Partería tradicional en el Chocó: la doble vulneración de mujeres y parteras
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Data
2026-08-26
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Resumo
Este artigo analisa a parteira tradicional no departamento de Chocó (Colômbia) a partir de uma perspectiva de Direitos Humanos, com o objetivo de examinar a falta de reconhecimento institucional dessa prática, apesar de sua importância para a atenção à saúde da população, especialmente em contextos onde existem profundas limitações no acesso aos serviços de saúde. Em um território caracterizado pela histórica ausência do Estado, altos níveis de pobreza multidimensional e dificuldades geográficas, as parteiras tradicionais desempenham um papel fundamental na atenção materno-infantil, particularmente em áreas rurais e de difícil acesso. No entanto, continuam enfrentando condições de invisibilização, exclusão das políticas públicas e a persistência de mitos e preconceitos em torno de sua atuação, o que evidencia uma violação de seus direitos econômicos, sociais e culturais, assim como de seus direitos culturais coletivos. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e descritiva, baseada na análise de fontes normativas, documentais e estatísticas, complementada por uma entrevista e um questionário realizados com parteiras do território no âmbito de um estudo prévio. A partir dessa abordagem, identificam-se barreiras estruturais como a falta de reconhecimento estatal, a fraca articulação institucional e a limitada participação das parteiras na formulação de políticas públicas. Por fim, argumenta-se que o reconhecimento da parteria tradicional nas estratégias de saúde com enfoque cultural constitui um elemento fundamental para garantir o direito à saúde e proteger os saberes comunitários.
Resumen
Este artículo analiza la partería tradicional en el departamento del Chocó (Colombia) desde una perspectiva de Derechos Humanos, con el objetivo de examinar la falta de reconocimiento institucional de esta práctica, a pesar de su importancia para la atención en salud de la población, especialmente en contextos donde existen profundas limitaciones en el acceso a los servicios sanitarios. En un territorio caracterizado por la histórica ausencia del Estado, altos niveles de pobreza multidimensional y dificultades geográficas, las parteras tradicionales cumplen un papel fundamental en la atención materno-infantil, particularmente en zonas rurales y de difícil acceso. No obstante, continúan enfrentando condiciones de invisibilización, exclusión de las políticas públicas y persistencia de mitos y prejuicios alrededor de su labor, lo que evidencia una vulneración de sus derechos económicos, sociales y culturales, así como de sus derechos culturales colectivos. La investigación adopta un enfoque cualitativo y descriptivo, basado en el análisis de fuentes normativas, documentales y estadísticas, complementado con una entrevista y una encuesta realizadas a parteras del territorio en el marco de un estudio previo. A partir de este abordaje, se identifican barreras estructurales como la falta de reconocimiento estatal, la débil articulación institucional y la limitada participación de las parteras en la formulación de políticas públicas. Finalmente, se argumenta que el reconocimiento de la partería tradicional dentro de las estrategias de salud con enfoque cultural constituye un elemento fundamental para garantizar el derecho a la salud y proteger los saberes comunitarios.
Abstract
This article analyzes traditional midwifery in the department of Chocó (Colombia) from a Human Rights perspective, aiming to examine the lack of institutional recognition of this practice, despite its importance for population health care, especially in contexts where there are significant limitations in access to health services. In a territory characterized by the historical absence of the State, high levels of multidimensional poverty, and geographical difficulties, traditional midwives play a fundamental role in maternal and child healthcare, particularly in rural and hard-to-reach areas. However, they continue to face conditions of invisibility, exclusion from public policies, and the persistence of myths and prejudices surrounding their work, which reveals a violation of their economic, social, and cultural rights, as well as their collective cultural rights. The research adopts a qualitative and descriptive approach, based on the analysis of normative, documentary, and statistical sources, complemented by an interview and a survey conducted with midwives from the territory as part of a previous study. Based on this approach, structural barriers are identified, such as the lack of state recognition, weak institutional coordination, and limited participation of midwives in the formulation of public policies. Finally, it is argued that the recognition of traditional midwifery within culturally appropriate health strategies constitutes a fundamental element for guaranteeing the right to health and protecting community knowledge.
Descrição
Palavras-chave
direitos humanos, parteiras, Chocó (Colômbia), serviços de saúde