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POLÍTICA DO PRANTO: LUTO, DOR, MEMÓRIA, JUSTIÇA E INSURGÊNCIA FEMININA EM LA LLORONA (2019), ANTÍGONAS E MÃES DE MAIO
(2026-01-21) Daiane Soares de Lima; Orientação
O presente artigo analisa as narrativas La Llorona (2019), de Jayro Bustamante, Antígona, de Sófocles, e Antígona González, de Sara Uribe, articulando-as às práticas de memória e resistência do Movimento Mães de Maio, liderado por Débora Maria da Silva. O objetivo é compreender como essas obras e experiências mobilizam relações entre gênero, poder, luto e justiça, evidenciando formas de enfrentamento à violência patriarcal, colonial e estatal. Embora situadas em contextos distintos, todas convergem pela centralidade da dor feminina e pela recusa em aceitar o apagamento dos mortos, insistindo na força ética de nomear, lembrar e reivindicar sua dignidade. Em La Llorona (2019), a figura de Alma reinterpreta o mito da mulher que chora para denunciar o genocídio maia-ixil; em Sófocles e em Sara Uribe, as Antígonas desafiam o poder soberano ao exigir que os mortos sejam reconhecidos e honrados. No Brasil, as Mães de Maio transformam o luto pelas mortes de jovens negros e periféricos, vítimas da violência policial, em mobilização política e construção de memória coletiva. Assim, essas narrativas e experiências revelam que a maternidade funcionam como forças de resistência que desestabilizam discursos oficiais e reconstroem sentidos de justiça diante da necropolítica estatal.
ENTRE HONRA, CASTIGO E RECONSTRUÇÃO: VIVÊNCIAS DAS MULHERES PARAGUAIAS NA GUERRA GUASÚ E NO PÓS-CONFLITO
(2026-01-21) Daiane Soares de Lima; Orientador
O presente artigo analisa as experiências femininas durante e após a Guerra Guasú (1864–1870), compreendendo como os papéis de cuidado, maternidade, luto e resistência foram profundamente moldados pela violência estatal e pelas estruturas coloniais que atravessaram o conflito. A partir da distinção entre residentas e destinadas, discute-se como o Estado paraguaio produziu categorias de controle moral e político sobre os corpos das mulheres, exaltando umas como símbolos de patriotismo e relegando outras à condição de inimigas internas sujeitas a punição, exílio e apagamento social. Com base em documentos da época, testemunhos e revisão historiográfica, investigam-se as diversas formas de atuação feminina. Argumenta-se que, diante da ampla devastação demográfica e territorial, a maternidade adquiriu caráter político central, articulando práticas de luto, preservação da memória e resistência frente à violência patriarcal e estatal.
CONFLICTOS SOCIOAMBIENTALES Y ACCIÓN COLECTIVA EN SANTANDER, COLOMBIA (2016-2024): MOVILIZACIONES POPULARES POR LA DEFENSA DE LA VIDA, EL AGUA Y EL TERRITORIO
(Aura María Díaz Cáceres, 2025) AURA MARIA DIAZ CACERES; Orientação
La presente investigación realiza un análisis de las conflictividades socioambientales desatadas en los territorios de Mogotes, San Vicente y el Carmen de Chucurí en Santander-Colombia, a causa de la presencia de proyectos extractivistas y neoextractivistas de tipo minero e hidroenergéticos. Se propone analizar las respuestas desde las comunidades por medio de la acción colectiva y la movilización popular de diversos actores en defensa de los bienes comunes y el rechazo a este tipo de proyectos. Con el fin de aportar en la producción de conocimiento desde la interpretación y la intervención en la realidad y en compromiso con las comunidades y las luchas emancipadoras de los pueblos, la metodología propuesta para realizar un análisis desde el territorio-región es el uso de las técnicas cualitativas tales como: entrevista semiestructurada, observación participante e Investigación Acción Participativa (IAP). La hipótesis propuesta es que el surgimiento de los movimientos populares “Por la defensa de la vida, el agua y el territorio”, aglutina actores regionales y locales en las comunidades que se caracterizan por el principio de autonomía y demandas históricas por la soberanía del territorio. Mediante marcos de la acción colectiva y la movilización popular, logran visibilizar las conflictividades socioambientales y desencadenar lazos de solidaridad. Se espera que esta propuesta de investigación permita pensar la cuestión de la relación de la depredación de la naturaleza como bien económico, a partir de la capitalización y mercantilización de los bienes comunes, así como realizar el análisis y la transnacionalización de los conflictos en medio del ejercicio de pensar y repensar las relaciones de poder y de dominio que se han impuesto históricamente a los pueblos latinoamericanos y sus diversas formas de persistencia y resistencia.
