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Submissões Recentes
Efeitos da benzofenona-2 e benzofenona-3 sobre o metabolismo, a migração e a integridade nuclear de células trofoblásticas HTR-8/SVneo
(2026-02-02) Lima, Aline; Orientação
A exposição humana a contaminantes ambientais, como os filtros ultravioleta (UV), é uma crescente preocupação para a saúde reprodutiva. As benzofenonas (BPs), amplamente aplicadas em produtos de consumo, atravessam a barreira placentária, mas seus efeitos diretos na função trofoblástica permanecem pouco elucidados. O presente estudo teve como objetivo avaliar e comparar os efeitos da Benzofenona-2 (BP-2) e Benzofenona-3 (BP-3) sobre a viabilidade metabólica, integridade nuclear, estado oxidativo e capacidade migratória de células trofoblásticas humanas de primeiro trimestre in vitro (linhagem HTR-8/SVneo). A citotoxicidade foi avaliada pelo ensaio de MTT (24, 48 e 72h) para determinação do IC50, enquanto a funcionalidade celular foi analisada pelo ensaio de cicatrização (scratch assay). Adicionalmente, uma triagem multiparamétrica com as sondas Hoechst 33342, Iodeto de Propídio (PI) e CellROX® Green foi empregada para avaliar densidade celular, necrose e estresse oxidativo. Os resultados demonstraram que a BP-2 induziu toxicidade metabólica severa em 24h, enquanto a BP-3 apresentou um perfil de toxicidade cumulativa ao longo do tempo. No ensaio funcional, a BP-3 inibiu significativamente a migração celular (p < 0,01), impedindo o fechamento da ferida. A análise multiparamétrica revelou um fenômeno de retenção celular nos grupos tratados, onde as células permaneceram fisicamente aderidas e com núcleos íntegros, mas metabolicamente deprimidas e incapazes de migrar, sem detecção de morte celular lítica ou surto oxidativo nas condições testadas. Conclui-se que as BPs testadas comprometem a fisiologia trofoblástica por mecanismos distintos, onde a BP-2 causa choque metabólico e a BP-3 induz um estado de quiescência e paralisia funcional da invasão, sugerindo que a exposição a estes compostos pode contribuir para falhas na placentação, como na pré-eclâmpsia, independentemente da morte celular imediata.
Metaheurísticas aplicadas para minimização de perdas técnicas em redes de distribuição com geração fotovoltaica e baterias
(2026-02-02) Peruzzo, Marília Luiza Berti
Este trabalho buscou minimizar as perdas técnicas considerando dois sistemas de distribuição teste, IEEE 13 e 34 barras, em ambos sistemas foi considerando a integração de geração fotovoltaica e armazenamento de energia por baterias. Os modelos empregados foram representados no software OpenDSS, e os resultados exportados para o software Matlab, permitindo a geração de 32 e 74 cenários de incerteza para o sistema de 13 e 34 barras, respectivamente, por meio da técnica Two-Point Estimate Method. Aplicou-se duas metaheurísticas para otimização, (i) Algoritmo Genético e (ii) Grey Wolf Optimization, determinando o despacho ótimo da bateria que minimiza as perdas ao longo de um dia. Os resultados indicaram que, nos sistemas IEEE 13 e 34 barras, o algoritmo genético apresenta melhor desempenho no despacho de energia. Contudo, seu tempo de convergência foi aproximadamente 50% e 37% maior em comparação ao Grey Wolf Optimization. A redução de perdas, em relação ao sistema base sem geração distribuída, foi de cerca de 27% para o sistema IEEE 13 barras e 75% para o sistema IEEE 34 barras, demonstrando a melhoria do desempenho e eficiência dos sistemas de distribuição com geração distribuída e armazenamento de energia.
