Jazz como instrumento de diplomacia cultural na Guerra Fria

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Data

2026-07-16

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Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar o papel do jazz como instrumento de diplomacia cultural durante a Guerra Fria, a partir de uma perspectiva construtivista das Relações Internacionais. A diplomacia cultural, especialmente em sua dimensão musical, ainda ocupa um espaço marginal nos estudos da área, em grande medida devido ao predomínio de abordagens mainstream centradas no realismo e no liberalismo. Nesse sentido, o propósito central desta pesquisa é contribuir para a ampliação do debate acerca da importância da música e das práticas culturais na compreensão das dinâmicas internacionais. Para isso, toma-se como estudo de caso a Diplomacia do Jazz promovida pelos Estados Unidos no contexto das disputas geopolíticas e ideológicas da Guerra Fria, com ênfase nas turnês dos chamados “embaixadores do jazz” na América Latina. Argumenta-se que essa prática não pode ser interpretada apenas como expressão do soft power estadunidense, nem somente como mecanismo de reprodução da hegemonia cultural, pois também envolveu resistência, agência artística, trocas culturais e ressignificações produzidas nos encontros entre músicos, públicos e contextos locais.

Abstract

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino- Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Relações Internacionais e Integração.

Palavras-chave

diplomacia cultural, diplomacia musical, jazz, construtivismo, Guerra Fria, América Latina

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