POLIFARMÁCIA EM IDOSOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA E ESTRATÉGIAS DE DESPRESCRIÇÃO: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
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Data
2026-07-03
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Resumo
A polifarmácia em idosos representa um desafio crítico para a saúde pública, associando se frequentemente a desfechos clínicos adversos, como reações medicamentosas e hospitalizações, além de elevar os custos nos sistemas de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da polifarmácia em idosos no âmbito da Atenção Primária à Saúde e identificar as principais estratégias de desprescrição descritas na literatura científica recente. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida a partir de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), resultando na seleção e análise crítica de 22 artigos publicados entre 2021 e 2025. Os resultados evidenciaram que a polifarmácia não se limita ao número de medicamentos prescritos, configurando-se como um fenômeno complexo associado a quedas, declínio cognitivo relacionado à carga anticolinérgica, cascatas de prescrição e hospitalizações evitáveis, destacando que a qualidade da prescrição, especialmente a presença de medicamentos potencialmente inapropriados, impacta a segurança do paciente de forma tão relevante quanto a quantidade de fármacos. As evidências indicam que intervenções estruturadas de desprescrição, conduzidas por médicos de família ou farmacêuticos e apoiadas por ferramentas de rastreio e decisão compartilhada, são seguras e viáveis, reforçando a importância da revisão periódica da medicação como prática rotineira na Atenção Primária para promover a segurança e a continuidade do cuidado ao idoso.
Abstract
Descrição
Palavras-chave
Polimedicação, idoso, Atenção Primária à Saúde, Desprescrição