Navegando por Autor "Vega Rodriguez, Cinttia"
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Item AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA NÃO-CLÍNICA in silico E in vivo DA BEBIDA AYAHUASCA(2025) Vega Rodriguez, Cinttia; OrientaçãoApesar de já existirem diversas pesquisas voltadas à compreensão da ação da ayahuasca em organismos complexos, ainda são escassos os estudos conduzidos em modelos experimentais devidamente estabelecidos. Há uma necessidade evidente de avaliar de forma rigorosa a segurança dessa substância, sobretudo considerando seu crescente interesse em contextos clínicos e terapêuticos. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta uma análise toxicológica da bebida ancestral ayahuasca, de origem indígena, composta principalmente pelo cipó Banisteriopsis caapi e pelas folhas de Psychotria viridis. Dessa bebida, o cipó Banisteriopsis caapi contém os alcaloides β-carbolínicos — harmina (HMN), harmalina (HRL) e tetrahidroharmina (THH) — que atuam como inibidores reversíveis da monoamina oxidase (iMAO), enquanto as folhas de Psychotria viridis são fonte do principal componente psicoativo, a N,N-dimetiltriptamina (DMT). O estudo avaliou o perfil toxicológico por meio de análises in silico utilizando a ferramenta Protox 3.0, e de um ensaio in vivo de toxicidade aguda em camundongos machos BALB/c, seguindo as diretrizes da OECD 423, com adaptações. As predições computacionais indicaram que o DMT apresenta uma dose letal mediana (DL50 ) estimada em 225 mg/kg e capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, o que corrobora com seus efeitos psicoativos. As β-carbolinas apresentaram DL50 de aproximadamente de 500 mg/kg para HMN, 550 mg/kg para HRL e 355 mg/kg para THH, classificando-se na categoria 4 de toxicidade. Além disso, foi observada alta probabilidade de imunotoxicidade e potencial de interação com enzimas hepáticas da família CYP450. No ensaio toxicológico in vivo, não foram registradas mortes associadas à dose de 64,7 mg/kg (1,94 mg do extrato bruto aquoso). Também não foram identificadas diferenças significativas no consumo de água, ração ou no ganho ponderal entre os grupos experimentais. Na avaliação macroscópica dos órgãos, observou-se diferença estatisticamente significativa apenas no baço, onde o grupo tratado apresentou esplenomegalia. O fígado apresentou aumento de tamanho, embora sem significância estatística, e os demais órgãos permaneceram sem alterações aparentes. De um modo geral, os resultados obtidos revelaram segurança no uso da bebida ayahuasca. Contudo, reforçam a necessidade de realizar estudos complementares, incluindo análises histopatológicas, bioquímicas, e estudos a longo prazo, para ampliar o conhecimento sobre a segurança da ayahuasca, bem como seu potencial terapêutico no tratamento de doenças refratárias.Item AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA NÃO-CLÍNICA in silico E in vivo DA BEBIDA AYAHUASCA(2025) Vega Rodriguez, Cinttia; OrientaçãoApesar de já existirem diversas pesquisas voltadas à compreensão da ação da ayahuasca em organismos complexos, ainda são escassos os estudos conduzidos em modelos experimentais devidamente estabelecidos. Há uma necessidade evidente de avaliar de forma rigorosa a segurança dessa substância, sobretudo considerando seu crescente interesse em contextos clínicos e terapêuticos. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta uma análise toxicológica da bebida ancestral ayahuasca, de origem indígena, composta principalmente pelo cipó Banisteriopsis caapi e pelas folhas de Psychotria viridis. Dessa bebida, o cipó Banisteriopsis caapi contém os alcaloides β-carbolínicos — harmina (HMN), harmalina (HRL) e tetrahidroharmina (THH) — que atuam como inibidores reversíveis da monoamina oxidase (iMAO), enquanto as folhas de Psychotria viridis são fonte do principal componente psicoativo, a N,N-dimetiltriptamina (DMT). O estudo avaliou o perfil toxicológico por meio de análises in silico utilizando a ferramenta Protox 3.0, e de um ensaio in vivo de toxicidade aguda em camundongos machos BALB/c, seguindo as diretrizes da OECD 423, com adaptações. As predições computacionais indicaram que o DMT apresenta uma dose letal mediana (DL50 ) estimada em 225 mg/kg e capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, o que corrobora com seus efeitos psicoativos. As β-carbolinas apresentaram DL50 de aproximadamente de 500 mg/kg para HMN, 550 mg/kg para HRL e 355 mg/kg para THH, classificando-se na categoria 4 de toxicidade. Além disso, foi observada alta probabilidade de imunotoxicidade e potencial de interação com enzimas hepáticas da família CYP450. No ensaio toxicológico in vivo, não foram registradas mortes associadas à dose de 64,7 mg/kg (1,94 mg do extrato bruto aquoso). Também não foram identificadas diferenças significativas no consumo de água, ração ou no ganho ponderal entre os grupos experimentais. Na avaliação macroscópica dos órgãos, observou-se diferença estatisticamente significativa apenas no baço, onde o grupo tratado apresentou esplenomegalia. O fígado apresentou aumento de tamanho, embora sem significância estatística, e os demais órgãos permaneceram sem alterações aparentes. De um modo geral, os resultados obtidos revelaram segurança no uso da bebida ayahuasca. Contudo, reforçam a necessidade de realizar estudos complementares, incluindo análises histopatológicas, bioquímicas, e estudos a longo prazo, para ampliar o conhecimento sobre a segurança da ayahuasca, bem como seu potencial terapêutico no tratamento de doenças refratárias.