Castelos e cárceres de papel: A marginalidade da prática de capoeira nas páginas do Jornal do Commercio (1850-1890).
| dc.contributor.advisor | Orientação | |
| dc.contributor.author | Fernandes, Anderson da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-19T01:35:18Z | |
| dc.date.available | 2026-01-19T01:35:18Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description | Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História. | |
| dc.description.abstract | O objetivo principal desta pesquisa é analisar como a prática da capoeira foi retratada nas publicações do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, um dos periódicos de maior circulação entre 1850 e 1890. As fontes foram obtidas na plataforma da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, com ênfase em notícias que mencionam capoeira e capoeiragem. A problemática da pesquisa está diretamente relacionada a um aspecto paradoxal evidenciado nas representações discursivas da capoeira e de seus praticantes na imprensa periódica: por um lado, os jornais publicaram textos em que aparecem discursos morais sobre a prática de capoeira, considerados um “mal social”, contribuindo para a marginalização da prática e de seus compositores desde as primeiras décadas de instauração da imprensa oficial no Brasil; por outro lado, a marginalização da prática contribuía para os jornais, na medida em que alimentava as colunas criminais de suas páginas com descrições sobre os conflitos e ocorrências urbanas envolvendo os praticantes de capoeira e as forças da ordem, gerando medo e receio nas camadas médias e altas, principais leitoras e consumidoras de periódicos. Desse modo, a pesquisa busca, por meio de referenciais teórico-metodológicos de análise de impressos periódicos, investigar o modo como a prática de capoeira, desenvolvida e disseminada por africanos e afro-brasileiros, foi reprimida com perseguições e violências a seus adeptos de forma intensa, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, e em diálogo com a história social, a pesquisa tem como objetivo refletir sobre as estratégias de enfrentamento da ordem, isto é, ao entender que mesmo que boa parte das publicações estejam carregadas de intencionalidades contra a propagação da capoeira - que tanto repúdio gerou nas elites e nas camadas mais privilegiadas - constam nestas fontes elementos importantes para se compreender melhor sobre a prática, como descrições de data, local, tipo de prisão, nomes, detalhes sobre as ocorrências, entre outros. Assim, parte do trabalho dedica-se a reconstruir a história da capoeira e da imprensa no Brasil na segunda metade do século XIX, enquanto outra se concentra em analisar a relação entre o Jornal do Commercio e a prática, destacando os discursos e informações que permitem observar como se consolidou, ao longo do século XIX, essa duradoura interação entre capoeira e imprensa. | |
| dc.identifier.uri | https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9603 | |
| dc.language.iso | vi | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Imprensa. Capoeira. Capoeiragem. Marginalidade. Jornais. | |
| dc.title | Castelos e cárceres de papel: A marginalidade da prática de capoeira nas páginas do Jornal do Commercio (1850-1890). |
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