FORMULAÇÃO DE BIOTINTA DE GOMA XANTANA COM PLURONIC F127 PARA PRODUÇÃO DE MATRIZ EXTRACELULAR

dc.contributor.advisorOrientação
dc.contributor.authorVitor de Mattos
dc.date.accessioned2026-02-17T19:36:47Z
dc.date.available2026-02-17T19:36:47Z
dc.date.issued2025-12-18
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Biotecnologia.
dc.description.abstractA bioimpressão 3D consolidou-se como uma tecnologia transformadora na medicina regenerativa, visando o desenvolvimento de substitutos biológicos funcionais. Contudo, a eficácia desta abordagem na manufatura aditiva é frequentemente restringida pelo "paradoxo da printabilidade-bioatividade", dilema que opõe a necessidade de alta viscosidade para fidelidade estrutural às condições fisiológicas ideais para a sobrevivência celular. O Pluronic F127 (PF), um copolímero tribloco anfifílico (PEO-PPO-PEO), embora amplamente utilizado por sua transição sol-gel termorreversível, exige altas concentrações para ser imprimível, resultando em um ambiente citotóxico e denso. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e otimizar uma biotinta híbrida composta por PF e Goma Xantana (GX), um heteropolissacarídeo aniônico de alto peso molecular produzido por fermentação bacteriana, de atuar como agente estabilizador, visando mitigar a toxicidade do polímero sintético através da redução de sua concentração para níveis subletais, compensada pela estabilização reológica do biopolímero natural. A metodologia abrangeu a formulação de um hidrogel híbrido (PF15% + GX6%), submetido a uma caracterização que incluiu análises reológicas, testes de printabilidade, avaliação de citocompatibilidade em fibroblastos L929 e quantificação da produção de Matriz Extracelular via coloração Picro Sirius Red. Os resultados reológicos comprovaram que a incorporação da GX atuou eficazmente como um agente de reforço estrutural, elevando a tensão de escoamento e permitindo a processabilidade de uma solução de PF que, isoladamente, seria líquida. Entretanto, os ensaios de printabilidade revelaram que, embora a extrusão fosse viável, a biotinta não apresentou boa fidelidade de forma final, ocorrendo deformações pós-deposição que indicam a necessidade de ajustes futuros na formulação para garantir a resolução geométrica. Biologicamente, a análise de viabilidade celular não demonstrou diferença estatística significativa entre a formulação híbrida e os controles, sugerindo que a alta densidade da matriz pode ter imposto barreiras difusionais aos nutrientes, limitando a atividade metabólica imediata. Apesar desses desafios, a funcionalidade da biotinta foi validada pela detecção positiva de síntese de colágeno, comprovando que o microambiente é capaz de estimular a resposta celular e a remodelação da matriz. Conclui-se que a hibridização PF/GX é uma estratégia promissora para superar a inércia biológica de materiais sintéticos, estabelecendo uma base funcional para a engenharia de tecidos, embora demande otimizações futuras focadas na estabilização da forma impressa e na suplementação nutricional para maximizar a viabilidade biológica.
dc.identifier.urihttps://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9688
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPluronic F127
dc.subjectGoma Xantana
dc.subjectMatriz Extracelular
dc.subjectBioimpressão
dc.subjectColágeno
dc.titleFORMULAÇÃO DE BIOTINTA DE GOMA XANTANA COM PLURONIC F127 PARA PRODUÇÃO DE MATRIZ EXTRACELULAR

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