A influência hegemônica dos Estados Unidos no Haiti: resistência, dinâmicas de poder e a perpetuação da colonialidade como legado histórico
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2026-05-05
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Resumo
Este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre as relações de poder, a reprodução da colonialidade como legado histórico Haiti e a resistência promovida por movimentos sociais e intelectuais haitianos. A partir da invasão de 1915, os Estados Unidos passaram a influencia diretamente as estruturas político-administrativas e econômicas do país, transformando-o em um espaço de dominação e disseminação de valores estadunidenses. Adotando a perspectiva descolonial como referencial teórico, a pesquisa analisa como a racionalidade moderna sustenta um discurso de tutela e supremacia, legitimando intervenções externas sob os pretextos de crise, instabilidade e subdesenvolvimento. Com base em metodologia qualitativa e na análise crítica de fontes primária e secundárias, o estudo busca compreender de que maneira tais discursos reforçam uma hierarquia global que marginaliza o sujeito negro/haitiano e impõe modelos culturais e políticos apresentais como universais. A hipótese central é que as crises contemporâneas no Haiti são articuladas de forma a manter o país como zona de influência dos Estados Unidos, o que se expressa por meio de sucessivas intervenções militares, golpes de Estado e do uso estratégico do medo como mecanismo de controle social e político. Nosso trabalho, assim, contribui para a compreensão das heranças coloniais e da persistência da colonialidade do poder nas dinâmicas contemporâneas sobre o Haiti.
Resumen
Este trabajo propone una reflexión crítica sobre las relaciones de poder, la reproducción de la colonialidad como legado histórico en Haití y la resistencia promovida por movimientos sociales e intelectuales haitianos. A partir de la invasión de 1915, Estados Unidos pasó a influir directamente en las estructuras político-administrativas y económicas del país, transformándolo en un espacio de dominación y de difusión de valores estadounidenses. Adoptando la perspectiva decolonial como marco teórico, la investigación analiza cómo la racionalidad moderna sostiene un discurso de tutela y supremacía, legitimando intervenciones externas bajo los pretextos de crisis, inestabilidad y subdesarrollo. Con base en una metodología cualitativa y en el análisis crítico de fuentes primarias y secundarias, el estudio busca comprender de qué manera dichos discursos refuerzan una jerarquía global que marginaliza al sujeto negro/haitiano e impone modelos culturales y políticos presentados como universales. La hipótesis central es que las crisis contemporáneas en Haití están articuladas de forma tal que mantienen al país como zona de influencia de Estados Unidos, lo cual se manifiesta mediante sucesivas intervenciones militares, golpes de Estado y el uso estratégico del miedo como mecanismo de control social y político. Nuestro trabajo, así, contribuye a la comprensión de las herencias coloniales y de la persistencia de la colonialidad del poder en las dinámicas contemporáneas de dominación sobre Haití.
Abstract
This work offers a critical reflection on power relations, the reproduction of coloniality as a historical legacy in Haiti, and the resistance promoted by Haitian social movements and intellectuals. Following the 1915 invasion, the United States began to directly influence the country’s political-administrative and economic structures, turning Haiti into a space of domination and dissemination of American values. Using a decolonial perspective as its theoretical framework, the research analyzes how modern rationality supports a discourse of guardianship and supremacy, legitimizing foreign interventions under the pretexts of crisis, instability, and underdevelopment. Based on qualitative methodology and critical analysis of primary and secondary sources, the study seeks to understand how such discourses reinforce a global hierarchy that marginalizes the Black/Haitian subject and imposes cultural and political models presented as universal. The central hypothesis is that Haiti’s contemporary crises are orchestrated in ways that maintain the country as a zone of U.S. influence, expressed through successive military interventions, coups d’état, and the strategic use of fear as a mechanism of social and political control. This work thus contributes to the understanding of colonial legacies and the persistence of the coloniality of power in contemporary dynamics surrounding Haiti.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.
Palavras-chave
Haiti, colonialidade, modernidade, Teoria Descolonial