UNILA | Biblioteca Digital de Dissertações e Teses
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Navegando UNILA | Biblioteca Digital de Dissertações e Teses por Autor "Ag Mohamed, Mohamed Issouf"
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Item Práticas de controle: securitização e crimigração nas fronteiras meridionais da Argélia (2013-2023)(2026-09-18) Ag Mohamed, Mohamed IssoufEsta dissertação analisa o processo de securitização da migração nas fronteiras meridionais da Argélia entre 2013 e 2023, período marcado pela desestabilização regional decorrente das crises na Líbia (2011) e no Mali (2012-2013). Adotando a teoria da securitização da Escola de Copenhague como referencial analítico, a pesquisa investiga como o Estado argelino constrói discursivamente a mobilidade subsaariana como ameaça à segurança nacional, legitimando medidas excepcionais de controle fronteiriço e expulsão de migrantes. O estudo examina a convergência entre política migratória e direito penal, o fenômeno da "crimigração", materializado na Lei 08-11 de junho de 2008 e na política de "escolta até a fronteira" com o Níger. A partir de análise qualitativa de pronunciamentos oficiais, relatórios de organizações internacionais e produção acadêmica especializada, a pesquisa evidencia os efeitos dessa política sobre três grupos: migrantes subsaarianos, submetidos a violência administrativa sistemática, expulsões coletivas e racismo institucional; comunidades nômades transfronteiriças, historicamente marginalizadas e transformadas em atores de insegurança; e por fim, as organizações e militantes engajados na defesa dos direitos das pessoas migrantes, que passam a ser alvo de restrições, criminalização e, em alguns casos, dissolução judicial em razão de sua atuação. Os resultados indicam que a securitização, longe de neutralizar ameaças, fortalece as redes de tráfico humano ao criar uma clientela cativa de deportados que reingressam no país, produz um ciclo vicioso de vulnerabilidade e consolida a fronteira sul como espaço de exceção e abandono, projetando insegurança sobre aqueles que pretende proteger. O impacto social desta pesquisa reside em sua contribuição para a difusão e visibilização das realidades das políticas migratórias norte-africanas, particularmente as argelinas, preenchendo uma lacuna bibliográfica no Brasil e oferecendo subsídios críticos para o debate sobre direitos humanos, racismo institucional e securitização da mobilidade na África mediterrânea. Resumen Esta disertación analiza el proceso de securitización de la migración en las fronteras meridionales de Argelia entre 2013 y 2023, un período marcado por la desestabilización regional derivada de las crisis en Libia (2011) y en Mali (2012-2013). Tomando como marco analítico la teoría de la securitización de la Escuela de Copenhague, la investigación examina cómo el Estado argelino construye discursivamente la movilidad subsahariana como una amenaza a la seguridad nacional, legitimando medidas excepcionales de control fronterizo y expulsión de migrantes. El estudio examina la convergencia entre la política migratoria y el derecho penal, el fenómeno de la “crimigración”, plasmado en la Ley 08-11 de junio de 2008 y en la política de “escolta hasta la frontera” con Níger. A partir de un análisis cualitativo de declaraciones oficiales, informes de organizaciones internacionales y producción académica especializada, la investigación pone de manifiesto los efectos de esta política sobre tres grupos: los migrantes subsaharianos, sometidos a violencia administrativa sistemática, expulsiones colectivas y racismo institucional; las comunidades nómadas transfronterizas, históricamente marginadas y convertidas en agentes de inseguridad; y, por último, las organizaciones y activistas comprometidos con la defensa de los derechos de las personas migrantes, que pasan a ser objeto de restricciones, criminalización y, en algunos casos, disolución judicial debido a su actuación. Los resultados indican que la securitización, lejos de neutralizar las amenazas, fortalece las redes de trata de personas al crear una clientela cautiva de deportados que regresan al país, genera un círculo vicioso de vulnerabilidad y consolida la frontera sur como un espacio de excepción y abandono, lo que genera inseguridad entre aquellos a quienes pretende proteger. El impacto social de esta investigación radica en su contribución a la difusión y visibilización de las realidades de las políticas migratorias del norte de África, en particular las argelinas, lo que colma una laguna bibliográfica en Brasil y ofrece aportaciones críticas al debate sobre los derechos humanos, el racismo institucional y la securitización de la movilidad en el África mediterránea.