"Eu sou a ferida e a lâmina"

dc.contributor.advisorOrientação
dc.contributor.authorLUCIO, Lucas Romano
dc.date.accessioned2026-05-11T19:04:02Z
dc.date.available2026-05-11T19:04:02Z
dc.date.issued2025-12-10
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Filosofia – Licenciatura.
dc.description.abstractO presente estudo parte do pressuposto de que a filosofia e o cinema têm problemas em comum, entre eles: o problema do tempo e o estatuto ontológico da imagem. Nesse sentido, os conceitos imagem-cristal e potências do falso (Deleuze, 2018) são fundamentais para compreender como a filosofia e o cinema articulam esses problemas a partir de seus próprios meios. A hipótese que guia essa pesquisa é a de que esses conceitos conseguem lançar luz em filmes que são, particularmente, de difícil acesso ao espectador: filmes que insistem em confundir o real e o ficcional e que denunciam a presença do artifício cinematográfico. Pensamos, deste modo, que o filme O Funeral das Rosas (1969, dir. Toshio Matsumoto) constitui um recorte interessante para compreender as implicações mútuas que a filosofia e o cinema engendram. A imagem-cristal, a partir da indiscernibilidade entre o atual e o virtual, entre o real e o imaginário, é um ponto de partida fundamental para compreender obras fílmicas que trabalham a confusão entre esses dois elementos (Deleuze, 2018). A imagem-cristal, em sua riqueza de expressões conceituais, foi balizadora para este trabalho na medida em que tocou diretamente em problemas que concernem tanto à filosofia quanto o cinema: a relação entre a opacidade e limpidez remontam à discussão acerca do discurso cinematográfico (Xavier, 2005); a imagem-espelho introduz questões interessantes sobre a relação de identidade e o conflito entre o Eu e o Outro (Elsaesser; Hagener, 2015) e, por fim, a imagem-cristal como exaustão do cinema está relacionado em alguma medida com o maneirismo (Oliveira Jr., 2013). As potências do falso, por outro lado, são potências de criação de imagens, essenciais para desenvolver uma leitura acerca da narração (com a elevação do falsário a personagem, por excelência, do cinema) e da narrativa (com a superação da objetividade e subjetividade no campo fílmico).
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9805
dc.rightsopenAccess
dc.title"Eu sou a ferida e a lâmina"
dc.title.alternativeA imagem-tempo em O Funeral das Rosas (1969, dir. Toshio Matsumoto)

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