EFECTOS DE LA EXPOSICIÓN AGUDA A LA ATRAZINA SOBRE PARÁMETROS DE DESARROLLO E HISTOLOGÍA HEPÁTICA EN EMBRIONES DE Gallus gallus DURANTE EL SÉPTIMO DÍA DE INCUBACIÓN

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2026-02-03

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Resumo

A atrazina (ATZ) é um herbicida triazínico que atua no fotossistema II, inibindo o transporte de elétrons. Estudos que avaliaram a toxicidade embrionária da ATZ em diferentes espécies documentaram anormalidades endócrinas, produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) em tecidos específicos e diversas anormalidades morfológicas em organismos adultos, entretanto pouco se sabe sobre os efeitos sobre o desenvolvimento embrionário. Embriões de galinha (Gallus gallus) são considerados modelos animais para o estudo dos efeitos de xenobióticos sobre o desenvolvimento embrionário, devido à acessibilidade de seus compartimentos, facilidade de obtenção e ortologia entre aves e mamíferos. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da ATZ na toxicidade do desenvolvimento e na hepatogênese em embriões de Gallus gallus. A metodologia utilizada baseou-se no tratamento in ovo por injeção na câmara de ar em três grupos: um grupo controle tratado com água destilada, um grupo tratado com uma concentração de 200 μg/L e um grupo tratado com uma dose de 2000 μg/L de ATZ. Os embriões submetidos ao experimento foram coletados após 7 dias de incubação. Nesse momento, os parâmetros morfológicos de cada embrião foram avaliados: mortalidade, presença de hemorragia e malformações, peso embrionário e estágio de desenvolvimento (HH). Posteriormente, os embriões foram colocados em fixadores (solução de Carnoy ou paraformaldeído 4%) por 7 dias. Alguns embriões do grupo tratado com 2000 μg/L foram selecionados para processamento histológico e obtenção de lâminas coradas com hematoxilina-eosina, as quais foram utilizadas para avaliação descritiva do tecido hepático. Após as análises, verificou-se que apenas a presença de hemorragia apresentou significância estatística em nível subletal (2000 μg/L). Observou-se diferenças na qualidade do tecido e na intensidade da coloração ao se utilizar com o fixador o Paraformaldeído 4%. Finalmente, ao comparar as secções histológicas correspondentes aos embriões tratados e controle, não foram observadas diferenças qualitativas indicando que a atrazina nessas condições de tratamento não tem efeito nocivo aparente sobre a histologia do fígado. Contudo, características específicas, como aumento da congestão sinusoidal e presença de células picnóticas, foram observadas nos fígados tratados com atrazina, indicando um possível impacto da atrazina sobre a morfologia do fígado. Estudos futuros poderão examinar se outros parâmetros celulares, bioquímicos e genéticos com diferentes concentrações de atrazina evidenciam o impacto em embriões.

Abstract

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Biotecnologia.

Palavras-chave

agrotóxico, embriotoxicidade, atrazina, teratogênese, histologia, morfologia

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