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Submissões Recentes
“A VICTORIA DO FEMINISMO”: ECOS DA CONQUISTA DO VOTO FEMININO NO RIO GRANDE DO NORTE NO JORNAL CURITIBANO O DIA (1927-1928)
(2026) Lima, Larissa Souza de.; Silva, Rosangela de Jesus.; Orientação
O presente trabalho tem por objetivo analisar textos jornalísticos publicados no periódico curitibano O Dia (1923–1961), com foco na discussão acerca da conquista de direitos políticos pelas mulheres. Conforme aponta June Hahner (2003), na década de 1920, a luta pelo voto feminino teria sido o principal objetivo do movimento feminista no Brasil e, por meio de uma campanha eficaz e amplamente difundida, o direito ao voto foi conquistado pelas mulheres em nível nacional no ano de 1932. Com a promulgação da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, as mulheres conquistaram, primeiramente, o direito ao voto no estado do Rio Grande do Norte e, nas eleições para senador realizadas em abril do ano seguinte, já se encontravam alistadas 20 mulheres para o exercício de seus
direitos políticos e 15 foram às urnas depositar suas cédulas. Contudo, no dia 18 de maio de 1928, seus votos foram anulados pela Comissão de Poderes do Senado. O recorte temporal, portanto, abrange o período de outubro de 1927 a maio de 1928, buscando concentrar-se na discussão apresentada pelo jornal O Dia durante esse momento de intenso debate sobre a conquista de direitos políticos pelas mulheres, manifestada por meio de charges, notícias, artigos e piadas. Desse modo, a pesquisa gira em torno de analisar como o jornal O Dia reagiu e discutiu a conquista do voto feminino e de direitos políticos pelas mulheres, assim como qual ideal de mulher buscou construir e difundir por meio de suas representações. Inserida no campo da História Cultural, a pesquisa tem embasamento nas discussões teórico-metodológicas de Roger Chartier e de Pierre Bourdieu. A partir de Roger Chartier (2002; 2011), abarcamos as noções de Práticas e Representações, bem como os Protocolos de Leitura, entendidos como ferramentas fundamentais para a compreensão das formas de produção e propagação dos discursos veiculados pelo periódico. Com base em Bourdieu (2002), abordamos o conceito de Violência Simbólica, pensando em como se difunde por meio da Dominação Masculina no meio social. Como resultados da pesquisa, apontamos que o jornal pareceu reagir à conquista do voto feminino no Rio Grande do Norte se mostrando contrário à medida e à obtenção de direitos políticos pelas mulheres na maior parte das publicações no recorte
analisado. Quando houve publicações favoráveis à inserção da mulher na política, eram enfatizadas as atribuições femininas em relação ao lar e à maternidade.
O CREPÚSCULO: ESCRAVIDÃO, RAÇA E A CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO NA BAHIA DA DÉCADA DE 1840
(2026) Gomes, Barbara Balena; Orientação
Esta dissertação analisa como o jornal O Crepúsculo, publicado em Salvador entre 1845 e
1847, abordou a escravidão, o tráfico atlântico e a população negra no interior de um projeto de
modernidade e construção nacional. Produzido por médicos e letrados vinculados à Faculdade
de Medicina da Bahia, o periódico articulava discursos científicos, morais e literários na
formulação de um ideal de civilização orientado por referenciais europeus. A pesquisa parte do
conjunto completo dos trinta números do jornal, privilegiando textos que mencionam direta ou
indiretamente a população negra, o tráfico e a escravidão, bem como aqueles que mobilizam
categorias como progresso, moralidade e civilização. O referencial teórico articula o conceito de
representação, conforme elaborado por Roger Chartier (1990), à noção de modernidade como
experiência histórica ambivalente, formulada por Marshall Berman (1986), e ao regime de
historicidade proposto por Reinhart Koselleck (2006). A partir dessa triangulação,
compreende-se o periódico como instância ativa na produção simbólica de hierarquias sociais e
na reorganização das temporalidades. Argumenta-se que O Crepúsculo contribuiu para
formular uma modernidade científica, na qual o futuro nacional era projetado a partir da
autoridade de uma elite letrada, enquanto a população negra era posicionada em uma
temporalidade associada ao atraso, à tutela ou à necessidade de reforma moral. Ao articular
história da imprensa e história social, a pesquisa demonstra que o discurso modernizador se
projeta no próprio título do periódico, O Crepúsculo, evocando uma experiência histórica
marcada pela ideia de transição: o declínio de uma ordem social colonial e escravista e o
anúncio incerto de um novo tempo associado aos ideais de modernidade, civilização e
progresso.
Remição ou remissão? Os impactos da oferta do curso livre de teologia como assistência penal aos autores de violência sexual na penitenciária estadual de Foz do Iguaçu II (PEF II)
(2026-06-12) Lopes, Lucélia Beraldo
Esta dissertação tem como ideia central a proposta de analisar de que maneira a oferta de curso livre de teologia, como assistência penal, proporciona ou não aos autores de violência sexual na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II (PEF II) durante a execução da pena privativa de liberdade, a compreensão crítica desse indivíduo acerca do crime de violência sexual pelo qual estão condenados. Tal curso é oferecido pelo Colegiado Ministerial ABBA. A Política de Execução Penal é uma política pública estigmatizada e com baixo investimento governamental nos serviços de assistência penal. Com a edição de normativas e legislações direcionando as assistências penais para as parcerias público-privadas, a oferta desses serviços ficou voltada majoritariamente para cursos e estudos com conteúdo teológico e bíblico realizados dentro das celas. Isso se deu por meio de um acordo de cooperação entre o Governo do Paraná e o Colegiado Ministerial ABBA. Historicamente, o cárcere se configura como um instrumento que vai além da privação de liberdade, tornando-se uma peça fundamental no exercício da punição, bem como exercendo um papel que objetiva a transformação do indivíduo em alguém dócil e útil para a sociedade de classes. Para o alcance de tais objetivos, lançam-se as técnicas disciplinares combinadas a um sistema de recompensa às Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) que demonstram avanços na direção de transformação desejada. Assim, com o desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e com entrevista semiestruturada, será possível identificar se a oferta do curso livre de teologia proporciona ou não a compreensão acerca do crime de violência sexual para o alcance dos objetivos do cárcere por meio das assistências previstas na Lei de Execução Penal.
Resumen
La idea central de esta tesis es analizar de qué manera la oferta de un curso libre de teología, como forma de asistencia penal, contribuye o no a que los autores de violencia sexual recluidos en la Penitenciaría Estatal de Foz do Iguaçu II (PEF II), durante la ejecución de la pena privativa de libertad, desarrollen una comprensión crítica acerca del delito de violencia sexual por el cual fueron condenados. Dicho curso es ofrecido por el Colegiado Ministerial ABBA. La Política de Ejecución Penal constituye una política pública estigmatizada y caracterizada por una baja inversión gubernamental en los servicios de asistencia penal. Con la promulgación de normativas y legislaciones que orientan las asistencias penales hacia asociaciones público-privadas, la oferta de estos servicios pasó a centrarse mayoritariamente en cursos y estudios con contenido teológico y bíblico realizados dentro de las celdas. Esto se llevó a cabo mediante un acuerdo de cooperación entre el Gobierno del Estado de Paraná y el Colegiado Ministerial ABBA. Históricamente, la prisión se configura como un instrumento que va más allá de la privación de libertad, convirtiéndose en una pieza fundamental en el ejercicio de la punición, así como desempeñando un papel orientado a la transformación del individuo en alguien dócil y útil para la sociedad de clases. Para alcanzar tales objetivos, se emplean técnicas disciplinarias combinadas con un sistema de recompensas dirigido a las Personas Privadas de Libertad (PPL) que demuestran avances hacia la transformación deseada. Así, mediante el desarrollo de una investigación cualitativa, de carácter bibliográfico y con entrevistas semiestructuradas, será posible identificar si la oferta del curso libre de teología contribuye o no a la comprensión del delito de violencia sexual, en función del logro de los objetivos del sistema penitenciario a través de las asistencias previstas en la Ley de Ejecución Penal.
Efeitos de um programa de atividade física sobre o estilo de vida e parâmetros inflamatórios e metabólicos maternos em gestantes com diabetes mellitus gestacional
(2026-06-10) Souza, Joao Paulo Batista de
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) representa importante problema de saúde materna, por sua associação com complicações obstétricas e desfechos perinatais desfavoráveis. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de um programa de atividade física supervisionada sobre o estilo de vida e parâmetros metabólicos e inflamatórios maternos em gestantes com DMG acompanhadas na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de estudo quase-experimental, sem randomização, com amostragem por conveniência e participação voluntária. A amostra inicial foi composta por 37 gestantes, das quais 12 concluíram todas as avaliações finais previstas. A intervenção incluiu orientação em estilo de vida, exercícios supervisionados e prática domiciliar, com meta mínima de 150 minutos semanais de atividade física moderada por aproximadamente 30 dias. Os resultados mostraram melhora do estilo de vida no grupo intervenção e redução significativa da glicemia pós-prandial em comparação ao grupo controle. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na maior parte dos marcadores inflamatórios e metabólicos avaliados. No subgrupo monitorado por smartwatch, maior número de passos associou-se a menores valores finais de pressão arterial sistólica. Conclui-se que, mesmo em curto prazo, a intervenção foi capaz de promover benefícios relevantes, especialmente sobre o estilo de vida, o controle glicêmico pós-prandial e o comportamento motor monitorado digitalmente.
