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Navegando por Autor "Sorbille, Lara Victoria de Moraes"

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    Bruxa do Oeste: Projeto de Longa-Metragem Documentário
    (2021) Sorbille, Lara Victoria de Moraes; Orientação
    Este trabalho apresenta um formato de estrutura novo ao curso de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal da Integração Latinoamericana, surgido da pulsão em elaborar um roteiro de documentário, e deparando-me com os desafios de escrita do que isso significa. Percebo-me frente ao lugar de autora que seleciona alguns fragmentos da “realidade” para transformá-la em narrativa, como ressalta Leonor Arfuch (2010), somado às especificidades do projeto que permeiam minha subjetividade como pessoa emocionalmente atravessada pela narrativa. E, ao desejar elaborar o fazer cinematográfico em prol do corpo, apresento minha tese de conclusão de curso como uma proposta autoral de forma de escrita para o documentário performático Bruxa do Oeste. Bill Nichols (2010) reflete sobre a noção de documentário performático como uma forma que privilegia a subjetividade do relato em oposição à suposta imparcialidade do dado ou do arquivo. A partir dessa noção, proponho aqui uma combinação da escrita documental com o estudo da performance, inserindo a noção de programa de performance de Eleonora Fabião (2013) – que consiste em indicações próprias ao corpo e ao gesto que interage com o espaço – no corpo do roteiro.
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    Retomada do futuro: representações de tecnologias no álbum visual nordeste futurista
    (2026-01-29) Sorbille, Lara Victoria de Moraes
    A presente dissertação configura-se como uma análise audiovisual qualitativa baseada em revisão bibliográfica e análise textual e visual que investiga representações de tecnologia e território no álbum visual Nordeste Futurista (2022), da multiartista paraibana Luana Flores. O objeto de estudo compreende a narrativa audiovisual de 18 minutos que contradiz narrativas hegemônicas sobre o nordeste como território subdesenvolvido e incapaz de imaginar ciência e tecnologia, sendo analisado desde uma perspectiva latino-americana (Pérez, 2021). A investigação incorpora abordagem interdisciplinar abrangendo cinema e audiovisual, antropologia, estudos culturais, filosóficos, históricos e da moda, dialogando com pensadores indígenas e quilombolas. Para tal, se abre o diálogo com a noção de colonialidade do ver (Barriendos, 2019), questionando o regime visual hegemônico que representa corporalidades e espaços através de imaginários de escassez. As práticas tradicionais como a bebida indígena Mocororó, o Coco de Roda, a organização social quilombola ou o Cavalo Marinho são compreendidas a partir do conceito de cosmotécnica de Yuk Hui, que reivindica a pluralidade de cosmotécnicas em oposição à noção única de tecnologia, propondo sua compreensão enquanto exteriorização da memória para além dos limites do corpo, caracterizada por contextos territoriais e culturais específicos. O álbum visual, com suas características híbridas entre linguagem cinematográfica e videoclipe (Harrison, 2014), é analisado como documentário performático (Nichols, 2010) diante do registro da cultura nordestina nos territórios de João Pessoa, Quilombo do Gurugi e Ipiranga, Barra do Mamanguape e Vale do Sabugi, com a participação de artistas contemporâneas (Yakecan Potyguara, Vó Mera, Mestra Ana do Coco, Yasmin Formiga e Georgia Cardoso), lidas como guardiãs da cosmotécnica. A análise identifica o agenciamento e a subversão de estéticas da ficção científica como solarpunk (Simonaci, 2022) e o afrofuturismo (Martins, 2023) dentro da dimensão estética e narrativa da obra. Nordeste Futurista então permite a análise do gesto de exaltação do presente desde o território através de uma cartografia da fartura que desafia imaginários de escassez e subdesenvolvimento. Realiza-se análise detalhada dos elementos visuais e sonoros nas faixas musicais e seu discurso de soberania tecnológica, em diálogo com Antônio Bispo dos Santos (2023), Beatriz Nascimento (2021), Ailton Krenak (2019, 2020, 2022), compreendendo essas manifestações culturais como tecnologias contemporâneas que propõem alternativas ao processo colonial racista ainda vigente. Esta concepção é desenvolvida em diálogo com outros artistas latino-americanos, propondo serem parte de um movimento denominado Futuro Ancestral, em homenagem ao filósofo indígena Ailton Krenak, reivindicando caminhos alternativos ao desenvolvimento tecnológico hegemônico e sua consequente crise civilizatória e ambiental.
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA
  • Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, 1000 - Polo Universitário
  • CEP: 85870-650 | Foz do Iguaçu - Paraná

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