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HISTÓRIA E LITERATURA: A RESSIGNIFICAÇÃO DA BRUXARIA NO ROMANCE AKELARRE (2019), DE MARIO MENDOZA.
(2026) BRAULINO, Mayara dos Santos; Orientação
Este trabalho examina a representação da bruxaria no romance Akelarre (2019), de Mario Mendoza, analisando-a como uma ressignificação de práticas historicamente estigmatizadas. Parte-se da premissa de que a construção da bruxaria como heresia demoníaca pelos tribunais da Inquisição serviu como mecanismo de controle sobre os corpos femininos, refletindo dinâmicas de poder que persistem na modernidade. No enredo, ambientado no caos urbano de Bogotá, a bruxaria emerge não como elemento fantástico, mas como forma de resistência e transgressão. Através das trajetórias de Frank Molina, do padre Lázaro e, sobretudo, de Letícia , que se descobre bruxa em meio a uma série de assassinatos de prostitutas, e também da bruxa Mama Larisa. A partir de referenciais teórico-metodológicos na relação entre História e Literatura, a análise demonstra que obra revela o uso político de saberes ancestrais, destacando práticas como a parteria, o aborto e o uso medicinal de plantas como ferramentas de autonomia contra a violência patriarcal e a herança colonial. Assim, a narrativa de Mendoza é utilizada para refletir sobre a marginalização social e a potência desses saberes dissidentes na Colômbia contemporânea.
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Tecnologias aplicadas à saúde e seus impactos nas Unidades Básicas de Saúde no Brasil
(2026-06-26) Beausejour, Job
A palavra tecnologia tem origem no grego, a partir dos termos téchne, que significa arte ou ofício, e logia, que significa estudo. Assim, a tecnologia pode ser entendida como o conjunto de saberes, procedimentos e ferramentas criados pelos seres humanos para transformar a natureza e atender às suas necessidades. A inclusão de inovações, como exames de imagem, sistemas informatizados e utensílios digitais, mudou a prática clínica e a gestão dos serviços. Este trabalho tem como objetivo analisar a produção científica sobre o uso de tecnologias digitais no atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil com foco em seus impactos, aplicações e desafios na Atenção Primária à Saúde (APS). Foi realizada uma revisão integrativa da literatura e a coleta de artigos foi realizada por meio das bases de dados PUBMED, LILACS e BVS com a aplicação dos descritores: Tecnologia biomédica, Atenção primária e Brasil. Inicialmente, foram encontrados 1125 (Mil cento e vinte cinco) artigos, dos quais 215 (Duzentos e quinze) eram duplicados, depois da aplicação dos critérios de inclusão os quais foram: Estudos realizados no contexto brasileiro, Artigos científicos originais ou de revisão, Estudos que abordassem o uso de tecnologias digitais na APS e estudos disponíveis em texto completo. Foram incluídos seis (6) estudos que tratam diferentes perspectivas sobre a inclusão de tecnologias na APS e seus impactos nas UBS. De modo geral os estudos analisados mostram que ferramentas como telassaúde, prontuários eletrônicos e aplicativos móveis ajudam muito no cuidado e na gestão clínica, facilitam a comunicação entre profissionais e contribui para maior resolução dos serviços Essas inovações facilitam a tomada de decisão clínica baseada em evidências, por meio do acesso ampliado a informações e diretrizes atualizadas atendendo ao objetivo de entender como a tecnologia qualifica os processos decisórios na APS. Os resultados desta pesquisa mostram que as tecnologias digitais podem contribuir de forma significativa para o fortalecimento da APS. Quando implementadas corretamente, elas qualificam o processo decisório, apóiam o planejamento local, favorecem o cuidado contínuo e fortalecem o vínculo entre os profissionais e usuários. Resumen La palabra tecnología proviene de los términos griegos téchne, que significa arte o artesanía, y logia, que significa estudio. Por lo tanto, la tecnología puede entenderse como el conjunto de conocimientos, procedimientos y herramientas creadas por los seres humanos para transformar la naturaleza y satisfacer sus necesidades. La inclusión de innovaciones, como exámenes de imagen, sistemas computarizados y dispositivos digitales, ha cambiado la práctica clínica y la gestión de servicios. Este trabajo tiene como objetivo analizar la producción científica sobre el uso de tecnologías digitales en la atención brindada por Unidades Básicas de Salud (UBS) dentro del contexto del Sistema Único de Salud (SUS) en Brasil, centrándose en sus impactos, aplicaciones y desafíos en la Atención Primaria de Salud (APS). Se realizó una revisión integradora de la literatura y se recopilaron artículos utilizando las bases de datos PUBMED, LILACS y BVS con la aplicación de los descriptores: Tecnología biomédica, Atención primaria y Brasil. Inicialmente, se encontraron 1125 (mil ciento veinticinco) artículos, de los cuales 215 (doscientos quince) eran duplicados. Tras aplicar los criterios de inclusión, que fueron: estudios realizados en el contexto brasileño, artículos científicos originales o de revisión, estudios que abordaran el uso de tecnologías digitales en la atención primaria de salud y estudios disponibles en texto completo, se incluyeron seis (6) estudios que abordan diferentes perspectivas sobre la incorporación de tecnologías en la atención primaria de salud y sus impactos en las unidades de atención primaria. En general, los estudios analizados muestran que herramientas como pantallas de salud digitales, historias clínicas electrónicas y aplicaciones móviles facilitan considerablemente la atención y la gestión clínica, la comunicación entre profesionales y contribuyen a una mayor resolución de los servicios. Estas innovaciones facilitan la toma de decisiones clínicas basadas en la evidencia mediante un mayor acceso a información y guías actualizadas, cumpliendo el objetivo de comprender cómo la tecnología mejora los procesos de toma de decisiones en la atención primaria de salud. Los resultados de esta investigación muestran que las tecnologías digitales pueden contribuir significativamente al fortalecimiento de la atención primaria de salud. Cuando se implementan correctamente, mejoran el proceso de toma de decisiones, apoyan la planificación local, promueven la atención continua y fortalecen el vínculo entre profesionales y usuarios.
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Em busca de uma práxis descolonizadora no turismo: perspectivas para a integração regional (AR-BR-PY) por meio do cicloturismo e da interculturalidade em caminhos guaranis
(2026-06-26) Cezar, Therbio Felipe Moraes
Este estudo apresenta uma cartografia afetiva que se propõe a observar o cicloturismo à luz da interculturalidade, de um lado, como possibilidade viável para a integração regional do território transnacional Argentina – Brasil – Paraguai e, de outro, como meio sensível para fomentar novas ações, reflexões e narrativas descolonizadoras no Turismo. Como recorte espacial, optou-se por fragmentos de territórios com forte presença de uma geopolítica Guarani, compreendidos entre o Departamento de Itapúa – Paraguay, a província de Misiones – Argentina e a cidade de Foz do Iguaçu – Brasil. Na intenção de acessar e explorar, desde a perspectiva do cicloturismo, elementos interculturais que contrastam com o fenômeno turístico de massa, escolheu-se realizar uma coleta de dados em campo na forma de uma cicloexpedição, intercruzando um território sobrescrito por entre caminhos Guaranis. No que tange às discussões teóricas, apresenta-se uma exposição crítica conceitual sobre o Turismo e sua forma hegemônica, o Turismo de Massa, além de sua relação direta com fenômenos como a topofobia e o topocídio, e, como antítese destes, a topofilia. Metodologicamente, parte-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória, valendo-se de uma coleta de dados em campo, passando posteriormente por uma análise de abordagem qualitativa de caráter fenomenológico. Contempla-se, ainda, entre as análises dos resultados da coleta de campo, certa insurgência presente no território estudado ante o modelo hegemônico de Turismo de Massa e suas manifestações cosmo, eco e etnofóbicas, topocidas e ecocidas, ao apresentarem-se reflexões e inferências que fomentem vivências descolonizadoras de Turismo enquanto tecido suscetível à interculturalidade e à topofilia. Nesta perspectiva, sugere-se repensar a crítica dirigida ao Turismo, buscando observá-lo a partir de redes comunitárias e solidárias de Turismo, com ganhos ético-políticos e econômicos, fortalecidas e diversificadas, que também o cogitem como um instrumento de resistência e de denúncia, contra o que acompanha o comportamento de Massa e se manifesta contra a ancestralidade, os seres, a vida. Como deriva desta pesquisa, identificam-se aspectos regionais que suscitam a viabilidade futura de um caminho cicloturístico transnacional que integre o território em destaque por meio de uma práxis descolonizadora no Turismo, apontando, entre outras, para vivências interepistêmicas de Turismo Comunitário, Turismo Indígena e Turismo Regenerativo, com apoio de abordagens adaptativas complexas de