Representações da subjetividade na poesia de Juana de Ibarbourou

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Data

2016-08

Autores

Arao, Lina

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Editor

UNILA

Resumo

Juana de Ibarbourou foi uma figura expressiva da poesia uruguaia da primeira metade do século XX, tendo sido reconhecida pela crítica do período desde seu primeiro livro, Las lenguas de diamante (1919). No entanto, há relativamente poucos estudos mais recentes relacionados à sua obra, sobretudo quando se leva em conta o êxito que logrou em sua época: Jorge Rodríguez Padrón, Juan Francisco Costa e Marisa Faggiani Dominguez, por exemplo, ressaltam a necessidade de se revisitar os poemas de Ibarbourou, evitando os lugarescomuns que buscavam, entre outros fatores, disfarçar o desejo e a sensualidade muitas vezes presentes na poética da uruguaia. A proposta deste trabalho é, a partir da análise de dois poemas do livro supracitado – “La cita” e “La estatua” –, refletir sobre a construção poética de uma interioridade desejante e produtiva, no primeiro poema, e estéril, no último, em contraponto com a exterioridade que se configura como outro âmbito de representação do sujeito poético. Tal leitura comparativa dos poemas será empreendida à luz da ginocrítica, buscando contextualizar essas imagens literárias no cerne da obra de Ibarbourou e considerando os aspectos acerca da condição feminina no Uruguai das primeiras décadas do século XX

Descrição

IX Congresso Brasileiro de Hispanistas realizado nos dias 22 a 25 agosto 2016

Palavras-chave

Juana de Ibarbourou (1892-1979) - poesia uruguaia, Las lenguas de diamante (1919) - literatura uruguaya

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