Sementes do bem viver: redes de sementes latino-americanas reflorestando o corpo-território em Abya Yala

dc.contributor.advisorAna Silvia Andreu da Fonseca (orientadora)
dc.contributor.authorSaraiva, Isabella Leonel Ferreira
dc.date.accessioned2026-07-29T15:40:58Z
dc.date.available2026-07-29T15:40:58Z
dc.date.issued2026-07-29
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.
dc.description.abstractÉ possível plantar o Bem Viver? Esta dissertação nasce do encontro entre sementes, guardiãs e redes em Abya Yala, em sua parte também conhecida como América Latina. As sementes aqui são compreendidas como bem comum e patrimônio biocultural, guardiãs do futuro ancestral e de mundos possíveis, capazes de reflorestar o Corpo-Território. O avanço do agronegócio e sua agricultura capitalista — herdeira do patriarcado e do colonialismo — opera através da lógica do monocultivo e do neoextrativismo, com o uso de transgênicos, agrotóxicos, maquinários agressivos e práticas de biopirataria, que reproduzem uma estética de guerra, sendo parte fundante da crise climática e sistêmica. Em disputa com essa lógica, emergem Redes de Sementes. Essas redes articulam camponeses, povos indígenas, quilombolas, e outros Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), tecendo práticas e teorias que afirmam um Bem Viver e promovem modelos de agricultura agroecológica, retomando a cooperação multiespécies em uma lógica regenerativa, coletiva e sustentável. A pesquisa evidencia experiências no Brasil, Colômbia, Argentina e Equador, e se apoia na Investigação-Ação Participativa, articulando história oral, entrevistas, formulários, estudos de caso e vivências, além do apoio na construção de projetos coletivos. Tem como principal referencial a teoria social crítica latino-americana, com foco na Ecologia Política, e o ecofeminismo como conceito-chave. O objetivo é compreender a cosmopolítica que fundamenta as Redes de Sementes, bem como a centralidade das sementes nativas e crioulas para transições ecossociais, evidenciando estratégias de redes que promovem soberania e autonomia alimentar e territorial, justiça socioambiental, restauração de ecossistemas e proteção da sociobiodiversidade, disputando espaço com a lógica hegemônica de destruição e controle da vida que historicamente atinge o Sul Global. A análise, de caráter qualitativo, buscou identificar e mapear universalidades, particularidades e pluralidades em diferentes redes da América do Sul. Como resultado, foram identificadas tecnologias contracoloniais desenvolvidas e/ou mobilizadas por guardiãs e redes, como muvuca, feiras de sementes, mutirões, casas de sementes, plantas-mãe, bem como a própria lógica da atuação em rede e fortalecimento da agroecologia, que permite a multiplicação das Sementes do Bem Viver. Resumen ¿Es posible plantar el Buen Vivir? Esta disertación nace del encuentro entre semillas, guardianas y redes en Abya Yala, en su parte también conocida como América Latina. Las semillas aquí son comprendidas como un Bien Común y Patrimonio Biocultural, guardianas del futuro ancestral y de mundos posibles, capaces de reforestar el Cuerpo-Territorio. Este encuentro se da frente al avance del agronegocio y su agricultura capitalista — heredera del patriarcado y del colonialismo — que opera a través de la lógica del monocultivo y del neoextractivismo, con el uso de transgénicos, agrotóxicos, maquinarias agresivas y prácticas de biopiratería, reproduciendo una estética de guerra y constituyendo parte fundante de la crisis climática y sistémica. En disputa con esta lógica, emergen Redes de Semillas. Estas redes articulan campesinos, pueblos indígenas, quilombolas y otros Pueblos y Comunidades Tradicionales (PCT), tejiendo prácticas y teorías que afirman un Buen Vivir y promueven modelos de agricultura agroecológica, retomando la cooperación multiespecies en una lógica regenerativa, colectiva y sustentable. La investigación evidencia experiencias en Brasil, Colombia, Argentina y Ecuador, y se apoya en la Investigación-Acción Participativa, articulando historia oral, entrevistas, formularios, estudios de caso y vivencias, además del apoyo en la construcción de proyectos colectivos. Tiene como principal referente la teoría social crítica latinoamericana, con foco en la Ecología Política, y el ecofeminismo como concepto clave. El objetivo es comprender la cosmopolítica que fundamenta las Redes de Semillas, así como la centralidad de las semillas nativas y criollas para las transiciones ecosociales, evidenciando estrategias de redes que promueven Soberanía y Autonomía Alimentaria y Territorial, Justicia Socioambiental, restauración de ecosistemas y protección de la Sociobiodiversidad, disputando espacio con la lógica hegemónica de destrucción y control de la vida que afecta históricamente al Sur Global. El análisis, de carácter cualitativo, buscó identificar y mapear universalidades, particularidades y pluralidades en diferentes redes de América del Sur. Como resultado, se identificaron tecnologías contracoloniales desarrolladas y/o movilizadas por guardianas y redes, como la muvuca, ferias de semillas, mutirões, casas de semillas, plantas madre, así como la propia lógica de la actuación en red y el fortalecimiento de la agroecología, que permite la multiplicación de las Semillas del Buen Vivir.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9944
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectsementes
dc.subjectecologia política
dc.subjectagrobiodiversidade
dc.subjectSociologia rural
dc.titleSementes do bem viver: redes de sementes latino-americanas reflorestando o corpo-território em Abya Yala
dcterms.abstractIs it possible to plant Buen Vivir? This dissertation is born from the encounter between seeds, guardians, and networks in Abya Yala, in the region also known as Latin America. Here, seeds are understood as a Common Good and Biocultural Heritage, guardians of the ancestral future and of possible worlds, capable of reforesting the Body-Territory. This encounter stands in contrast to the advancement of agribusiness and its capitalist agriculture — heir to patriarchy and colonialism — which operates through the logic of monoculture and neo-extractivism, utilizing transgenics, pesticides, aggressive machinery, and biopiracy practices that reproduce a wartime aesthetic, constituting a foundational part of the climate and systemic crisis. In dispute with this logic, Seed Networks emerge. These networks articulate peasants, Indigenous peoples, quilombolas, and other Traditional Peoples and Communities (TPC), weaving practices and theories that affirm a Buen Vivir and promote agroecological agriculture models, reclaiming multi-species cooperation within a regenerative, collective, and sustainable logic. The research highlights experiences in Brazil, Colombia, Argentina, and Ecuador, and relies on Participatory Action Research, combining oral history, interviews, forms, case studies, and lived experiences, alongside supporting the construction of collective projects. Its main theoretical framework is Latin American critical social theory, focusing on Political Ecology, with ecofeminism as a key concept. The objective is to understand the cosmopolitics that underpin Seed Networks, as well as the centrality of native and crioula seeds for eco-social transitions, highlighting network strategies that promote Food and Territorial Sovereignty and Autonomy, Socio-Environmental Justice, ecosystem restoration, and the protection of Sociobiodiversity, contesting space with the hegemonic logic of destruction and life control that has historically impacted the Global South. The qualitative analysis sought to identify and map universalities, particularities, and pluralities across different networks in South America. As a result, contracolonial technologies developed and/or mobilized by guardians and networks were identified — such as the muvuca, seed fairs, mutirões, seed houses, mother-plants — as well as the very logic of networking and strengthening agroecology, which enables the multiplication of the Seeds of Buen Vivir.

Arquivos

Pacote Original
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
Sementes do bem viver: redes de sementes latino-americanas reflorestando o corpo-território em Abya Yala.pdf
Tamanho:
52.92 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Licença do Pacote
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
license.txt
Tamanho:
1.82 KB
Formato:
Item-specific license agreed upon to submission
Descrição: