Aplicativo Bem Cuidar: avaliação dos resultados do instrumento de política pública de saúde mental com foco nos professores da rede estadual de ensino do Paraná.

dc.contributor.advisorGilson Batista de Oliveira
dc.contributor.authorQuadros, Ariane Pinheiro de
dc.date.accessioned2026-03-26T12:57:15Z
dc.date.available2026-03-26T12:57:15Z
dc.date.issued2026
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Políticas Públicas e Desenvolvimento.
dc.description.abstractEssa dissertação analisa os impactos do aplicativo Bem Cuidar, criado pela Secretaria de Educação do Paraná (SEED-PR) em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e agora (2026) sob o comando da Universidade do Centro-Oeste/PR (UNICENTRO), como política pública de promoção da saúde mental de professores da rede estadual do Paraná. Com abordagem qualitativa e documental, o estudo parte do contexto da precarização do trabalho docente e busca avaliar se a iniciativa contribuiu para a redução dos afastamentos por adoecimento mental. A dissertação tem como objetivo principal investigar como se deu a implementação do aplicativo entre 2022 e 2024, avaliando suas estratégias, adesão dos usuários e impactos percebidos na saúde mental dos docentes. Para isso, adotou-se uma abordagem qualitativa, exploratória, explicativa e documental, com base em dados institucionais fornecidos pela SEED-PR, além de fundamentação teórica sobre neoliberalismo, precarização do trabalho, saúde mental, trabalho docente e políticas públicas. Os resultados evidenciam uma expressiva demanda por atendimentos em saúde mental entre os docentes, com preferência pela consulta com especialistas médicos. Percebeu-se elevada aceitação do aplicativo Bem Cuidar e da recorrência de sintomas como ansiedade, estresse e impactos no desempenho profissional. Uma pesquisa, realizada pela UEL com 5.634 participantes, apontou a predominância de quadros de ansiedade (50,8% dos registros), seguida pela depressão (25,6%) e pela síndrome do pânico (10,6%), revelando a centralidade dos transtornos mentais no processo de adoecimento docente. Ainda, observou-se distribuição desigual dos cadastros entre os Núcleos Regionais de Ensino (NREs), indicando assimetrias regionais de acesso e fragilidades na implementação da política, possivelmente pelo não cumprimento da meta para capacitação. Apesar de sua relevância como estratégia de cuidado, o Aplicativo Bem Cuidar apresenta caráter paliativo diante da precarização estrutural do trabalho docente e da possível subnotificação do adoecimento mental nos dados oficiais. Por fim, cabe ressaltar que esse estudo contribui para o aprimoramento das políticas públicas de saúde mental docente ao evidenciar limites e potencialidades das ações existentes, destacando a necessidade de integrar o cuidado individual às condições de trabalho. Além disso, oferece subsídios que podem ser adaptados e replicados em outras redes de ensino, favorecendo a construção de estratégias mais efetivas e alinhadas às necessidades dos docentes da rede pública de ensino
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9744
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPolíticas Públicas
dc.subjectsaúde mental
dc.subjectTrabalho docente
dc.subjectprecarização do trabalho
dc.titleAplicativo Bem Cuidar: avaliação dos resultados do instrumento de política pública de saúde mental com foco nos professores da rede estadual de ensino do Paraná.

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