Em busca de uma práxis descolonizadora no turismo: perspectivas para a integração regional (AR-BR-PY) por meio do cicloturismo e da interculturalidade em caminhos guaranis
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Data
2026-06-26
Autores
Cezar, Therbio Felipe Moraes
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Resumo
Este estudo apresenta uma cartografia afetiva que se propõe a observar o cicloturismo à luz da interculturalidade, de um lado, como possibilidade viável para a integração regional do território transnacional Argentina – Brasil – Paraguai e, de outro, como meio sensível para fomentar novas ações, reflexões e narrativas descolonizadoras no Turismo. Como recorte espacial, optou-se por fragmentos de territórios com forte presença de uma geopolítica Guarani, compreendidos entre o Departamento de Itapúa – Paraguay, a província de Misiones – Argentina e a cidade de Foz do Iguaçu – Brasil. Na intenção de acessar e explorar, desde a perspectiva do cicloturismo, elementos interculturais que contrastam com o fenômeno turístico de massa, escolheu-se realizar uma coleta de dados em campo na forma de uma cicloexpedição, intercruzando um território sobrescrito por entre caminhos Guaranis. No que tange às discussões teóricas, apresenta-se uma exposição crítica conceitual sobre o Turismo e sua forma hegemônica, o Turismo de Massa, além de sua relação direta com fenômenos como a topofobia e o topocídio, e, como antítese destes, a topofilia. Metodologicamente, parte-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória, valendo-se de uma coleta de dados em campo, passando posteriormente por uma análise de abordagem qualitativa de caráter fenomenológico. Contempla-se, ainda, entre as análises dos resultados da coleta de campo, certa insurgência presente no território estudado ante o modelo hegemônico de Turismo de Massa e suas manifestações cosmo, eco e etnofóbicas, topocidas e ecocidas, ao apresentarem-se reflexões e inferências que fomentem vivências descolonizadoras de Turismo enquanto tecido suscetível à interculturalidade e à topofilia. Nesta perspectiva, sugere-se repensar a crítica dirigida ao Turismo, buscando observá-lo a partir de redes comunitárias e solidárias de Turismo, com ganhos ético-políticos e econômicos, fortalecidas e diversificadas, que também o cogitem como um instrumento de resistência e de denúncia, contra o que acompanha o comportamento de Massa e se manifesta contra a ancestralidade, os seres, a vida. Como deriva desta pesquisa, identificam-se aspectos regionais que suscitam a viabilidade futura de um caminho cicloturístico transnacional que integre o território em destaque por meio de uma práxis descolonizadora no Turismo, apontando, entre outras, para vivências interepistêmicas de Turismo Comunitário, Turismo Indígena e Turismo Regenerativo, com apoio de abordagens adaptativas complexas de Turismo.
Resumen
Este estudio presenta una cartografía afectiva que se propone analizar el cicloturismo a la luz de la interculturalidad, por un lado, como una posibilidad viable para la integración regional del territorio transnacional Argentina – Brasil – Paraguay y, por otro, como un medio sensible para fomentar nuevas acciones, reflexiones y narrativas descolonizadoras en el turismo. Como delimitación espacial, se optó por fragmentos de territorios con una fuerte presencia guaraní, que comprenden el Departamento de Itapúa – Paraguay, la provincia de Misiones – Argentina y la ciudad de Foz do Iguaçu – Brasil. Con la intención de acceder y explorar, desde la perspectiva del cicloturismo, elementos interculturales que contrastan con el fenómeno del turismo de masas, se eligió que la recopilación de datos de campo se realizara en forma de una cicloexpedición que intercruza un territorio sobrescrito por caminos guaraníes. En lo que respecta a las discusiones teóricas, se presenta una exposición crítica conceptual sobre el hegemónico Turismo de Masas y su relación con fenómenos como la topofobia y el topocidio, y, como antítesis de estos, la topofilia. Metodológicamente, se parte de una investigación bibliográfica exploratoria, valiéndose de una recopilación de datos de campo, pasando posteriormente por un análisis de abordaje cualitativo de carácter fenomenológico. Se contempla, además, entre los análisis de los resultados de campo, cierta insurgencia presente en el territorio estudiado frente al modelo hegemónico de Turismo de Masas y sus manifestaciones cosmofóbicas, ecofóbicas y etnofóbicas, topocidas y ecocidas. Se presentan reflexiones e inferencias que fomentan vivencias de turismo descolonizadoras, como un tejido susceptible a la interculturalidad y a la topofilia. Bajo esta perspectiva, se sugiere repensar la crítica dirigida al Turismo, buscando observarlo a partir de redes comunitarias y solidarias, con beneficios ético-políticos y económicos fortalecidos y diversificados, que también lo consideren como un instrumento de resistencia y denuncia contra aquello que acompaña al comportamiento de masas y se manifiesta contra la ancestralidad, los seres y la vida. Como deriva de esta investigación, se identifican aspectos regionales que suscitan la viabilidad futura de un camino cicloturístico transnacional que integre el territorio en destaque por medio de una praxis descolonizadora en el Turismo, apuntando, entre otras, hacia vivencias interepistémicas de Turismo Comunitario, Turismo Indígena y Turismo Regenerativo, con apoyo de abordajes adaptativos complejos de Turismo.
Abstract
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.
Palavras-chave
interculturalidade, turismo, Guarani, descolonização