Navegando por Autor "Ocampo Agudelo, Luisa Maria"
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Item Gastronomia social como prática contracolonial: um estudo de caso do projeto socioeducativo “Gastronomia Periférica”(2026-08-17) Ocampo Agudelo, Luisa MariaEste trabalho investiga a gastronomia para além de sua dimensão técnica, situando-a como um campo social, político e cultural intrinsecamente atravessado por lógicas de poder hierarquizantes. Realiza-se um retorno crítico ao passado colonial-escravocrata para compreender as complexidades da alimentação como um espaço de disputas constantes. Denuncia-se o racismo epistêmico e a colonialidade em suas múltiplas expressões, que historicamente subalternizaram práticas alimentares ancestrais em prol de um ideal eurocêntrico de “alta gastronomia”. Em afronta a essa colonialidade alimentar, propõe-se o caminho da gastronomia social como uma tecnologia ancestral da contracolonialidade, reconhecendo suas raízes no empreendedorismo ancestral de mulheres africanas, quitandeiras e ganhadeiras. A metodologia combinou pesquisa teórico-histórica aprofundada com uma etnografia de envolvimento no projeto Gastronomia Periférica e seu restaurante-escola Da Quebrada, em São Paulo, utilizando entrevistas semi-estruturadas. O trabalho adota a escrevivência de Conceição Evaristo como posicionamento político na escrita, tensionando a razão civilizatória eurocêntrica no fazer antropológico. A pesquisa de campo, conduzida a partir do lugar de uma mulher marrona, imigrante, cozinheira e antropóloga, valoriza corpos, territórios e saberes periféricos como legítimos protagonistas. Conclui-se que a prática contracolonial na gastronomia é um caminho vital para a valorização e a soberania das comunidades, bem como para o reconhecimento dos diversos sistemas alimentares que fundamentaram a gastronomia na Améfrica Ladina. Resumen Este trabalho investiga la gastronomía más allá de su dimensión técnica, situandola como un campo social, político y cultural intrínsecamente atravesado por lógicas de poder jerarquizantes. Se realiza un retorno crítico al pasado colonial-esclavista para comprender las complejidades de la alimentación como un espacio de disputas constantes. Es denunciado el racismo epistémico y la colonialidad en sus múltiples expresiones, que históricamente subalternizaron prácticas alimentares ancestrales en favor de un ideal eurocéntrico de “alta gastronomía”. En afronta a esa colonialidad alimentaria, se propone el camino de la gastronomía social como una tecnología ancestral de la contracolonialidad, reconociendo sus raíces en el emprendimiento ancestral de mujeres africanas, quitanderas y ganhadeiras. La metodología combinó investigación teórico-histórica profunda con una etnografía de envolvimento en el proyecto Gastronomía Periférica y su restaurante-escuela Da Quebrada, en São Paulo, utilizando entrevistas semiestructuradas. El trabajo adopta la escrevivência de Conceição Evaristo como posicionamiento político en la escritura, tensionando la razón civilizatoria eurocéntrica de la práctica antropológica. La investigación de campo, conducida desde el lugar de una mujer marrona, inmigrante, cocinera y antropóloga, valora cuerpos, territorios y saberes periféricos como legítimos protagonistas. Se concluye que la práctica contracolonial en la gastronomía es un camino vital para la valoración y la soberanía de las comunidades, así como para el reconocimiento de los diversos sistemas alimentarios que fundamentaron la gastronomía en Améfrica Ladina.