Vivências de mães de crianças com diagnóstico de alergia a proteína do leite de vaca em fronteira internacional

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Data

2025

Autores

Nery, Rosecler Ferreira

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Resumo

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na infância, afetando 1,4-3,8% dos menores de três anos, pois as proteínas do leite são os primeiros antígenos da dieta do recém-nascido. Suas reações variam de imediatas a tardias, com diferentes intensidades. A mãe, além de preparar a alimentação, exerce um papel educador, influenciando a relação da criança com a comida. Quando a criança tem APLV, a rotina materna precisa ser reformulada, o que pode gerar sobrecarga. Nessa perspectiva, o objetivo geral deste trabalho visou: compreender os impactos físicos, emocionais e sociais enfrentados pelas mães de crianças com alergia à proteína do leite de vaca, bem como identificar os desafios enfrentados no dia a dia. Para isso, inicialmente conduziu-se um estudo de revisão integrativa da literatura. Com base nos critérios de inclusão e exclusão do presente estudo foram selecionados 12 artigos para a amostra final que foram analisados. Em seguida realizou-se um estudo de campo de finalidade básica, abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório que foi desenvolvida na cidade de Foz do Iguaçu-PR em um Centro de Nutrição Infantil. O estudo teve como participantes 15 mães de crianças que estão na primeira infância (0 a 2 anos) e que experienciaram os desafios da maternidade frente à APLV. Dentro desse contexto a investigação foi subdividida em três etapas, sendo estas: (I) contato e seleção das mães participantes do estudo; (II) realização das entrevistas semiestruturadas e (III) análise dos dados. Para a análise de dados coletados foi utilizada a Fenomenologia Social de Alfred Schütz . A pesquisa investigou o perfil das mães participantes, abordando diferentes faixas etárias, com a maior proporção concentrada entre 31 e 45 anos (60.00%). Quanto à diversidade racial, a maioria das participantes foi identificada como branca (53.33%). Em relação à formação acadêmica, observou-se um predomínio de mães com nível superior completo (46.67%) ou pós-graduação (26.67%). As ocupações variaram, sendo destacadas as mães que se dedicam ao lar (53.33%). Os impactos enfrentados pelas mães foram organizados em duas categorias principais: “motivos por que” e “motivos para”. Motivos Por Que: Percepções do impacto do diagnóstico da APLV na vida familiar; Adaptação familiar frente ao diagnóstico da APLV; Necessidade de suporte psicológico para as mães e suas respectivas subcategorias; Motivos para: Expectativa para o futuro das mães em relação aos filhos e suas respectivas subcategorias. O estudo revelou que o diagnóstico de APLV gera impactos físicos, emocionais e sociais significativos para as mães, exigindo uma vigilância constante na alimentação dos filhos e resultando em sobrecarga emocional, ansiedade e dificuldades financeiras. Além disso, a falta de compreensão por parte da família e da sociedade contribui para o isolamento social dessas mães. A pesquisa destaca a necessidade de suporte psicológico e de uma abordagem mais empática por parte dos profissionais de saúde. Recomenda-se o fortalecimento de redes de apoio, a criação de políticas públicas que garantam assistência especializada e a promoção da conscientização social sobre a APLV. Resumen La alergia a la proteína de la leche de vaca (APLV) es la alergia alimentaria más común en la infância y afecta a entre el 1,4 y el 3,8% de los niños menores de tres años, ya que las proteínas de la leche son los primeros antígenos en la dieta del recién nacido. Sus reacciones varían de inmediatas a retardadas, con diferentes intensidades. Además de preparar la comida, la madre desempeña un papel educativo, influyendo en la relación del niño con la comida. Cuando un niño tiene APLV es necesario reformular la rutina de la madre, lo que puede generar sobrecarga. Desde esta perspectiva, el objetivo general de este trabajo fue: comprender los impactos físicos, emocionales y sociales que enfrentan las madres de niños con alergia a la proteína de la leche de vaca, así como identificar los desafíos que enfrentan diariamente. Para tal fin, inicialmente se realizó un estudio de revisión integradora de la literatura. Con base en los criterios de inclusión y exclusión del presente estudio, se seleccionaron y analizaron 12 artículos para la muestra final. A continuación, se realizó un estudio de campo com propósito básico, enfoque cualitativo, de carácter descriptivo y exploratorio, que se desarrolló en la ciudad de Foz do Iguaçu-PR en un Centro de Nutrición Infantil. El estudio tuvo como participantes a 15 madres de niños en primera infancia (0 a 2 años) que vivieron los desafíos de la maternidad ante la APLV. En este contexto, la investigación se subdividió en tres etapas, a saber: (I) contacto y selección de las madres participantes en el estudio; (II) realización de entrevistas semiestructuradas y (III) análisis de datos. Para analizar los datos recopilados se utilizó la Fenomenología social de Alfred Schütz. La investigación investigó el perfil de las madres participantes, abarcando diferentes grupos de edad, concentrándose la mayor proporción entre los 31 y 45 años (60,00%). Respecto a la diversidad racial, la mayoría de los participantes se identificaron como blancos (53,33%). Respecto a los antecedentes académicos, predominó madres con estudios superiores completos (46,67%) o posgrado (26,67%). Las ocupaciones variaron, destacando las madres que trabajan en casa (53,33%). Los impactos que enfrentaron las madres se organizaron en dos categorías principales: “razones por las que” y “razones para”. Razones por las cuales: Percepciones del impacto del diagnóstico de APLV en la vida familiar; Adaptación familiar al diagnóstico de APLV; Necesidad de apoyo psicológico a las madres y sus respectivas subcategorías; Razones para: Expectativas de futuro de las madres en relación a sus hijos y sus respectivas subcategorías. El estudio reveló que el diagnóstico de APLV genera importantes impactos físicos, emocionales y sociales en las madres, requiriendo un monitoreo constante de la alimentación de sus hijos y traduciéndose en sobrecarga emocional, ansiedad y dificultades financieras. Además, la falta de comprensión por parte de la familia y la sociedad contribuye al aislamiento social de estas madres. La investigación destaca la necesidad de apoyo psicológico y un enfoque más empático por parte de los profesionales sanitarios. Se recomienda fortalecer las redes de apoyo, crear políticas públicas que garanticen asistencia especializada y promover la conciencia social sobre la APLV.

Abstract

Descrição

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcialà obtenção do título de Mestra em Estudos Latino-Americanos.

Palavras-chave

alergia a alimentos, crianças - nutrição, aconselhamento psicológico, mães

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