O REI DA VELA “ILUMINANDO” A MEMÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA ATRAVÉS DO TEATRO OFICINA.
| dc.contributor.advisor | Orientação | |
| dc.contributor.author | Silva, Edilaine Ferreira da | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-22T22:03:15Z | |
| dc.date.available | 2026-09-22T22:03:15Z | |
| dc.date.issued | 2026-05-28 | |
| dc.description | Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Literatura Comparada. | |
| dc.description.abstract | O presente trabalho busca investigar a peça O Rei da Vela (1933), de Oswald de Andrade, como instrumento de crítica social e como meio de reconstrução da memória política nacional. A pesquisa se concentra nas encenações realizadas pelo Teatro Oficina, sob direção de José Celso Martinez Corrêa, em 1967 e 2017. A presente pesquisa parte do pressuposto de que o teatro como prática social, pode desempenhar um papel central como elemento de resistência cultural e na produção de novas formas de consciência histórica, sobretudo, em contextos de repressão e silenciamento institucional. Adotando uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, a pesquisa se fundamenta nos campos da Literatura Comparada, História Cultural e Estética Teatral. Para isso, articula teoria e crítica com base em autores como Roberto Schwarz (2000), Sábato Magaldi (1997), Décio de Almeida Prado (1977), Kátia Paranhos (2012), entre outros(as). Ao analisar o texto dramatúrgico oswaldiano, percebemos sua radicalidade formal e sua abordagem corrosiva das estruturas de poder que sustentam o capitalismo no Brasil. A peça desconstrói os valores da elite nacional por meio de uma linguagem grotesca, irônica e fragmentária, articulada pelos princípios da Antropofagia. A encenação de 1967, em plena Ditadura Militar, transformou o palco em arena de confronto político e simbólico, ao passo que sua remontagem, em 2017, reafirmou a atualidade da crítica oswaldiana em contexto de incertezas democráticas e de recrudescimento conservador. A metáfora da “jaula”, construída cenicamente pelo grupo de Teatro Oficina, representava não apenas os limites impostos pela censura, mas também a opressão histórica e sistêmica imposta sobre o povo brasileiro. O trabalho especula que O Rei da Vela, tanto em sua escrita original, quanto nas encenações dirigidas por Corrêa, constitui-se como obra de denúncia e de insubordinação simbólica, capaz de iluminar as permanências estruturais da desigualdade e da submissão cultural no Brasil. Ao mesmo tempo, evidencia a potência do teatro como território de enfrentamento e produção de memória crítica. Em um cenário marcado por apagamentos da memória e disputas de narrativa sobre o passado, revisitar essa peça torna-se um ato necessário de afirmação da arte como espaço de liberdade, justiça e reconstrução da consciência histórica. | |
| dc.identifier.uri | https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/10012 | |
| dc.language.iso | vi | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Palavras-chave: Teatro político | |
| dc.subject | Oswald de Andrade | |
| dc.subject | José Celso Martinez Corrêa | |
| dc.subject | Ditadura militar | |
| dc.subject | Antropofagia. | |
| dc.title | O REI DA VELA “ILUMINANDO” A MEMÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA ATRAVÉS DO TEATRO OFICINA. |
Arquivos
Pacote Original
1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
- Nome:
- Dissertao_Verso_a_publicar (1).pdf
- Tamanho:
- 2.42 MB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
Licença do Pacote
1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
- Nome:
- license.txt
- Tamanho:
- 1.82 KB
- Formato:
- Item-specific license agreed upon to submission
- Descrição: