O antigo Congo nas iconografias dos mapas portugueses (Séc. XV-XVI)
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Data
2025
Autores
Araújo, Erick Guilherme Pequeno de
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Resumo
O objetivo central deste artigo é analisar as representações iconográficas sobre o Antigo Congo presentes nos mapas feitos por portugueses na primeira modernidade. O Antigo Congo foi o maior centro de poder da África Central. No final do século XV, os portugueses entraram em contato com os habitantes daquele território e converteram ao catolicismo o Manicongo, principal chefatura local. O recorte temporal dessa pesquisa vai desde o final do século XV, data do primeiro mapa conhecido que representou o Congo, à 1529, ano de produção do último mapa conhecido que contém uma iconografia sobre o Congo feito na península ibérica durante a chefatura do Manicongo D. Afonso I. A metodologia adotada envolve a análise de iconografias de mapas a partir de aportes teóricos desenvolvidos no campo da cartografia histórica, ao passo que relaciona as iconografias ao contexto histórico de Portugal e do Antigo Congo no período estudado. As fontes utilizadas estão presentes na obra Portugaliae Monumenta Cartographica (Cortesão e Mota, 1987), referência para o estudo dos mapas portugueses da primeira modernidade. Esses objetos cartográficos são vinculados aos reinos europeus, ou seja, são perpassados pelo poder ideológico das coroas ibéricas. Assim, as iconografias dos mapas podem nos dar indícios de como os portugueses projetavam suas ideologias, desejos e imaginários sobre o Congo. Conclui-se que as representações iconográficas ajudaram a tornar o Congo em um centro de poder cristão no imaginário português, ao passo que o atrelava à expansão marítima nas Índias.
Resumen
El objetivo central de este artículo es analizar las representaciones iconográficas sobre el antiguo Congo presentes en los mapas hechos por portugueses en la primera modernidad. El antiguo Congo fue el mayor centro de poder en África Central. A finales del siglo XV, los portugueses entraron em contacto con los habitantes de ese territorio y convirtieron al catolicismo el Manicongo, principal jefatura local. El recorte temporal de esta investigación se remonta a finales del siglo XV, fecha del primer mapa conocido que representaba al Congo, a 1529, año de producción del último mapa conocido que contiene una iconografía sobre el Congo hecho en la península ibérica durante la jefatura del Manicongo D. Afonso I. La metodología adoptada implica el análisis de iconografías de mapas a partir de aportes teóricos desarrollados en el campo cartografía histórica, mientras que relaciona las iconografías con el contexto histórico de Portugal y del antiguo Congo en el período estudiado. Las fuentes utilizadas están presentes en la obra Portugaliae Monumenta Cartographica (Cortesão e Mota, 1987), referencia para el estudio de los mapas portugueses de la primera modernidad. Estos objetos cartográficos están vinculados a los reinos europeos, es decir, están atravesados por el poder ideológico de las coronas ibéricas. Así, las iconografías de los mapas pueden darnos indicios de cómo los portugueses proyectaban sus ideologías, deseos e imaginarios sobre el Congo. Se concluye que las representaciones iconográficas ayudaron a hacer del Congo un centro de poder cristiano en el imaginario portugués, mientras lo vinculaba a la expansión marítima en las Indias.
Abstract
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial para a obtenção de título de licenciado em História - Licenciatura.
Palavras-chave
cartografia, iconografia, cristianismo, África