Estudo da estabilidade dos fitocannabinóides THC e CBD da Cannabis sativa L. em diferentes óleos vegetais.
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Data
2026-06-25
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Resumo
Diante da crescente popularização da cannabis medicinal no tratamento de doenças
psicológicas, neurodegenerativas e outras condições, bem como de suas propriedades antiinflamatórias
e analgésicas, efeitos atribuídos principalmente à ação sinérgica dos
fitocannabinóides na modulação de respostas inflamatórias e dolorosas, o estudo das
diferentes formulações de produtos medicinais canábicos tem se tornado um campo de
investigação de elevada relevância, com o objetivo de assegurar a eficácia e a segurança dos
fitofármacos ao longo do tratamento. Nesse contexto, a formulação oral de cannabinóides
dissolvidos em excipientes à base de óleos vegetais destaca-se como a principal via
terapêutica utilizada. No entanto, a suscetibilidade de cannabinóides como o THC e o CBD a
processos degradativos induzidos por fatores ambientais é amplamente documentada, ao
passo que estudos de estabilidade de produtos canábicos formulados em matrizes oleosas
são escassos. Com base no exposto, o presente trabalho propôs realizar um estudo de
estabilidade de diversos fitofármacos formulados em diferentes excipientes oleosos de origem
vegetal, avaliando o efeito de propriedades intrínsecas (como o tipo de excipiente, o uso de
aditivos e a presença dos cannabinóides) bem como o impacto das condições de
armazenamento (temperatura e luz) na degradação dos cannabinóides ao longo de 180 dias.
A concentração dos cannabinóides foi monitorada quinzenalmente utilizando o método
analítico de cromatografia líquida HPLC-DAD, previamente validado. Os resultados obtidos
indicam que o óleo de milho, seguido pelo óleo de oliva extravirgem, constituem os melhores
excipientes entre os estudados, promovendo maior estabilidade tanto para o THC quanto para
o CBD. Em contrapartida, os triglicerídeos de cadeia média (TCM) apresentaram o pior
desempenho, atingindo porcentagens de degradação total de até 99%. A luz foi a variável
mais influente na degradação, independentemente da amostra analisada, promovendo as
maiores taxas de degradação e as maiores perdas, tanto de THC quanto de CBD. A
temperatura, por sua vez, exibiu comportamento menos uniforme em comparação à luz,
observando-se, de modo geral, maior degradação do THC a 20 °C. A adição de antioxidantes
não se mostrou tão eficaz quanto o esperado. Em relação à vitamina E, as taxas de
degradação foram entre 2% e 11% menores para o CBD, e entre 3% e 22% menores para o
THC, em comparação com as amostras sem o antioxidante. No óleo de gergelim, foram
observadas porcentagens de degradação menores, de até 10%, nas amostras contendo BHA.
Embora a adição de antioxidantes se mostre promissora, são necessários estudos adicionais
para sua melhor caracterização e otimização.
Abstract
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território da Universidade Federal da Integração Latino- Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Engenharia Química.
Palavras-chave
Estabilidade, cannabinóides, óleos canábicos, antioxidantes