Mobilidade, gênero e interseccionalidades: Uma análise socioespacial dos trajetos de estudantes da UNILA em Foz do Iguaçu.

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Data

2026-01

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Resumo

A presente pesquisa se propõe a investigar como as opressões estruturais, especialmente relacionadas a gênero, raça e outras interseccionalidades, impactam a mobilidade urbana, a percepção de segurança e o direito à cidade entre estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu. Partindo da constatação de que o planejamento urbano tradicional invisibiliza a diversidade humana ao centrar-se em um "sujeito neutro", a pesquisa analisa as as barreiras enfrentadas por grupos com diferentes marcadores sociais em seus deslocamentos pela cidade. Partindo de uma abordagem metodológica qualitativa, a pesquisa articula referenciais sobre direito à cidade, geografia do medo, mobilidade urbana e urbanismo feminista com dados empíricos obtidos por meio de questionários, entrevistas semiestruturadas, mapas mentais e análises socioespaciais. Os resultados evidenciam que, embora a cidade possua infraestrutura variável entre regiões, as desigualdades territoriais se entrelaçam com marcadores sociais, produzindo experiências amplamente distintas no cotidiano urbano: mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e estudantes migrantes relatam trajetórias permeadas por medo, evitamentos e restrições de circulação, que condicionam escolhas, comportamentos e oportunidades. Esse trabalho contribui, tanto para o debate acadêmico sobre urbanismo feminista, quanto para o debate político, ao dar visibilidade às experiências de grupos historicamente marginalizados e propor reflexões e diretrizes orientativas para a construção de cidades mais justas e sensíveis às interseccionalidades.

Abstract

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo.

Palavras-chave

mobilidade urbana, interseccionalidade, direito à cidade, urbanismo feminista

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