Mobilidade, gênero e interseccionalidades: uma análise socioespacial dos trajetos de estudantes da UNILA em Foz do Iguaçu
(2026-01-30) Cittolin, Vitória Francescon
A presente pesquisa se propõe a investigar como as opressões estruturais, especialmente relacionadas a gênero, raça e outras interseccionalidades, impactam a mobilidade urbana, a percepção de segurança e o direito à cidade entre estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu. Partindo da constatação de que o planejamento urbano tradicional invisibiliza a diversidade humana ao centrar-se em um "sujeito neutro", a pesquisa analisa as as barreiras enfrentadas por grupos com diferentes marcadores sociais em seus deslocamentos pela cidade. Partindo de uma abordagem metodológica qualitativa, a pesquisa articula referenciais sobre direito à cidade, geografia do medo, mobilidade urbana e urbanismo feminista com dados empíricos obtidos por meio de questionários, entrevistas semiestruturadas, mapas mentais e análises socioespaciais. Os resultados evidenciam que, embora a cidade possua infraestrutura variável entre regiões, as desigualdades territoriais se entrelaçam com marcadores sociais, produzindo experiências amplamente distintas no cotidiano urbano: mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e estudantes migrantes relatam trajetórias permeadas por medo, evitamentos e restrições de circulação, que condicionam escolhas, comportamentos e oportunidades. Esse trabalho contribui, tanto para o debate acadêmico sobre urbanismo feminista, quanto para o debate político, ao dar visibilidade às experiências de grupos historicamente marginalizados e propor reflexões e diretrizes orientativas para a construção de cidades mais justas e sensíveis às interseccionalidades.
Entre mesquitas e minaretes: quantos são e onde estão os muçulmanos no Brasil
(2026-01-30) Henrique, Raquel Nascimento dos Santos
O número de muçulmanos no Brasil vem crescendo através de levas migratórias e da conversão de brasileiros ao islã, com presença registrada em quase todos os estados do país. Diante desse cenário, esta pesquisa investiga quantos são e onde estão os muçulmanos no Brasil, analisando dados do Censo do IBGE e fontes alternativas que apresentam estimativas baseadas em múltiplos levantamentos. A análise revelou uma controvérsia pública significativa: a discrepância entre os números apresentados pelas diferentes fontes mostrou-se irreconciliável devido às distintas metodologias empregadas na contagem de seguidores do islã no país. Para compreender essa discrepância, abrimos a caixa-preta da metodologia do Censo religioso do IBGE e analisamos as fontes utilizadas pelas instituições islâmicas, em um levantamento que contou com entrevistas de líderes islâmicos de duas instituições representativas dos muçulmanos em nível nacional – a FAMBRAS e a WAMY. Como alternativa para compreender a presença islâmica no Brasil para além do número de seguidores, desenvolvemos um mapeamento dos espaços islâmicos baseado na localização de mesquitas e centros islâmicos distribuídos pelos estados brasileiros. Esse mapeamento busca superar as limitações dos dados censitários e a imprecisão numérica das instituições, oferecendo uma visão mais precisa da distribuição territorial dos muçulmanos e suas instituições no país.
Decolonizar a ciência: caminhos para a inclusão dos saberes indígenas no currículo do ensino superior
(2026-01-30) Souza, Daniel Custódio; Tiago Costa Sanches (orientador)
Neste artigo, investigamos como o currículo da educação superior pode se estruturar para atender às especificidades culturais e epistemológicas dos povos indígenas. A inclusão dos saberes indígenas no espaço acadêmico é um tema que destaca a importância de valorizar a diversidade cultural e epistemológica, na construção de uma educação que respeite e integre diferentes formas de conhecimento. A presença de estudantes indígenas nas universidades evidencia o encontro e, por vezes, o choque entre saberes tradicionais e acadêmicos, exigindo uma reflexão sobre os ajustes necessários nos currículos para que esses espaços se tornem verdadeiramente inclusivos e representativos. Nessa perspectiva, o indígena sai do lugar de objeto de estudo e passa a ocupar um lugar de maior protagonismo, trazendo seus saberes para dentro do espaço acadêmico.