Resumen
La Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) representa un importante problema de salud materna, debido a su asociación con complicaciones obstétricas y desenlaces perinatales desfavorables. Este estudio tuvo como objetivo evaluar los efectos de un programa de actividad física supervisada sobre el estilo de vida y los parámetros metabólicos e inflamatorios maternos en gestantes con DMG atendidas en la Atención Primaria de la Salud. Se trata de un estudio cuasi experimental, sin aleatorización, con muestreo por conveniencia y participación voluntaria. La muestra inicial estuvo compuesta por 37 gestantes, de las cuales 12 completaron todas las evaluaciones finales previstas. La intervención incluyó orientación sobre estilo de vida, ejercicios supervisados y práctica domiciliaria, con una meta mínima de 150 minutos semanales de actividad física moderada durante aproximadamente 30 días. Los resultados mostraron mejoría en el estilo de vida en el grupo intervención y reducción significativa de la glucemia posprandial en comparación con el grupo control. No se observaron diferencias estadísticamente significativas en la mayoría de los marcadores inflamatorios y metabólicos evaluados. En el subgrupo monitoreado con smartwatch, un mayor número de pasos se asoció con menores valores finales de presión arterial sistólica. Se concluye que, incluso a corto plazo, la intervención fue capaz de promover beneficios relevantes, especialmente en el estilo de vida, el control glucémico posprandial y el comportamiento motor monitoreado digitalmente.
A corte e o corpo: femigenocídio e o(s) significado(s) de justiça na Guatemala e no México
(2026-06-09) Teixeira, Alessandra Renata de Melo
Esta dissertação investiga o femigenocídio na Guatemala e no México como tecnologia política de Estado inscrita na formação dos Estados latino-americanos, a partir da articulação entre colonialidade, racismo, patriarcado e capitalismo. Distanciando-se de leituras que tratam a violência contra mulheres indígenas como uma falha excepcional ou anomalia jurídica, a pesquisa a compreende como elemento estrutural de projetos nacionais fundados na racialização da vida e na produção sistemática da morte. Ancorada em um referencial comunitário e com contribuições decoloniais e marxistas, propõe-se uma análise centrada na economia política da morte, vinculando gênero, raça e classe como um amálgama indissociável. Para tanto, o trabalho estrutura-se em três eixos fundamentais. Inicialmente, constrói-se um marco teórico-metodológico que fundamenta o conceito de femigenocídio como categoria analítica capaz de apreender a dimensão coletiva, histórica e territorial da violência, evidenciando sua vinculação à racionalidade econômica da acumulação e a pactos de soberania masculina. Em seguida, reconstrói-se o processo de produção política do ser mulher indígena na Guatemala e no México, demonstrando como a formação desses Estados se deu por meio de séculos de espoliação territorial, violência institucional e gestão racializada da vida, o que permite refutar a tese de omissão estatal em favor da compreensão do Estado como agente ativo da maquinaria femigenocida. Por fim, o trabalho problematiza a atuação do sistema de justiça no enfrentamento dessas violências, analisando seus limites estruturais enquanto instância inserida na lógica estatal e na justiça liberal e suas potencialidades como espaço de disputa política. A hipótese central é de que, embora o sistema de justiça desempenhe papel relevante na nomeação da violência, opera frequentemente como mecanismo de modernização e freio aparente, traduzindo conflitos estruturais em violações de direitos individuais sem desmantelar a estrutura femigenocida. O estudo culmina no tensionamento dessa justiça internacional com as epistemologias dos feminismos comunitários, apontando para a defesa do corpo-território e a cura política como horizontes de uma justiça insurgente e não estatal.
Resumen
Esta disertación investiga el femigenocidio en Guatemala y México como una tecnología política de Estado inscrita en la formación de los Estados latinoamericanos, a partir de la articulación entre colonialidad, racismo, patriarcado y capitalismo. Distanciándose de lecturas que tratan la violencia contra las mujeres indígenas como una falla excepcional o una anomalía jurídica, la investigación la comprende como un elemento estructural de proyectos nacionales fundados en la racialización de la vida y en la producción sistemática de la muerte. Anclada en un marco comunitario y con aportes decoloniales y marxistas, se propone un análisis centrado en la economía política de la muerte, vinculando género, raza y clase como un amalgama indisociable. Para ello, el trabajo se estructura en tres ejes fundamentales. En primer lugar, se construye un marco teórico-metodológico que fundamenta el concepto de femigenocidio como categoría analítica capaz de aprehender la dimensión colectiva, histórica y territorial de la violencia, evidenciando su vinculación con la racionalidad económica de la acumulación y con pactos de soberanía masculina. En segundo lugar, se reconstruye el proceso de producción política del ser mujer indígena en Guatemala y México, demostrando cómo la formación de estos Estados se dio a través de siglos de despojo territorial, violencia institucional y gestión racializada de la vida, lo que permite refutar la tesis de la omisión estatal en favor de la comprensión del Estado como agente activo de la maquinaria femigenocida. Por último, el trabajo problematiza la actuación del sistema de justicia en el enfrentamiento de estas violencias, analizando sus límites estructurales como instancia inserta en la lógica estatal y en la justicia liberal, así como sus potencialidades como espacio de disputa política. La hipótesis central sostiene que, si bien el sistema de justicia desempeña un papel relevante en la nominación de la violencia, opera frecuentemente como un mecanismo de modernización y de contención aparente, traduciendo conflictos estructurales en violaciones de derechos individuales sin desmantelar la estructura femigenocida. El estudio culmina tensionando esta justicia internacional con las epistemologías de los feminismos comunitarios, señalando la defensa del cuerpo-territorio y la sanación política como horizontes de una justicia insurgente y no estatal.