CONFLICTOS SOCIOAMBIENTALES Y ACCIÓN COLECTIVA EN SANTANDER, COLOMBIA (2016-2024): MOVILIZACIONES POPULARES POR LA DEFENSA DE LA VIDA, EL AGUA Y EL TERRITORIO
(2025-10-13) AURA MARIA DIAZ CACERES; Orientação
Colombia. Extractivismo. Neoextractivismo. Conflictividades socioambientales. Movimientos populares.
Análise crítica das estratégias de vigilância em saúde no Paraná (2016–2025): articulação entre modelos ativo e passivo no SUS
(2026-01-21) Velásquez Mass, Jeanpaul
A vigilância em saúde constitui função essencial do Sistema Único de Saúde, orientada pela coleta, análise e disseminação sistemática de informações para a tomada de decisões em saúde pública e para a resposta oportuna frente a riscos sanitários. No Paraná, entre 2016 e 2025, o campo da vigilância enfrentou sucessivos desafios epidemiológicos, como epidemias de arboviroses, reemergência do sarampo, circulação da febre amarela e a pandemia de COVID-19, o que exigiu estratégias integradas entre os modelos ativo e passivo. Esse movimento contribui para fortalecer redes regionais e nacionais de vigilância, expandindo a articulação de políticas locais às tendências globais de preparação, prevenção e controle de emergências sanitárias. Nesse contexto, políticas e programas como a Política Nacional de Vigilância em Saúde e o Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância em Saúde foram determinantes para aprimorar a capacidade de detecção precoce, monitoramento e resposta do sistema estadual. Objetivos: Analisar criticamente as estratégias de vigilância em saúde desenvolvidas no Paraná (2016–2025), com foco na articulação entre os modelos ativo e passivo, identificando avanços, limites e contribuições para a para a detecção precoce de agravos e resposta oportuna, identificar fundamentos conceituais e normativos da vigilância em saúde relevantes ao tema, caracterizar a operacionalização dos modelos das vigilâncias no Paraná e examinar potenciais e limites da articulação, com atenção a subnotificação, desigualdade de capacidade ou integração tecnológica. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura e de documentos técnico-normativos de 2016 a 2025, incluindo marcos federais e estaduais, artigos científicos, relatórios institucionais e publicações da OPAS/OMS, buscando integrar dimensões conceituais, normativas e operacionais com base em abordagem qualitativa. Resultados: Os resultados indicam que a integração entre vigilância ativa e passiva aumentou a efetividade da vigilância epidemiológica, especialmente quando vinculada à Atenção Primária à Saúde, fortalecendo o papel dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Endemias como sensores territoriais. Entre os avanços, destacam-se a atualização da lista nacional de notificação compulsória (Portaria GM/MS nº 6.734/2025), o fortalecimento da vigilância laboratorial e genômica conduzida pelo LACEN-PR, a atuação do CIEVS-PR, a implementação de painéis digitais de Business Intelligence e o financiamento do PROVIGIA/PR, que qualificou equipes e infraestrutura. Ainda assim, persistem desafios como a subnotificação, a desigualdade regional, a limitação da interoperabilidade entre sistemas de informação e a sobrecarga das equipes locais. Considerações Finais: A articulação entre vigilância ativa e passiva consolidou-se como eixo estruturante da vigilância em saúde no Paraná, promovendo respostas mais rápidas, sensíveis e equânimes. O fortalecimento dessa integração requer investimentos sustentáveis, aprimoramento tecnológico, interoperabilidade informacional e valorização da Atenção Primária como núcleo sensorial e executor das ações de vigilância. Recomenda-se a ampliação de pesquisas sobre o tema para subsidiar políticas de gestão que versam sobre a integração das vigilâncias.
