El protagonismo de las mujeres de la familia largo en el fortalecimiento de la soberanía alimentaria, resguardo indigena Cañamomo y Lomaprieta, Colombia
Data
2026-07-23
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo analisar e dar visibilidade ao protagonismo das mulheres no fortalecimento da soberania alimentar no Resguardo Indígena Cañamomo y Lomaprieta, a partir das experiências vividas com Sonia e Ana na comunidade de Portachuelo, Colômbia. O estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa de caráter etnográfico, articulando revisão bibliográfica com trabalho de campo baseado na convivencialidade, na observação participante e em entrevistas semiestruturadas. A análise dialoga com a perspectiva da soberania alimentar proposta pela Via Campesina, com o ecofeminismo de Vandana Shiva, com as reflexões de Rita Segato sobre território e memória, e com as contribuições de Amon e Menasche sobre a alimentação como expressão da memória social e cultural. Os resultados evidenciam que a soberania alimentar no resguardo está estreitamente relacionada à luta pelo território e às práticas de produção, transformação e consumo de alimentos que fortalecem a vida comunitária. Nesse contexto, a produção de rapadura (elaborada a partir da cana-de-açúcar), a diversidade de cultivos, a conservação de sementes e a transmissão de saberes contribuem para a permanência cultural e para a autonomia alimentar. Além disso, as mulheres ocupam um lugar central nesses processos, pois, por meio de práticas cotidianas de cuidado, alimentação, produção e organização, sustentam a vida familiar e comunitária. Conclui-se que a soberania alimentar constitui uma prática política, cultural e territorial, na qual as mulheres desempenham um papel fundamental na defesa da vida, da autonomia e da continuidade dos saberes.
Resumen
Esta investigación tiene como objetivo analizar y visibilizar el protagonismo de las mujeres en el fortalecimiento de la soberanía alimentaria en el Resguardo Indígena Cañamomo y Lomaprieta, a partir de las experiencias con Sonia y Ana en la comunidad de Portachuelo, Colombia. El estudio se desarrolló desde un enfoque cualitativo de carácter etnográfico, articulando revisión bibliográfica con trabajo de campo basado en la convivencialidad, la observación participativa y entrevistas semiestructuradas. El análisis dialoga con la perspectiva de soberanía alimentaria propuesta por La Vía Campesina, el ecofeminismo de Vandana Shiva, las reflexiones de Rita Segato sobre territorio y memoria, y los aportes de Amon y Menasche sobre la alimentación como expresión de memoria social y cultural. Los resultados evidencian que la soberanía alimentaria en el resguardo está estrechamente relacionada con la lucha por el territorio y con prácticas de producción, transformación y consumo de alimentos que fortalecen la vida comunitaria. En este contexto, la producción de panela (hecha de caña de azúcar), la diversidad de cultivos, la conservación de semillas y la transmisión de saberes contribuyen a la permanencia cultural y a la autonomía alimentaria. Asimismo, las mujeres ocupan un lugar central, pues mediante prácticas cotidianas de cuidado, alimentación, producción y organización sostienen la vida familiar y comunitaria. Se concluye que la soberanía alimentaria constituye una práctica política, cultural y territorial en la que las mujeres desempeñan un papel fundamental para la defensa de la vida, la autonomía y la continuidad de los saberes.
Abstract
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar.
Palavras-chave
soberania alimentar, mulheres indígenas, cuidado, alimentação