Turismo. Resumen Este estudio presenta una cartografía afectiva que se propone analizar el cicloturismo a la luz de la interculturalidad, por un lado, como una posibilidad viable para la integración regional del territorio transnacional Argentina – Brasil – Paraguay y, por otro, como un medio sensible para fomentar nuevas acciones, reflexiones y narrativas descolonizadoras en el turismo. Como delimitación espacial, se optó por fragmentos de territorios con una fuerte presencia guaraní, que comprenden el Departamento de Itapúa – Paraguay, la provincia de Misiones – Argentina y la ciudad de Foz do Iguaçu – Brasil. Con la intención de acceder y explorar, desde la perspectiva del cicloturismo, elementos interculturales que contrastan con el fenómeno del turismo de masas, se eligió que la recopilación de datos de campo se realizara en forma de una cicloexpedición que intercruza un territorio sobrescrito por caminos guaraníes. En lo que respecta a las discusiones teóricas, se presenta una exposición crítica conceptual sobre el hegemónico Turismo de Masas y su relación con fenómenos como la topofobia y el topocidio, y, como antítesis de estos, la topofilia. Metodológicamente, se parte de una investigación bibliográfica exploratoria, valiéndose de una recopilación de datos de campo, pasando posteriormente por un análisis de abordaje cualitativo de carácter fenomenológico. Se contempla, además, entre los análisis de los resultados de campo, cierta insurgencia presente en el territorio estudiado frente al modelo hegemónico de Turismo de Masas y sus manifestaciones cosmofóbicas, ecofóbicas y etnofóbicas, topocidas y ecocidas. Se presentan reflexiones e inferencias que fomentan vivencias de turismo descolonizadoras, como un tejido susceptible a la interculturalidad y a la topofilia. Bajo esta perspectiva, se sugiere repensar la crítica dirigida al Turismo, buscando observarlo a partir de redes comunitarias y solidarias, con beneficios ético-políticos y económicos fortalecidos y diversificados, que también lo consideren como un instrumento de resistencia y denuncia contra aquello que acompaña al comportamiento de masas y se manifiesta contra la ancestralidad, los seres y la vida. Como deriva de esta investigación, se identifican aspectos regionales que suscitan la viabilidad futura de un camino cicloturístico transnacional que integre el territorio en destaque por medio de una praxis descolonizadora en el Turismo, apuntando, entre otras, hacia vivencias interepistémicas de Turismo Comunitario, Turismo Indígena y Turismo Regenerativo, con apoyo de abordajes adaptativos complejos de Turismo.
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Fábrica de angústias: a masculinidade de Carlos no filme São Paulo Sociedade Anônima
(2026-06-26) Galvão, Gustavo Nardino
Neste trabalho, identifico e analiso os discursos sobre a masculinidade representados pelo personagem Carlos, no filme São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person. Proponho trazer um vocabulário que nos permita historicizar este sujeito. Assim, a construção da subjetividade de Carlos é compreendida por meio das relações que ele estabelece com o trabalho, a família e o contexto social, político e econômico. Além disso, a reflexão se guia pelos marcadores de gênero, raça e classe. Através desta leitura, pode-se identificar Carlos como um homem branco, heteronormativo, latinoamericano e da classe média urbana. A análise de Carlos é feita também pelos seus encontros com as demais personagens. Isso coloca em cena e fora dela os lugares sociais reservados a estes sujeitos. A trama se passa na virada dos anos 1960 e é atravessada pelo "boom" da industrialização e pelo golpe cívico-militar brasileiro. Vivendo em meio às transformações “modernizantes” da nascente indústria paulistana, argumento que a masculinidade de Carlos é construída socialmente. Ela responde a um contexto que reproduz a influência do assim chamado “modo de vida americano”, do pensamento neoliberal estadunidense e fundamentalmente da figura do "homem moderno". Responde também a um conflito geracional e de gênero, característico dos anos 1960 no Brasil e em outros países. Entre os eixos de análise estão o uso da linguagem cinematográfica como uma tecnologia pela qual se reproduzem e se criam representações de gênero e também o seu uso como fonte historiográfica; uma abordagem crítica do conceito de "modernidade" e das particularidades que ele toma no sul global, neste caso, no Brasil. A América Latina vivenciou a chegada, sempre truculenta, dos discursos atrelados à influência estadunidense sob o contexto da guerra fria. Assim, cada região produz uma experiência que ressignifica o encontro da influência externa com as vivências locais. No caso do Brasil, especialmente em São Paulo, isso se dá em vários aspectos. Entre eles, uma tentativa de adesão ao “modo de vida americano”. No contexto estadunidense do pós-guerra, os papéis de gênero são alvos dos dispositivos do Estado. A manutenção da família nuclear heteronormativa se impõe. No Brasil, isso ganha eco e produz ainda a continuidade do projeto de embranquecimento da sociedade, agora no meio industrial, no êxodo rural e na relação periferia/centro. Em meio a este cenário, ao tentar “ser um homem”, Carlos não consegue juntar as peças que lhe foram entregues – ou produzidas por ele. Se vê diversas vezes em fugas e colapsos emocionais agressivos, acompanhados pela obsessão de “recomeçar” sua vida. Entre as principais conclusões deste trabalho destaco que pela maneira que se constrói, esta masculinidade representada por Carlos é acompanhada de sofrimento, tensões e contradições sobre seu lugar e seu papel. Junto a isso, as particularidades da modernidade paulista dos 1960 são o cenário desta construção. A exploração capitalista e as transformações dos papeis de gênero contextualizam a produção desta masculinidade. Resumen En este trabajo, identifico y analizo los discursos sobre la masculinidad representados por el personaje de Carlos en la película São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person. Propongo utilizar un vocabulario que permita historizar este tema. Así, la construcción de la subjetividad de Carlos se comprende a través de las relaciones que establece con el trabajo, la familia y el contexto social, político y económico. Además, la reflexión se guía por marcadores de género, raza y clase. Mediante esta lectura, se puede identificar a Carlos como un hombre blanco, heteronormativo, latinoamericano, perteneciente a la clase media urbana. El análisis de Carlos también se realiza a través de sus encuentros con los demás personajes. Esto introduce y expone en la película los espacios sociales reservados para estos sujetos. La trama se desarrolla a principios de la década de 1960 y está marcada por el auge de la industrialización y el golpe cívico-militar brasileño. Viviendo en medio de las transformaciones "modernizadoras" de la naciente industria de São Paulo, sostengo que la masculinidad de Carlos es una construcción social. Este trabajo responde a un contexto que reproduce la influencia del llamado "estilo de vida americano", del pensamiento neoliberal estadounidense y, fundamentalmente, de la figura del "hombre moderno". También responde a un conflicto generacional y de género, característico de la década de 1960 en Brasil y otros países. Entre los ejes de análisis se encuentran el uso del lenguaje cinematográfico como tecnología a través de la cual se reproducen y crean representaciones de género, y también su uso como fuente historiográfica; un enfoque crítico del concepto de "modernidad" y las particularidades que adquiere en el Sur Global, en este caso, Brasil. Latinoamérica experimentó la llegada, siempre truculenta, de discursos vinculados a la influencia estadounidense en el contexto de la Guerra Fría. Así, cada región produce una experiencia que resignifica el encuentro entre la influencia externa y las experiencias locales. En el caso de Brasil, especialmente en São Paulo, esto ocurre en varios aspectos. Entre ellas, un intento de adherirse al "estilo de vida americano". En el contexto estadounidense de la posguerra, los roles de género son blanco de los aparatos estatales. Prevalece el mantenimiento de la familia nuclear heteronormativa. En Brasil, esto resuena y perpetúa el proyecto de blanqueamiento de la sociedad, ahora dentro del sector industrial, el éxodo rural y la relación periferia/centro. En medio de este escenario, al intentar "ser un hombre", Carlos lucha por reconstruir los elementos que le han sido dados, o que él mismo ha producido. Experimenta frecuentemente fugas y crisis emocionales agresivas, acompañadas de una obsesión por "empezar de nuevo" su vida. Entre las principales conclusiones de este trabajo, destaco que, debido a la forma en que se construye, esta masculinidad representada por Carlos está acompañada de sufrimiento, tensiones y contradicciones sobre su lugar y rol. Además, las particularidades de la modernidad de São Paulo en la década de 1960 proporcionan el telón de fondo para esta construcción. La explotación capitalista y las transformaciones de los roles de género contextualizan la producción de esta masculinidad.
