Uso de psicofármacos por estudantes de medicina em região de tríplice fronteira

dc.contributor.authorNúñez, Nananina
dc.date.accessioned2025-12-31T19:19:11Z
dc.date.available2025-12-31T19:19:11Z
dc.date.issued2025-12-31
dc.description.abstractO presente estudo analisou a prevalência do uso de psicofármacos, as condições de saúde mental e os fatores de vulnerabilidade socioeconômica entre estudantes de Medicina de uma Universidade localizada na região de tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado com 113 estudantes. Os resultados indicaram que 48,7% dos participantes já utilizaram psicofármacos ao longo da vida, com destaque para ansiolíticos, antidepressivos e psicoestimulantes. Observou-se ainda polifarmácia em 19,5% dos estudantes e uso sem prescrição médica em parcela da amostra. Entre os discentes identificou-se que 64,6% indicaram desfavorecimento da saúde mental após o ingresso no curso, e 31% apresentaram diagnóstico psiquiátrico formal, predominando ansiedade, depressão e TDAH. Situações de discriminação (28,3%) e vulnerabilidade socioeconômica (17,7%) foram mencionadas como agravantes do sofrimento psíquico. Apenas 16,8% buscaram apoio psicológico institucional. Os achados apontam para a necessidade de fortalecimento das políticas de promoção de saúde mental, ampliação do suporte psicossocial e aprimoramento das estratégias de permanência estudantil.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9553
dc.language.isovi
dc.rightsopenAccess
dc.subjectsaúde mental
dc.subjectestudantes de medicina
dc.subjectpsicofármacos
dc.subjectmigração
dc.titleUso de psicofármacos por estudantes de medicina em região de tríplice fronteira
dcterms.abstractThe present study analyzed the prevalence of psychotropic medication use, mental health conditions, and socioeconomic vulnerability factors among medical students at a university located in the tri-border region between Brazil, Paraguay, and Argentina. This is a crosssectional, quantitative study conducted with 113 students. The results indicated that 48.7% of participants had used psychotropic medications at some point in their lives, with anxiolytics, antidepressants, and psychostimulants being the most frequently used. Polypharmacy was observed in 19.5% of students, and a portion of the sample reported using medications without medical prescription. Among the students, 64.6% reported worsening mental health after entering the program, and 31% had a formal psychiatric diagnosis, predominantly anxiety, depression, and ADHD. Experiences of discrimination (28.3%) and socioeconomic vulnerability (17.7%) were cited as factors that aggravated psychological distress. Only 16.8% sought institutional psychological support. The findings highlight the need to strengthen mental health promotion policies, expand psychosocial support, and improve student retention strategies.

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