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Mobilidade, gênero e interseccionalidades: Uma análise socioespacial dos trajetos de estudantes da UNILA em Foz do Iguaçu.
(2026-01) Cittolin, Vitória Francescon; Orientação
A presente pesquisa se propõe a investigar como as opressões estruturais, especialmente relacionadas a gênero, raça e outras interseccionalidades, impactam a mobilidade urbana, a percepção de segurança e o direito à cidade entre estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu. Partindo da constatação de que o planejamento urbano tradicional invisibiliza a diversidade humana ao centrar-se em um "sujeito neutro", a pesquisa analisa as as barreiras enfrentadas por grupos com diferentes marcadores sociais em seus deslocamentos pela cidade. Partindo de uma abordagem metodológica qualitativa, a pesquisa articula referenciais sobre direito à cidade, geografia do medo, mobilidade urbana e urbanismo feminista com dados empíricos obtidos por meio de questionários, entrevistas semiestruturadas, mapas mentais e análises socioespaciais. Os resultados evidenciam que, embora a cidade possua infraestrutura variável entre regiões, as desigualdades territoriais se entrelaçam com marcadores sociais, produzindo experiências amplamente distintas no cotidiano urbano: mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e estudantes migrantes relatam trajetórias permeadas por medo, evitamentos e restrições de circulação, que condicionam escolhas, comportamentos e oportunidades. Esse trabalho contribui, tanto para o debate acadêmico sobre urbanismo feminista, quanto para o debate político, ao dar visibilidade às experiências de grupos historicamente marginalizados e propor reflexões e diretrizes orientativas para a construção de cidades mais justas e sensíveis às interseccionalidades.
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Entre mesquitas e minaretes: quantos são e onde estão os muçulmanos no Brasil
(2026-01-30) Henrique, Raquel Nascimento Dos Santos; Orientação
O número de muçulmanos no Brasil vem crescendo através de levas migratórias e da conversão de brasileiros ao islã, com presença registrada em quase todos os estados do país. Diante desse cenário, esta pesquisa investiga quantos são e onde estão os muçulmanos no Brasil, analisando dados do Censo do IBGE e fontes alternativas que apresentam estimativas baseadas em múltiplos levantamentos. A análise revelou uma controvérsia pública significativa: a discrepância entre os números apresentados pelas diferentes fontes mostrou-se irreconciliável devido às distintas metodologias empregadas na contagem de seguidores do islã no país. Para compreender essa discrepância, abrimos a caixa-preta da metodologia do Censo religioso do IBGE e analisamos as fontes utilizadas pelas instituições islâmicas, em um levantamento que contou com entrevistas de líderes islâmicos de duas instituições representativas dos muçulmanos em nível nacional – a FAMBRAS e a WAMY. Como alternativa para compreender a presença islâmica no Brasil para além do número de seguidores, desenvolvemos um mapeamento dos espaços islâmicos baseado na localização de mesquitas e centros islâmicos distribuídos pelos estados brasileiros. Esse mapeamento busca superar as limitações dos dados censitários e a imprecisão numérica das instituições, oferecendo uma visão mais precisa da distribuição territorial dos muçulmanos e suas instituições no país.
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Decolonizar a ciência: caminhos para a inclusão dos saberes indígenas no currículo do ensino superior
(2026-01-30) Souza, Daniel Custódio; Tiago Costa Sanches (orientador)
Neste artigo, investigamos como o currículo da educação superior pode se estruturar para atender às especificidades culturais e epistemológicas dos povos indígenas. A inclusão dos saberes indígenas no espaço acadêmico é um tema que destaca a importância de valorizar a diversidade cultural e epistemológica, na construção de uma educação que respeite e integre diferentes formas de conhecimento. A presença de estudantes indígenas nas universidades evidencia o encontro e, por vezes, o choque entre saberes tradicionais e acadêmicos, exigindo uma reflexão sobre os ajustes necessários nos currículos para que esses espaços se tornem verdadeiramente inclusivos e representativos. Nessa perspectiva, o indígena sai do lugar de objeto de estudo e passa a ocupar um lugar de maior protagonismo, trazendo seus saberes para dentro do espaço acadêmico.