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“A Ameaça da Guatemala”: as representações do golpe contra Jacobo Árbenz em 1954 e o anticomunismo nas páginas d’O Globo
(2026-06-26) Corrente, Bruno de Miranda
Este trabalho tem como objetivo analisar as representações do jornal O Globo sobre o golpe de Estado contra Jacobo Árbenz, ocorrido na Guatemala em 1954. Busca-se compreender como o evento foi apresentado e repercutido pela imprensa brasileira. Inserido no contexto da Guerra Fria, o episódio guatemalteco constituiu um marco na história da América Latina ao representar o primeiro êxito da CIA no continente, com o triunfo da operação secreta PBSUCCESS. O estudo propõe investigar de que maneira O Globo analisou e se posicionou em relação ao golpe, bem como compreender como a Guatemala e o presidente Árbenz foram retratados ao longo de 1954. Considera-se que tais representações foram construídas a partir de uma perspectiva anticomunista característica da grande imprensa no período inicial da Guerra Fria. Como referencial teórico nos apropriamos dos conceitos de “esquemas intelectuais incorporados” e de “lutas de representações” de Roger Chartier. No campo metodológico, recorremos às contribuições de Tania Regina de Luca e José D’Assunção Barros, que orientam o uso da imprensa como fonte e objeto de pesquisa histórica. Dessa forma, reforça-se a importância da imprensa em uma perspectiva transnacional, ao evidenciar como um golpe ocorrido na América Central foi interpretado por um jornal brasileiro. Conclui-se, portanto, que O Globo legitimou o golpe contra Árbenz, uma vez que, como representante de setores liberais e anticomunistas brasileiros, difundiu representações que vinculavam o comunismo a uma ameaça à democracia liberal. Nesse sentido, o jornal instrumentalizou uma retórica que associava conquistas sociais, como a ampliação dos direitos trabalhistas e a reforma agrária, ao avanço do chamado “perigo vermelho”, apresentando a deposição do governo guatemalteco como uma resposta necessária à suposta ameaça comunista no continente americano. Resumen Este trabajo tiene como objetivo analizar las representaciones del periódico O Globo sobre el golpe de Estado contra Jacobo Árbenz, ocurrido en Guatemala en 1954. Se busca comprender cómo este acontecimiento fue presentado y difundido en la prensa brasileña. Enmarcado en el contexto de la Guerra Fría, el episodio guatemalteco constituyó un hito en la historia de América Latina, al representar el primer éxito de la CIA en el continente, con el triunfo de la operación encubierta PBSUCCESS. El estudio propone examinar de qué manera O Globo interpretó y se posicionó frente al golpe, así como comprender cómo fueron representados Guatemala y el presidente Árbenz a lo largo de 1954. Se considera que dichas representaciones fueron construidas desde una perspectiva anticomunista, característica de la gran prensa en el período inicial de la Guerra Fría. El marco teórico se basa en los conceptos de “esquemas intelectuales incorporados” y “luchas de representaciones” de Roger Chartier. En el plano metodológico, se recurre a las contribuciones de Tania Regina de Luca y José D’Assunção Barros, quienes orientan el uso de la prensa como fuente y objeto de investigación histórica. En este sentido, se refuerza la importancia de la prensa desde una perspectiva transnacional, al evidenciar cómo un golpe ocurrido en América Central fue interpretado por un periódico brasileño. Se concluye que O Globo legitimó el golpe contra Árbenz, en la medida en que, como representante de sectores liberales y anticomunistas de la sociedad brasileña, difundió representaciones que vinculaban el comunismo con una amenaza a la democracia liberal. En este sentido, el periódico instrumentalizó un discurso que asociaba las conquistas sociales, como la ampliación de los derechos laborales y la reforma agraria, con el avance del llamado “peligro rojo”, presentando la deposición del gobierno guatemalteco como una respuesta necesaria ante la supuesta amenaza comunista en el continente americano.