MICROTONALIDAD ANDINA: CAMINOS COMPOSICIONALES ENTRE TRADICIÓN Y EXPERIMENTACIÓN SONORA
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Data
2026-01-26
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Resumo
A historiografia da música errou ao restringir a organologia andina à pentatonia. Esta
investigação refuta tal limitação por meio da análise físico-acústica das antaras Nasca
encontradas em Cahuachi, evidenciando uma engenharia sonora deliberada. O estudo da
morfologia de "garrafa" nos tubos demonstrou que esta geometria favorece a emissão de
"bissons" (frequências simultâneas) e uma trissecção da oitava, privilegiando a densidade
espectral em detrimento da altura temperada. A etapa experimental, focada na combinação
das Antaras 1, 4 e 14, isolou uma tríade cromática que completa a totalidade cromática
apenas mediante a execução coletiva. Isto valida, sob uma perspectiva acústica, o princípio
de complementaridade (Yanantin) sobre o solismo. Por fim, a implementação destes
parâmetros microtonais em obras originais confirma que o sistema Nasca possui uma
funcionalidade estética atual, possibilitando a articulação de narrativas sonoras
contemporâneas fundamentadas na tecnologia acústica ancestral.
Abstract
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Música.
Palavras-chave
Antaras Nasca, microtonalidade andina, bissom, composição contemporânea