Pontos Figurais em Canoa (1976): A Ficção e o Documento Fílmico como Elaboração de Memória

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Data

2022

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Resumo

Canoa (1976) é um filme de ficção que trabalha a memória do Massacre de São Miguel Canoa, ocorrido em setembro de 1968 no México. O longa-metragem utiliza de características formais comumente associadas a filmes gravados em direto, os chamados “documentários”, colocando seu estatuto enunciatário em xeque e revelando narrativas conflitantes a respeito do evento histórico. Portanto, analiso primordialmente a relação constitutiva entre ficção e documento como abordado por Comolli (2010) e Rancière (2010), e como esta dupla dimensão elabora uma “narração falsificante” (Deleuze, 1990) que modula a noção de verdade imbricada no filme. Dessa maneira busco a partir das reflexões quanto ao figural em Dubois (2012) e Brenez (1998 apud GUIMARÃES; VERAS, 2016) compreender como o filme elabora um pensamento em formas cinematográficas, sem buscar suas correspondências com o fato histórico, mas sim com sua constituição enquanto ato cinematográfico e o que este evoca. Assim, intercalo ao debate teórico uma análise de pontos figurais em Canoa (1976).

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Cinema e Audiovisual. Orientação: Prof. Dr. Dinaldo Sepúlveda Almendra Filho. Coorientação: Profa. Dra. Virgínia Osorio Flores.

Palavras-chave

Análise figural, Ficção, Documentário, Memória

Citação

DEITOS, Miguel Bruch. Pontos figurais em Canoa (1976): A ficção e o documento fílmico como elaboração de memória. 2022. 28 p. TCC (Graduação) - Curso de Cinema e Audiovisual, Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História (Ilaach), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Foz do Iguaçu, 2021.