PERFIL BIOQUÍMICO DE PACIENTES DIABÉTICOS E SUA CORRELAÇÃO COM O ESTILO DE VIDA

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Data

2026-07-06

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Resumo

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma das principais emergências de saúde pública global e sua incidência está em rápido crescimento, impulsionada principalmente pelo estilo de vida. De acordo com a 11ª edição do International Diabetes Federation (IDF) Diabetes Atlas, estima-se que, em 2024, aproximadamente 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos viviam com diabetes, correspondendo a 1 em cada 9 adultos. As projeções indicam que esse número poderá atingir 853 milhões de pessoas até 2050, reforçando a necessidade de medidas efetivas de prevenção e controle da doença. A dislipidemia gerada pelo DM2 é decorrente de uma combinação de fatores que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Com este trabalho, objetiva-se avaliar o perfil bioquímico e de estilo de vida de pacientes diabéticos em Foz do Iguaçu/PR, atendidos nas unidades básicas de saúde (UBS) e no Projeto Hiperdia. 46 pacientes foram submetidos a um jejum de 12 horas e coleta de amostras de sangue, assim como preenchimento do “Questionário Finrnsk da Finnish Diabetes Association com adaptações”. Os parâmetros avaliados foram glicemia capilar (através do uso de glicosímetro), níveis de triglicerídeos, colesterol HDL e LDL, além da avaliação do peso e altura. Em relação ao Índice de Massa Corporal (IMC), observou-se que dos participantes 39,1% (n=18) estão classificados como acima do peso, 30,4% (n=14) em obesidade grau I, 4,3% (n=2) em obesidade grau II, 4,3% (n=2) em obesidade grau III, 15,2% (n=7) em valores eutróficos. Em relação a glicemia e o padrão de diagnóstico os valores da American Diabetes Association (ADA), foi identificado 34,8% (n=16) indivíduos na faixa de valores considerados normais, 47,8 % (n=22) na faixa de pré-diabetes e 17,4% (n=8) na faixa de diabetes. Nos resultados em relação à análise de Colesterol Total (CT), 4,7% (n=2) dos indivíduos apresentaram valor desejável, 37,2% (n=16) valor limítrofe, e 58,1% (n=25) valor alto; em relação a Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL), 4,7% (n=2) apresentaram valor desejável; 27,9% (n=12) limítrofe; 62,8% (n=27) alto; e 4,7% (n=2) valor muito alto; em relação a lipoproteína de alta densidade (HDL) 4,7% (n=2) apresentaram valor desejável; 37,2% (n=16) valor limítrofe e 58,1% (n=25) valor alto. Finalmente, quando avaliado os valores de triglicerídeos (TG) observamos 34,9% (n=15) em valor desejável; 55,8% (n=24) em valor limítrofe e 9,3% (n=4) em valor alto. Nesse contexto, a compreensão do perfil bioquímico dos pacientes é fundamental para identificar abordagens terapêuticas promissoras. Os marcadores analisados desempenham um papel crucial ao evidenciar os efeitos adversos da hiperglicemia sobre as funções renais e hepáticas, contribuindo para a avaliação da gravidade e para o manejo clínico do DM2.

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Palavras-chave

diabetes mellitus, dislipidemia, hiperglicemia, terapêutica

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