Jazz como instrumento de diplomacia cultural na Guerra Fria

dc.contributor.authorSouza, Gabriela Marques Garcia de
dc.date.accessioned2026-07-16T15:48:31Z
dc.date.available2026-07-16T15:48:31Z
dc.date.issued2026-07-16
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino- Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Relações Internacionais e Integração.
dc.description.abstractO presente trabalho tem como objetivo analisar o papel do jazz como instrumento de diplomacia cultural durante a Guerra Fria, a partir de uma perspectiva construtivista das Relações Internacionais. A diplomacia cultural, especialmente em sua dimensão musical, ainda ocupa um espaço marginal nos estudos da área, em grande medida devido ao predomínio de abordagens mainstream centradas no realismo e no liberalismo. Nesse sentido, o propósito central desta pesquisa é contribuir para a ampliação do debate acerca da importância da música e das práticas culturais na compreensão das dinâmicas internacionais. Para isso, toma-se como estudo de caso a Diplomacia do Jazz promovida pelos Estados Unidos no contexto das disputas geopolíticas e ideológicas da Guerra Fria, com ênfase nas turnês dos chamados “embaixadores do jazz” na América Latina. Argumenta-se que essa prática não pode ser interpretada apenas como expressão do soft power estadunidense, nem somente como mecanismo de reprodução da hegemonia cultural, pois também envolveu resistência, agência artística, trocas culturais e ressignificações produzidas nos encontros entre músicos, públicos e contextos locais. Resumen El presente trabajo tiene como objetivo analizar el papel del jazz como instrumento de diplomacia cultural durante la Guerra Fría, desde una perspectiva constructivista de las Relaciones Internacionales. La diplomacia cultural, especialmente en su dimensión musical, todavía ocupa un espacio marginal en los estudios del campo, en gran medida debido al predominio de enfoques mainstream centrados en el realismo y el liberalismo. En este sentido, el propósito central de esta investigación es contribuir a la ampliación del debate acerca de la importancia de la música y de las prácticas culturales en la comprensión de las dinámicas internacionales. Para ello, se toma como estudio de caso la Diplomacia del Jazz promovida por Estados Unidos en el contexto de las disputas geopolíticas e ideológicas de la Guerra Fría, con énfasis en las giras de los llamados “embajadores del jazz” en América Latina. Se argumenta que esta práctica no puede interpretarse únicamente como expresión del soft power estadounidense, ni solamente como mecanismo de reproducción de la hegemonía cultural, ya que también implicó resistencia, agencia artística, intercambios culturales y resignificaciones producidas en los encuentros entre músicos, públicos y contextos locales.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9892
dc.rightsopenAccess
dc.subjectdiplomacia
dc.subjectjazz
dc.subjectconstrutivismo
dc.subjectGuerra Fria
dc.titleJazz como instrumento de diplomacia cultural na Guerra Fria
dcterms.abstractThis study aims to analyze the role of jazz as an instrument of cultural diplomacy during the Cold War, from a constructivist perspective of International Relations. Cultural diplomacy, especially in its musical dimension, still remains marginalized within the field, largely due to the predominance of mainstream approaches grounded in realism and liberalism. In this sense, this research seeks to contribute to debates on the importance of music and cultural practices for understanding international dynamics. It takes as its case study the Jazz Diplomacy promoted by the United States in the context of the geopolitical and ideological disputes of the Cold War, with emphasis on the tours of the so-called “jazz ambassadors” in Latin America. It argues that Jazz Diplomacy cannot be interpreted only as an expression of U.S. soft power, nor solely as a mechanism for reproducing cultural hegemony, since it also involved resistance, artistic agency, cultural exchanges, and processes of resignification produced through encounters between musicians, audiences, and local contexts.

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