Demonizar para evangelizar: a idolatria na missão jesuítica de José de Acosta e Antonio Ruiz de Montoya no Século XVII

dc.contributor.authorRocha, Eduardo Henrique Claudino
dc.date.accessioned2026-04-07T15:39:38Z
dc.date.available2026-04-07T15:39:38Z
dc.date.issued2026-04-07
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História.
dc.description.abstractEsta dissertação analisa o papel da idolatria na formulação e na aplicação de estratégias missionárias da Companhia de Jesus no século XVII, a partir de um estudo comparativo entre José de Acosta e Antonio Ruiz de Montoya. O trabalho parte da hipótese de que a demonização das práticas religiosas indígenas constituiu um elemento estruturante do projeto evangelizador, articulando justificações teológicas, mecanismos de autoridade e procedimentos de reorganização cultural. A investigação busca responder se a idolatria funcionou, nesses autores, como fundamento efetivo da ação missionária ou se operou predominantemente como construção discursiva. A pesquisa utiliza referenciais da história cultural das ideias e das práticas religiosas, examinando diferenças e convergências entre um modelo produzido em espaço central, representado por Acosta no Vice-Reino do Peru e no Terceiro Concílio de Lima, e um modelo desenvolvido em região de fronteira, representado por Montoya no Guairá. São considerados elementos como as noções de barbárie, ignorância, demonização, acomodação e tradução linguística, bem como as condições políticas e pastorais que orientaram a atuação de cada missionário. A análise de De Procuranda Indorum Salute, Historia natural y moral de las Indias, Conquista espiritual e do Catecismoguarani mostra que ambos os autores compartilham uma matriz teológica que relaciona idolatria e ação demoníaca, embora a operacionalização dessa matriz varie de acordo com o contexto. Em Acosta prevalece um modelo normativo e classificatório; em Montoya, a demonização se articula ao uso da língua indígena, à disciplina comunitária e às dinâmicas próprias da missão de fronteira. Conclui-se que a lógica que articula demonização e evangelização estruturou práticas e discursos, assumindo configurações distintas em função das realidades em que os autores atuaram. Resumen Esta investigación analiza el papel de la idolatría en la formulación y en la aplicación de las estrategias misionales de la Compañía de Jesús en el siglo XVII, a partir de un estudio comparativo entre José de Acosta y Antonio Ruiz de Montoya. La hipótesis central sostiene que la demonización de las prácticas religiosas indígenas constituyó un elemento estructurante del proyecto evangelizador, articulando justificaciones teológicas, mecanismos de autoridad y procedimientos de reorganización cultural. El trabajo busca determinar si la idolatría operó, en estos autores, como fundamento efectivo de la acción misional o si actuó predominantemente como construcción discursiva. La investigación se apoya en referencias de la historia cultural de las ideas y de las prácticas religiosas, y examina diferencias y convergencias entre un modelo elaborado en un espacio central — representado por Acosta en el Virreinato del Perú y en el Tercer Concilio Limense— y un modelo desarrollado en una región de frontera —representado por Montoya en el Guairá. Se consideran elementos como las nociones de barbarie, ignorancia, demonización, acomodación y traducción lingüística, así como las condiciones políticas y pastorales que orientaron la actuación de cada misionero. El análisis de De Procuranda Indorum Salute, Historia natural y moral de las Indias, Conquista espiritual y del Catecismo guaraní indica que ambos autores comparten una matriz teológica que relaciona idolatría y acción demoníaca, aunque su operacionalización varía según el contexto histórico. En Acosta prevalece un modelo normativo y clasificatorio; en Montoya, la demonización se articula al uso de la lengua indígena, a la disciplina comunitaria y a las dinámicas propias de la misión de frontera. Se concluye que la articulación entre demonización y evangelización estructuró prácticas y discursos, adoptando configuraciones distintas según las realidades en las que cada autor actuó.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9759
dc.rightsopenAccess
dc.subjectidolatria
dc.subjectJesuítas - Missões
dc.subjectdemônio
dc.subjectalteridade indígena
dc.titleDemonizar para evangelizar: a idolatria na missão jesuítica de José de Acosta e Antonio Ruiz de Montoya no Século XVII
dcterms.abstractThis dissertation examines the role of idolatry in shaping the missionary strategies of the Society of Jesus during the seventeenth century, through a comparative analysis of José de Acosta and Antonio Ruiz de Montoya. The central hypothesis holds that the demonization of Indigenous religious practices constituted a structuring element of the evangelizing project, articulating theological justification, mechanisms of authority, and procedures of cultural reorganization. The research seeks to determine whether idolatry functioned, for these authors, as an effective foundation for missionary action or whether it operated predominantly as a discursive construction. The study draws on the cultural history of ideas and religious practices, analyzing differences and convergences between a model formulated in a central administrative space—represented by Acosta in the Viceroyalty of Peru and in the Third Liman Council—and a model developed in a frontier context—represented by Montoya in the Guairá region. It considers concepts such as barbarity, degrees of ignorance, demonization, accommodation, and linguistic translation, as well as the political and pastoral conditions that shaped each missionary’s activity. The examination of De Procuranda Indorum Salute, Historia natural y moral de las Indias, Conquista espiritual, and the Guaraní Catechism indicates that both authors share a theological matrix linking idolatry to demonic agency, although its practical application varies according to historical context. Acosta privileges a normative and classificatory framework, while Montoya articulates demonization with Indigenous language, community discipline, and the dynamics of frontier missions. The study concludes that the articulation between demonization and evangelization structured both discourse and practice, assuming distinct configurations depending on the specific realities in which each author operated.

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