Resumen
La vigilancia en salud constituye una función esencial del Sistema Único de Salud, orientada a la recolección, el análisis y la difusión sistemática de información para la toma de decisiones en salud pública y para la respuesta oportuna frente a riesgos sanitarios. En Paraná, entre 2016 y 2025, el campo de la vigilancia enfrentó sucesivos desafíos epidemiológicos, como epidemias de arbovirosis, reemergencia del sarampión, circulación de la fiebre amarilla y la pandemia de COVID-19, lo que exigió estrategias integradas entre los modelos activo y pasivo. Este movimiento contribuyó a fortalecer las redes regionales y nacionales de vigilancia, ampliando la articulación de las políticas locales con las tendencias globales de preparación, prevención y control de emergencias sanitarias. En este contexto, políticas y programas como la Política Nacional de Vigilancia en Salud y el Programa Estatal de Fortalecimiento de la Vigilancia en Salud fueron determinantes para mejorar la capacidad de detección precoz, monitoreo y respuesta del sistema estatal. Objetivos: Analizar críticamente las estrategias de vigilancia en salud desarrolladas en Paraná (2016–2025), con foco en la articulación entre los modelos activo y pasivo, identificando avances, limitaciones y contribuciones para la detección precoz de daños y la respuesta oportuna; identificar fundamentos conceptuales y normativos de la vigilancia en salud relevantes para el tema; caracterizar la operacionalización de los modelos de vigilancia en Paraná; y examinar potencialidades y limitaciones de dicha articulación, con atención a la subnotificación, la desigualdad de capacidad o la integración tecnológica. Metodología: Se trata de una revisión narrativa de la literatura y de documentos técnico-normativos del período 2016 a 2025, que incluye marcos federales y estatales, artículos científicos, informes institucionales y publicaciones de la OPS/OMS, buscando integrar dimensiones conceptuales, normativas y operacionales con base en un enfoque cualitativo. Resultados: Los resultados indican que la integración entre la vigilancia activa y la pasiva aumentó la efectividad de la vigilancia epidemiológica, especialmente cuando está vinculada a la Atención Primaria de Salud, fortaleciendo el papel de los Agentes Comunitarios de Salud y de los Agentes de Combate a Endemias como sensores territoriales. Entre los avances, se destacan la actualización de la Lista Nacional de Notificación Obligatoria (Portaría GM/MS nº 6.734/2025), el fortalecimiento de la vigilancia de laboratorio y genómica conducida por el LACEN-PR, la actuación del CIEVS-PR, la implementación de paneles digitales de Business Intelligence y el financiamiento del PROVIGIA/PR, que calificó equipos e infraestructura. Aun así, persisten desafíos como la subnotificación, la desigualdad regional, la limitación de la interoperabilidad entre los sistemas de información y la sobrecarga de los equipos locales. Consideraciones finales: La articulación entre la vigilancia activa y la pasiva se consolidó como eje estructurante de la vigilancia en salud en Paraná, promoviendo respuestas más rápidas, sensibles y equitativas. El fortalecimiento de esta integración requiere inversiones sostenibles, mejoras tecnológicas, interoperabilidad informacional y valorización de la Atención Primaria como núcleo sensorial y ejecutor de las acciones de vigilancia. Se recomienda ampliar las investigaciones sobre el tema para subsidiar políticas de gestión que aborden la integración de las vigilancias.