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A urbanização e a expansão dos condomínios horizontais fechados em Foz do Iguaçu - PR
(2026-01-29) Fernandes Gonçalves da Silva, Davy
Este trabalho analisa o processo de urbanização e o crescimento dos condomínios horizontais fechados em Foz do Iguaçu, no Paraná. O estudo mostra como esse fenômeno reflete mudanças sociais, econômicas e espaciais na cidade. Em Foz do Iguaçu, o número de condomínios fechados cresceu a partir dos anos 2000, com a flexibilização das leis municipais e o aumento da procura por locais mais seguros para morar. Hoje, o município conta com 57 condomínios horizontais, somando cerca de três mil residências, segundo dados da Secretaria Municipal de Planejamento. O estudo mostra que esse crescimento tem impactos diretos na cidade, como o bloqueio de vias públicas, a diminuição de espaços de convivência e o aumento do uso de veículos particulares. Apesar de oferecerem vantagens, como segurança e infraestrutura, os condomínios também reforçam a separação social e a fragmentação urbana. Por fim, o trabalho defende que as políticas públicas de planejamento urbano precisam estabelecer limites para novas construções, proteger as áreas públicas e incentivar uma maior integração entre os espaços privados e coletivos. Assim, conclui-se que a urbanização de Foz do Iguaçu reflete as contradições do desenvolvimento urbano brasileiro: ao mesmo tempo em que promove o crescimento e a modernização, também cria barreiras físicas e sociais que dificultam a construção de uma cidade mais justa e igualitária. Resumen Este artículo analiza el proceso de urbanización y el crecimiento de las comunidades cerradas horizontales en Foz do Iguaçu, Paraná. El estudio muestra cómo este fenómeno refleja los cambios sociales, económicos y espaciales en la ciudad. En Foz do Iguaçu, el número de barrios cerrados ha crecido desde la década de 2000, con la relajación de las leyes municipales y el aumento de la demanda de lugares más seguros para vivir. Hoy, el municipio cuenta con 57 condominios horizontales, que suman unas tres mil residencias, según datos de la Secretaría de Planificación Municipal. El estudio muestra que este crecimiento tiene impactos directos en la ciudad, como el bloqueo de la vía pública, la reducción de espacios habitables y el aumento del uso del vehículo privado. A pesar de ofrecer ventajas, como seguridad e infraestructura, los condominios también refuerzan la separación social y la fragmentación urbana. Finalmente, el trabajo argumenta que las políticas públicas de planificación urbana deben establecer límites para las nuevas construcciones, proteger los espacios públicos y fomentar una mayor integración entre los espacios privados y colectivos. Así, se concluye que la urbanización de Foz do Iguaçu refleja las contradicciones del desarrollo urbano brasileño: al mismo tiempo que promueve el crecimiento y la modernización, también crea barreras físicas y sociales que dificultan la construcción de una ciudad más justa y igualitaria.
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Programa de residência multiprofissional em saúde da família (PRMSF): entre a lógica neoliberal e o cotidiano do SUS
(2026-01-29) Oliveira, Ana Augusta Penteado de
A presente investigação analisa o processo de formação de trabalhadoras/es em saúde no âmbito do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (PRMSF) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e de seu campo de prática (Atenção Primária à Saúde-Foz do Iguaçu), confrontando a proposta político-pedagógica do programa com a sua estruturação concreta. O objetivo geral consistiu em investigar a relação entre a lógica da uberização do trabalho, manifesta no cotidiano dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), e o papel do PRMSF como espaço potencial de resistência e/ou reprodução dessa racionalidade neoliberal. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada na perspectiva sócio-histórica, na observação participante das vivências cotidianas no contexto da residência e no ensaio teórico-crítico, utilizando-se da autoetnografia, da análise de trechos da matriz curricular do programa, como da revisão bibliográfica e documental. O desenvolvimento apontou que a estrutura atual do programa - caracterizada por uma carga horária de 60 horas semanais e incoerência em alguns componentes pedagógicos - em grande medida opera no sentido oposto ao intuito político-pedagógico do projeto, em detrimento do desenvolvimento de uma formação crítica e emancipatória. Evidenciou-se também que essa configuração tende a precarizar a formação, na qual a/o residente é subsumida/o pela racionalidade neoliberal dominante, o que fragiliza o potencial de resistência e de produção de um 'trabalho vivo em ato'. Conclui-se que o PRMSF possui um potencial de resistência calcado em sua fundamentação teórica, expressa em partes de seu Projeto Pedagógico Curricular e nos princípios da APS e do SUS. Contudo, é imperativo que a perspectiva da Educação Popular em Saúde oriente, de forma mais contundente e transversal, tudo o que é desenvolvido pelos programas de residência em saúde, transformando a residência em um território de práxis capaz de resistir à lógica do capital e reafirmar o compromisso ético do SUS em defesa da vida. Resumen La presente investigación analiza el proceso de formación de trabajadores/as de la salud en el ámbito del Programa de Residencia Multiprofesional en Salud de la Familia (PRMSF-UNILA) y de su campo de práctica (Atención Primaria de Salud - Foz do Iguaçu), confrontando la propuesta político-pedagógica del programa con su estructuración concreta. El objetivo general consistió en investigar la relación entre la lógica de la uberización del trabajo, manifiesta en el cotidiano de los servicios del Sistema Único de Salud (SUS), y el papel del PRMSF como espacio potencial de resistencia y/o reproducción de esa racionalidad neoliberal. Metodológicamente, se trata de una investigación de enfoque cualitativo, fundamentada en la perspectiva socio-histórica, en la observación participante de las vivencias cotidianas en el contexto de la residencia y en el ensayo teórico-crítico, utilizándose de la autoetnografía, del análisis de fragmentos de la matriz curricular del programa, así como de la revisión bibliográfica y documental. El desarrollo señaló que la estructura actual del programa — caracterizada por una carga horaria de 60 horas semanales e incoherencia en algunos componentes pedagógicos — opera en gran medida en el sentido opuesto al propósito político-pedagógico del proyecto, en detrimento del desarrollo de una formación crítica y emancipadora. Se evidenció también que esta configuración tiende a precarizar la formación, en la cual la/el residente es subsumida/o por la racionalidad neoliberal dominante, lo que debilita el potencial de resistencia y de producción de un "trabajo vivo en acto". Se concluye que el PRMSF posee un potencial de resistencia basado en su fundamentación teórica, expresada en partes de su Proyecto Pedagógico Curricular, en los principios de la APS y del SUS. Sin embargo, es imperativo que la perspectiva de la Educación Popular en Salud oriente, de forma más contundente y transversal, todo lo desarrollado por los programas de residencia en salud, transformando la residencia en un territorio de praxis capaz de resistir a la lógica del capital y reafirmar el compromiso ético del SUS en defensa de la vida.