, and analysis of secondary data obtained from the 2024 SUAS Census and CADSUAS databases. The theoretical framework is supported by authors who discuss institutional care, social protection, and social assistance policies, especially Rizzini and Rizzini (2004), Sposito (2003), Iamamoto (2008), Raichelis (2011), Netto (2012), Yazbek (2018), Bortoli (2015), and Severino (2019). The results indicate that Paraná has 12 Republic Housing units for young people, concentrated exclusively in the municipalities of Curitiba and Londrina, revealing a low territorial coverage of this public policy. The study concludes that, although these services represent an important strategy for social protection and the promotion of autonomy, their availability remains insufficient to meet the demands of young people leaving institutional care throughout the state. Strengthening and expanding this service modality is therefore essential for consolidating aftercare policies and ensuring the social rights of this population.

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